O dr. Gilberto Velazco nasceu em 1980 em Havana e recebeu seu diploma de médico em 15 de julho de 2005. Continue lendo “História de um médico cubano”
Dilma navega trôpega
A CPI da Petrobrás, requerida com assinaturas de 120 deputados da base aliada, 52 do PMDB, partido que ocupa a vice-presidência da República, não deve prosperar. Será barrada pelo presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), assim como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) impediu que a MP dos Portos caducasse. Continue lendo “Dilma navega trôpega”
Casou-se alguém quando Salazar morreu?
Uma mulher pode fazer tudo: pensar, falar, cantar, calar-se até de vez em quando. Foi o que me ensinou Sacha Guitry. Um povo não. Um povo cala-se, mesmo por um instante, e há um ruído quadrúpede a escavar as ruas, uma explosiva brancura a furar os tímpanos. Continue lendo “Casou-se alguém quando Salazar morreu?”
Jornalista Ruy Mesquita
Ruy Mesquita morreu e li de tudo sobre ele. No mafuá das redes sociais, onde nascem as mil flores, brotaram daqui e dali pequenas e mesquinhas unhas-de-gato que mostram bem quanto estamos longe do grau de civilização em que gostaríamos de viver. Continue lendo “Jornalista Ruy Mesquita”
Dilma, a neoliberal
Há tempos Dilma Rousseff não tinha uma semana de tantas boas novas. Colheu o sucesso da 11ª rodada de licitação de petróleo e gás, a primeira realizada em cinco anos, e aprovou a MP dos portos, ainda que a penas duríssimas, impondo ao Congresso humilhação e vexame. Continue lendo “Dilma, a neoliberal”
Foi contra tudo isto que lutámos
Passaram-se tantas coisas em Cannes. Houve um tempo em que ia lá todos os anos. Entre o festival de cinema, os grandes mercados de televisão, duas, três vezes ao ano, ali ao lado das encostas que Picasso, Calder, Fitzgerald escolheram para pintar e escrever. Continue lendo “Foi contra tudo isto que lutámos”
O PT e sua Dulcinéia
O moinho de vento contra o qual arremetia dom Quixote de la Mancha era aquele que ameaçava a donzela Dulcinéia del Toboso. Continue lendo “O PT e sua Dulcinéia”
Porto inseguro
Dilma Rousseff, Lula e o PT só pensam naquilo: reeleição, eleição, reeleição. Não necessariamente nessa ordem, já que depende da maré – leia-se, da economia – quem será o protagonista em 2014. Continue lendo “Porto inseguro”
O coração numa bandeja
Mesmo alguém que não se chamasse Coelho estremeceria ao ouvir a voz melancólica de Pedro I, rei de Portugal, ordenar: “Preparem-me esse coelho que tenho fome.” Num conto de Os Passos em Volta, de Herberto Helder, um dos assassinos de Inês, Pêro Coelho, de joelhos entre os guardas, reconhece o direito de vingança do monarca e saboreia a ironia da frase real. Continue lendo “O coração numa bandeja”
O fígado de Ulysses
Acurácia é uma palavra feia mas muito útil em jornalismo. Significa precisão, exatidão. Há muito tempo que ela não é usada nas redações e acho mesmo que muitos dos jovens jornalistas desconhecem o seu significado. Continue lendo “O fígado de Ulysses”
Dirceu, fiscal de Sarney
José Dirceu é mesmo o máximo. Ministro-chefe da Casa Civil e homem de confiança do presidente Lula, foi desapeado do Planalto em junho de 2005 quando as denúncias do mensalão começaram a esbarrar no chefe-maior, que o tinha como capitão do time. No fim do mesmo ano teve seu mandato de deputado federal cassado. Continue lendo “Dirceu, fiscal de Sarney”
Na sala ou na cama, chamava-se Slim
Howard Hawks transpirava charme. Ou seja, nunca precisou de transpirar. Nessa noite passeava-se pelo Clover Club e olhava para a pista de dança. Foi então que a viu. Continue lendo “Na sala ou na cama, chamava-se Slim”
O apartador de brigas
Ironias do destino: precisamos dos préstimos do moralíssimo e pragmático PMBD (“um ajuntamento de assaltantes”, na definição do mercurial fraseologista Ciro Gomes) para evitar – ou pelo menos amenizar – os ataques compulsivos do petismo contra a institucionalidade. Continue lendo “O apartador de brigas”
A mão que embala o mal
Se o Ministério Público desagrada, reduza-se o poder do MP. Se o STF causa dissabores, cortem-se as asas do Supremo. Continue lendo “A mão que embala o mal”
A falta que lhe fez um filme americano
Nos tempos em que eu soletrava entusiasmado a indecidível ratatouille literária que é a prosa do filósofo Gilles Deleuze, apanhei-o a jurar que toda a história da filosofia mais não é do que um interminável conjunto de comentários ao diferencial que são os diálogos de Platão. Terá sido no “Difference et Répetition”?


