E um dia comem-nos

Era em Luanda e tinham nos olhos um abor­re­ci­mento escan­di­navo. No meu Liceu, que agora se chama Mutu Ya Kevela, havia jaca­rés. Nada­vam num tan­que fundo e tinham uns bons metros de areia para se aque­ce­rem ao céu aberto do pátio. Continue lendo “E um dia comem-nos”

Russomano, ironia do destino?

Enquanto o país se prepara para divertir-se com as Olimpíadas, que já começaram, e o julgamento do mensalão, que começa na semana que vem, as picuinhas da política provincial ganham seu tempero de pimenta de biquinho: não ardem muito, não queimam a língua e nem ajudam muito no sabor. Continue lendo “Russomano, ironia do destino?”

Gol dos mensaleiros. No tapetão

Embora muitos confundam, o Tribunal de Contas da União (TCU) não é uma instância da Justiça. Ainda bem. Caso contrário, a decisão de isentar o Banco do Brasil pelas transações com a DNA, uma das agências de publicidade de Marcos Valério, causaria a maior balbúrdia jurídica da história. Continue lendo “Gol dos mensaleiros. No tapetão”

O cinema alemão é um écrã demoníaco

Houve alguns anos eufó­ri­cos em que o cinema ale­mão não foi só o cinema ale­mão. Tal como o crash de 29 foi a mãe dos anos dou­ra­dos do cinema sonoro ame­ri­cano, o cinema ale­mão nas­ceu dos escom­bros e humi­lha­ção da I Grande Guerra. Continue lendo “O cinema alemão é um écrã demoníaco”

Disney teachings

When I headed to Disney World with my family earlier this week, I hoped for things to go well, meaning peace among the crowds, good weather and safe flights. Other than that, I feared for the splurge of American vacations. Continue lendo “Disney teachings”

A Lula o que não é de Lula

Quem anunciou foi o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad: “Nós vamos instalar um equipamento, um estúdio, no Instituto Lula para que o ex-presidente não tenha de se deslocar para a produtora quando quiser gravar uma mensagem”. Ou seja, não há dúvidas. Continue lendo “A Lula o que não é de Lula”

O mais belo dos filmes


Ao João Bénard, ao Manuel Cin­tra Ferreira

A porta abre-se para a direita, os vio­li­nos entram pela esquerda e a madura silhu­eta de uma mulher recorta-se con­tra a luz do deserto. A mulher, pas­sos hesi­tan­tes, dan­ça­dos, vai da porta para a varanda tosca, a câmara atrás dela. Continue lendo “O mais belo dos filmes”