O ano eleitoral de 2026 começa com o presidente Lula ameaçando levantar a taça já no primeiro turno. Continue lendo “Campanha”
Vergonha
Que a maioria dos políticos está alinhada com o crime, faz tempo que não era mais dúvida para muitos. A novidade é que agora não é mais para ninguém. Continue lendo “Vergonha”
O Brasil e a doutrina Trump
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, divulgada no início de dezembro, reposicionou a América Latina no centro da política externa americana e impôs desafios relevantes à diplomacia brasileira. Sob governo Donald Trump, Washington passou a tratar o Hemisfério Ocidental como prioridade absoluta, rompendo com a lógica predominante no pós-Guerra Fria, em que outras regiões como o Oriente Médio e a Ásia-Pacífico concentravam maior atenção estratégica A Europa, antes principal parceiro americano, também perdeu relevância. A mudança redefine hierarquias, alianças e zonas de influência, com impactos diretos sobre o Brasil. Continue lendo “O Brasil e a doutrina Trump”
Esquerda
Jornalões, tevês e portais de notícias deturparam as manifestações de ontem contra as manobras canhestras da extrema direita na Câmara Federal, para livrar da justa punição os golpistas do governo anterior e os patriotários do 8/1 de 2023 —, todos já devidamente processados, julgados, condenados e cumprindo penas na Papuda, os comuns, ou em celas especiais, os milicos. Continue lendo “Esquerda”
Pode não ser o que parece
Sabe-se que política não é ciência cartesiana, tampouco se atrela à previsibilidade. Não raro, as negociações – muitas delas inconfessáveis – têm desfecho contrário ao pretendido. A votação na Câmara que acabou por preservar o mandato da deputada condenada Carla Zambelli (PL-SP), resultado anulado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, parece comprovar a tese. O mesmo vale para o PL da Anistia, que virou da Dosimetria, e para a extemporânea candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos três casos, os tiros escaparam pela culatra encontrando os pés. Continue lendo “Pode não ser o que parece”
Deboche
Com o Congresso Nacional cheio de elementos da direita golpista, é presumível que as votações mais sensíveis convocadas por seus presidentes, ambos do mesmo espectro político, tenham resultados programados, por mais absurdos que sejam, para inflar o animus beligerantis dessa patota. Esta semana, a ala de maçãs podres da Câmara disse claramente a que veio. Continue lendo “Deboche”
Flávio Bolsonaro, herdeiro sem herança
Um episódio da Segunda Guerra Mundial serve como ilustração para entender a candidatura de Flávio Bolsonaro e sua unção como sucessor do próprio pai. Quando a Alemanha invadiu a Polônia, a Inglaterra e a França declararam guerra a Hitler, mas as forças beligerantes não trocaram um só tiro até a invasão francesa. Esse período de mais de um ano entrou para a história como a “guerra de mentirinha”. A candidatura de Flávio nasce com essa suspeita: é de mentirinha. O próprio “candidato”, como um mau ator, desnudou o véu em menos de 48 horas ao insinuar que poderia desistir da disputa pela Presidência, mas que isso “tinha um preço”. Continue lendo “Flávio Bolsonaro, herdeiro sem herança”
Os maiorais
A Constituição de 1988 diz que todos são iguais perante a lei. Mas o Congresso Nacional, por maioria, pensa diferente. O mandamento supremo vale somente para os comuns mortais, que acreditam em histórias da Carochinha. Para os maiorais, a lei é outra. Continue lendo “Os maiorais”
Melhor para Tarcísio
Auto-anunciado como ungido pelo pai, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu agitar a sexta-feira com o lançamento de sua candidatura à Presidência da República. Deixou a direita perplexa, irritou aliados de peso como o pastor Silas Malafaia, derrubou a Bolsa, acelerou o dólar, e até antecipou comemorações entre lulistas. O ato extemporâneo do zero um repôs o nome Bolsonaro no jogo e, ainda que à primeira vista não pareça, fez multiplicar as chances do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Continue lendo “Melhor para Tarcísio”
Água fria
Bem que o Gilmar avisou, mas o Alcolumbre não deu bola. O ministro do STF cantou há algum tempo a pedrinha de que antes do fim do ano ia decidir duas ADPFs que questionavam se a lei do impeachment de 1950 estava valendo, apesar de não estar alinhada com a Constituição de 1988. Continue lendo “Água fria”
Quem diria
Micheque, quem diria, detonou a aliança que o marido e os enteados tricotavam com o arqui-inimigo Ciro Gomes para o governo do Ceará no ano que vem. Acionou os manetes do detonador alegando princípios éticos e morais — vejam só! Continue lendo “Quem diria”
Governabilidade por um fio
Lula deveria refletir sobre os presidentes que entraram em rota de colisão com o Legislativo. A história é clara: governos em minoria que apostaram no confronto se deram mal. Jango em 1964 e os impeachments de Collor e Dilma ilustram como a governabilidade se desmancha quando o Executivo perde capacidade de negociação. Em democracias, correlação de forças se altera por entendimento. Quem esquece isso paga caro. Continue lendo “Governabilidade por um fio”
Esculhambação geral
Foragido desde setembro, dias antes de sua condenação a 16 anos e um mês pela trama golpista, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) protagonizou uma fuga espetacular, provavelmente terrestre, pela Guiana, e de lá para Miami. Seus passaportes, tanto o comum quanto o diplomático, já estavam cancelados, mas ele não esbarrou em dificuldades para sair do Brasil, tampouco para entrar nos Estados Unidos. Tirou licença-saúde válida até 12 de dezembro, continua recebendo seu salário régio e ainda cobrou ressarcimento de gastos com gasolina. Nada que provoque espanto à esculhambação geral endossada e até estimulada pela Câmara dos Deputados, permissiva ao extremo com os seus fora da lei de estimação.
Bolsonaro e o erro como método
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, a que expressa a profunda crise do bolsonarismo é a de Jair Bolsonaro admitindo, de maneira curta e grossa, que violou sua tornozeleira eletrônica: “meti ferro nisso aí”. A cena resume uma sucessão de erros de um líder que age por impulso, sem medir consequências. Paciência estratégica lhe falta, e por isso acumulou derrotas, dilapidando seu próprio capital político. Continue lendo “Bolsonaro e o erro como método”
Velório
Deu um sorrisinho maroto para os fotógrafos e entrou.

