O Brasil pagou um preço caro por ter sido um dos países no qual as escolas ficaram fechadas por mais tempo durante a pandemia. Segundo dados do Ideb-2021, divulgados na última sexta-feira, a onda pandêmica interrompeu avanços na educação ocorridos nos últimos dez anos e houve queda da média das proficiências em todos os ciclos. Como já imaginávamos, os mais afetados foram nossos alunos de seis a sete anos, que deveriam estar alfabetizados nos dois primeiros anos do ensino fundamental. Continue lendo “Ideb: o duplo desafio da educação”
Bolsonaro não trabalha
O Brasil está sem presidente da República. Nada a ver com a viagem de Jair Bolsonaro a Londres e Nova York ou com a mediocridade de seu governo, mas pelo fato de que ele, definitivamente, não trabalha. Se já demonstrava não gostar do batente, no modo reeleição ele dedica menos de 5% do tempo às tarefas presidenciais. Não se trata de denúncia ou algo que precise investigação – está lá na agenda oficial. Na última semana, seus compromissos como primeiro mandatário do país se limitaram a pouco mais de duas horas. Continue lendo “Bolsonaro não trabalha”
Os caminhos para o crescimento e a equidade
O grande desafio do Brasil no início do seu terceiro centenário é definir um projeto nacional capaz de fazer frente à necessidade de se reindustrializar e de se colocar em sintonia com um mundo em transição para uma economia verde e de mudança de sua matriz energética. Identificar as vantagens comparativas do nosso país nessa nova realidade planetária passa a ser estratégica para o alcance do crescimento sustentado e a promoção da equidade. Continue lendo “Os caminhos para o crescimento e a equidade”
A política que mata
O Brasil é um país violento. Responde por 20,4% dos homicídios do planeta embora abrigue apenas 2,7% da população mundial, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para Crimes e Drogas (Unodoc). Em números absolutos, lidera o macabro ranking de mais de 48 mil homicídios contra os 40,6 mil do segundo colocado, a Índia, com os seus 1,3 bilhão de habitantes. Continue lendo “A política que mata”
Crime eleitoral com fardas e festa
Misturar ato de governo com campanha eleitoral fere acintosamente a lei. Mas nada deve acontecer ao presidente Jair Bolsonaro, um falso patriota que só reconhece como brasileiros aqueles que o apoiam. Sem punição, ele ganha anistia prévia para abusos futuros. Continue lendo “Crime eleitoral com fardas e festa”
Chile diz sim ao centro
Se o projeto incorporava o anseio dos chilenos por um estado de bem-estar social, traduzido em uma aposentadoria digna, em uma educação superior gratuita, por outro lado enveredou por caminhos que minavam a democracia representativa e o equilíbrio entre os poderes. Continue lendo “Chile diz sim ao centro”
O golpe do 7 de Setembro
Quis o destino, a conjunção dos planetas ou simplesmente o azar, que a comemoração do Bicentenário da Independência coincidisse com a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, usurpador das cores nacionais. Além de roubar a maior data nacional, ele vai transformá-la em um mega-comício eleitoral pago com dinheiro público, algo nunca antes visto nos quase 133 anos de República. Continue lendo “O golpe do 7 de Setembro”
Brasil, 200 anos – o eterno país do futuro
Quando aportou pela primeira vez no Rio de Janeiro, o austríaco Stefan Zweig, um dos maiores escritores da primeira metade do século XX, teve um caso de amor à primeira vista com o nosso país. Inspirado pelas ideias de Gilberto Freire, Sérgio Buarque e Roberto Simonsen, escreveu em 1941 o livro Brasil, o país do futuro, que fez a cabeça de muita gente. Continue lendo “Brasil, 200 anos – o eterno país do futuro”
Elas brilharam
Debate anima torcidas. Dificilmente muda ou agrega votos. Mas neste domingo vimos pelo menos dois ineditismos: os líderes nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, não foram as estrelas da noite, e as mulheres – candidatas, jornalistas e a própria temática feminina – dominaram. Elas deram um banho. Continue lendo “Elas brilharam”
A arma é o voto
Na terça-feira, 30, o TSE se debruçará sobre o porte de armas de fogo no dia da eleição, em resposta à consulta de 9 partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro. Como ditam a lógica e o bom-senso, o mais provável é que a Corte impeça gente armada, exceto policiais, nos locais de votação. Mas vai ter grita. Pior: em nome da liberdade. Continue lendo “A arma é o voto”
Pontos fora da curva
A vasta literatura sobre os problemas crônicos e estruturais do nosso sistema educacional – entre os quais a baixa qualidade do ensino – findou por ter um efeito colateral. Nunca foi seu objetivo mas, involuntariamente, contribuiu para disseminar o senso comum de que a educação brasileira é um cenário de terra arrasada. Continue lendo “Pontos fora da curva”
Plim-Plim
Em um mundo dominado pela comunicação digital, com governantes que despacham por tuítes e políticos que fazem todo tipo de malabarismo por likes, esta semana eleitoral começa e termina diferente: será ocupada pela televisão. Odiada por petistas e bolsonaristas, a TV Globo reassume o protagonismo com as sabatinas do Jornal Nacional a partir de amanhã. E na sexta-feira, 26, inicia-se o programa obrigatório no rádio e na tevê. Continue lendo “Plim-Plim”
Compreender o passado para mudar o presente
“Cidadãos de todas as classes, mocidade brasileira, vós tereis um código de instrução pública nacional, que fará germinar e vegetar viçosamente os talentos deste clima abençoado, e colocará nossa Constituição debaixo das salvaguardas futuras, transmitindo uma educação liberal, que comunique aos seus membros a instrução necessária para promoverem a felicidade do TODO Brasileiro”. Continue lendo “Compreender o passado para mudar o presente”
Blindagem
O maior temor do presidente Jair Bolsonaro, dizem, é o de ser preso. Ele e seus filhos. Essa seria a motivação de fazer o diabo – termo imortalizado por Dilma Rousseff em 2014 diante dos abusos de sua campanha – para se reeleger.
O último tango do kirchnerismo
Finalmente o governo argentino descobriu o ovo de Colombo: “a inflação é uma fábrica de pobreza”. A frase é do novo superministro da Economia, Sérgio Massa, ex-ministro dos governos Nestor e Cristina Kirchner e ex-presidente da Câmara de Deputados. Massa sonha alto. Tem a pretensão de ser o Fernando Henrique Cardoso da Argentina, promovendo estabilidade econômica em meio a uma inflação de 90% prevista para o fim do ano. Continue lendo “O último tango do kirchnerismo”


