Acurácia é uma palavra feia mas muito útil em jornalismo. Significa precisão, exatidão. Há muito tempo que ela não é usada nas redações e acho mesmo que muitos dos jovens jornalistas desconhecem o seu significado. Continue lendo “O fígado de Ulysses”
Dirceu, fiscal de Sarney
José Dirceu é mesmo o máximo. Ministro-chefe da Casa Civil e homem de confiança do presidente Lula, foi desapeado do Planalto em junho de 2005 quando as denúncias do mensalão começaram a esbarrar no chefe-maior, que o tinha como capitão do time. No fim do mesmo ano teve seu mandato de deputado federal cassado. Continue lendo “Dirceu, fiscal de Sarney”
Na sala ou na cama, chamava-se Slim
Howard Hawks transpirava charme. Ou seja, nunca precisou de transpirar. Nessa noite passeava-se pelo Clover Club e olhava para a pista de dança. Foi então que a viu. Continue lendo “Na sala ou na cama, chamava-se Slim”
O apartador de brigas
Ironias do destino: precisamos dos préstimos do moralíssimo e pragmático PMBD (“um ajuntamento de assaltantes”, na definição do mercurial fraseologista Ciro Gomes) para evitar – ou pelo menos amenizar – os ataques compulsivos do petismo contra a institucionalidade. Continue lendo “O apartador de brigas”
A mão que embala o mal
Se o Ministério Público desagrada, reduza-se o poder do MP. Se o STF causa dissabores, cortem-se as asas do Supremo. Continue lendo “A mão que embala o mal”
A falta que lhe fez um filme americano
Nos tempos em que eu soletrava entusiasmado a indecidível ratatouille literária que é a prosa do filósofo Gilles Deleuze, apanhei-o a jurar que toda a história da filosofia mais não é do que um interminável conjunto de comentários ao diferencial que são os diálogos de Platão. Terá sido no “Difference et Répetition”?
Três poderes? É muito
Partido bom é partido a favor.
Partindo desse elementar princípio de isonomia e justiça, o partido do governo e seus epígonos, que constituem a base aliada no Congresso, estão tratando de inviabilizar as siglas que ameaçam turvar a reeleição de Dilma no primeiro turno das eleições de 2014. Continue lendo “Três poderes? É muito”
Briga de bicos
Quanto mais tenta se desenroscar mais o PSDB tropeça no seu próprio bico. Há mais dissenso do que consenso, o que dificulta o caminho da legenda para se tornar competitiva na disputa pela cadeira da presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “Briga de bicos”
Rosebud
Quando saiu das mãos de Orson Welles, Charles Foster Kane, megalómano, críptico, já era muito maior do que a vida. Lembro os menos cinéfilos que falo do herói de um filme, Citizen Kane. O próprio Welles interpreta a personagem que morre no começo do filme sussurrando, numa misteriosa saída de cena, a palavra rosebud.
Até a próxima oportunidade
Esquisitices brasileiras: não se pode nem se deve discutir a questão da maioridade penal sob o impacto da comoção.
Um garoto de 17 anos, a 3 dias de completar 18, matou um outro de 19 anos para roubar-lhe o celular, sem que a vítima tivesse esboçado reação. Continue lendo “Até a próxima oportunidade”
Faces da moeda
Com o mote publicitário “é dinheiro sujo”, da lavra de João Santana, mesmo marqueteiro da presidente Dilma e do ex Lula, o PT vai às ruas coletar 1,5 milhão de assinaturas para impedir financiamento privado em campanhas eleitorais. Mas o tiro, pensado para purgar o mensalão que emporcalhou a imagem do partido, pode ricochetear, expondo a sigla a novos constrangimentos. Continue lendo “Faces da moeda”
Cê fala português?
As tecnologias têm destas coisas. Com o aparecimento, lento mas seguro, do Blu-ray Disc ou BD (que vai substituindo os DVD nas lojas) descobrimos que chegou uma nova língua ao mercado. Nas edições de filmes como Amadeus, Invictus, 2001 ou A Conquista do Oeste lá está, no capítulo das legendas, ao lado do Francês, Alemão, Espanhol, Italiano ou Português, o… “Brasileiro”. Continue lendo “Cê fala português?”
Ulisses tinha um Austin A 40 Devon
O que se passa na sala de cinema devia ficar na sala de cinema.
Maureen O’Hara que o diga. Cansada de passar dos braços de John Wayne para os braços de John Wayne, sentou-se um dia no escuro do Grauman’s Theatre e inundou-a uma doce impertinência. Deslizou pelo homem que estava ao lado, não propriamente pelos braços. Continue lendo “Ulisses tinha um Austin A 40 Devon”
Grosso, mas eficiente
Aquele homem grosso e inadequado, que tem dor nas costas, nunca senta e está sempre de pé atrás de uma cadeira dando esporro nos outros? Continue lendo “Grosso, mas eficiente”
Patriotadas
O governo norte-coreano informou sexta-feira que não poderá garantir a segurança de representações diplomáticas instaladas na capital Pyongyang. De pronto, o Brasil decidiu não fechar a embaixada que nem aberta deveria ter sido. Continue lendo “Patriotadas”



