Marina de Wall Street

Campanhas eleitorais produzem milagres.

Transformam Neca Setúbal, por exemplo, a notável educadora de 2012 convidada a integrar o governo revolucionário do cicloviário Fernando Haddad, num pérfido logotipo do Itaú interessado em obter perdão de suas dívidas e defender a autonomia do Banco Central para agradar a neoliberal Marina Silva, seringueira de Wall Street. Continue lendo “Marina de Wall Street”

MMA: Dilma x Marina

Com golpes de fazer inveja aos ídolos do MMA, Dilma Rousseff foi com tudo para cima de Marina Silva, que se esforça no revide. Um espetáculo nada digno para os mais de 140 milhões de brasileiros credenciados a escolher o próximo presidente da República, daqui a três semanas. Continue lendo “MMA: Dilma x Marina”

Um bocado bruto de realidade

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Ainda hoje, a meio de um filme, quando acordo sobres­sal­tado do deli­ci­oso embalo de sono de um minuto, fico ali a pen­sar que estou a ver no ecrã a mais pura rea­li­dade, que aque­las som­bras não são acto­res, mas sim pes­soas a viver mesmo o que, por isso, tão bem representam. Continue lendo “Um bocado bruto de realidade”

Alzirinha

Acabei de ler a trilogia Getúlio, de Lira Neto. É uma senhora biografia. Brilhante. Mas, como nada é perfeito, tem um defeito para os leitores mais velhos: o peso de cada volume. Deve ser lido com o leitor sentado, em boa posição, com boa iluminação e apoio para o livro. Continue lendo “Alzirinha”

As fábulas de uma eleição

Fadas, reis, rainhas, príncipes, dragões, vovozinhas, lobos maus, além de monstros de toda espécie habitam as fábulas e seu universo de estereótipos que ajudam as mentes infantis a desenvolver a fantasia, a criatividade, e colaboram na absorção de princípios morais, nas boas regras de comportamento e no discernimento entre o bem e o mal. Continue lendo “As fábulas de uma eleição”

Não era rico, era monopolista

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O cinema não me deu tudo. O tempo que julgo ver nos fil­mes tal­vez seja a ideia de tempo que lhes dou eu por já a levar da vida. Dos 10 aos 15 anos, no liceu, com excep­ção das aulas, todo o tempo foi meu. De um total anual de 8.760 horas, 7.880 gozei-as como e quando quis, senhor e dono de 90% do meu tempo. Não era rico, era mono­po­lista. Continue lendo “Não era rico, era monopolista”

Debates?

De eleição em eleição os debates nas campanhas políticas empobrecem. Não se discute um tema em profundidade. O que mais nos interessa não é sequer mencionado. Parece que aqueles adultos se reuniram ali para se agredir. Continue lendo “Debates?”

Em busca do messias

Os principais – e também os secundários – candidatos à presidência do Brasil encontraram-se pela última vez num debate vespertino na tela do SBT, um canal de onde você espera que surja a qualquer momento uma pegadinha do Ivo Holanda, uma velhinha surda da Praça da Alegria, ou o patrão atirando aviõezinhos de dinheiro para suas “colegas de trabalho”. Continue lendo “Em busca do messias”

Uma gente diferenciada, que nunca precisou de cota

“No dia em que os filhos do pobre e do rico, do político e do cidadão, do empresário e do trabalhador, estudarem na mesma escola…nesse dia o Brasil será o país que queremos.” Eduardo Campos

Provavelmente Eduardo Campos teria ficado satisfeito se soubesse que meninos pobres, como, por exemplo, um certo Joaquim Barbosa, filho de um pedreiro, e meninos ricos, como um certo Fernando Collor de Mello, filho de um senador, estudaram, nos anos 70, nas então prestigiadas escolas públicas CASEB e Elefante Branco, situadas na Asa Sul de Brasília. Continue lendo “Uma gente diferenciada, que nunca precisou de cota”

Marina, Renan & Cia.

Em outubro do ano passado, quando o TSE impediu a criação da Rede de Sustentabilidade, partido que Marina Silva tentou criar e ainda quer fazer para si, o PT comemorou. Os petistas temiam. Era enorme o risco de ter a ambientalista acreana como adversária. Continue lendo “Marina, Renan & Cia.”

Os tiros fizeram do carro um passador

Faye Dunaway and Warren Beatty in Bonnie and Clyde, 1967. (Evere

Quando a conheci, já ela mor­rera há ses­senta anos. Conheci a Bon­nie que Clyde amou, em 1994, na man­são de um big shot do cinema, em Beverly Hills. Sábado e sol de Maio, duas ban­das de jazz, vas­tos rel­va­dos, as mesas sob tol­dos pro­tec­to­res. Podia ser a festa do crisma do filho de Michael Cor­le­one, no God­father part II. Continue lendo “Os tiros fizeram do carro um passador”