Duas semanas depois do anúncio de cortes de cargos e de ministérios para tentar sinalizar que o governo estaria levando a crise do país a sério, a presidente Dilma Rousseff, como de costume, zanzou para lá e para cá e nada avançou. Ao contrário. Só os impostos avançaram. Continue lendo “Insustentável”
Marta e seus neo-companheiros
A ex-prefeita e senadora Marta Suplicy filiou-se ao PMDB na manhã de hoje com festa, presença maciça dos poderosos do partido, fogos de artifício e coro ensaiado de “1, 2, 3, 4, 5 mil, Marta pra São Paulo e Temer pro Brasil”. Continue lendo “Marta e seus neo-companheiros”
Crônicas macunaímicas
Que o Brasil não é um país para principiantes já sabíamos há séculos.
Severos cientistas sociais de óculos de lentes grossas poderiam dizer, em mesas redondas da TV, que estamos vivendo um estado de “anomia” – um país sem rumo, sem bússola, sem projeto. Continue lendo “Crônicas macunaímicas”
Queimou as caravelas
Quando da conquista do México, o espanhol Hernán Cortés mandou queimar as caravelas para não deixar nenhuma rota de fuga. Só restava a seus soldados seguir em frente, se quisessem sobreviver. A presidente Dilma Rousseff foi mais além, na sua reforma ministerial: mandou queimar as caravelas em pleno mar. E com ela dentro! Continue lendo “Queimou as caravelas”
Curitiba, a capital federal
Mesmo com apoio popular, cercado por alianças fortes, gente competente e confiável, governar é um ato solitário, difícil, não raro angustiante. Sem nada disso é desesperador. Para o governante e, em especial, para os governados. No caso da presidente Dilma Rousseff, uma agonia que agudiza os efeitos da crise que já fez o país retroceder quase duas décadas. Continue lendo “Curitiba, a capital federal”
Brasília, 100 graus
É certo que os dias em Brasília têm sido de permanente ebulição. Mas nesta quinta-feira a temperatura quebrou os termômetros. E começou cedo. Continue lendo “Brasília, 100 graus”
Erro de pessoa (2)
Vocês já repararam que Lula e dona Dilma usam a mesma expressão quando se dirigem ao distinto público? Os dois iniciam suas perorações com um curioso “Quero dizer a vocês” em vez de só dizer e pronto, nós entenderíamos que era para nós que estavam dizendo fosse lá o que fosse. Continue lendo “Erro de pessoa (2)”
Gregos e troianos
O novo pacote fiscal da presidente Dilma Rousseff tem tudo para se transformar em rara unanimidade nacional, todo mundo contra, à exceção da Federação Brasileira de Bancos. Em um só lance, a presidente conseguiu desagradar a gregos e troianos. Continue lendo “Gregos e troianos”
Os nossos deuses
Se há alguma coisa que a criatura Dilma herdou do criador Lula é uma forma diferenciada de “húbris”, que é a definição que os gregos davam ao sentimento de pessoas que não tinham comedimento e passavam dos limites. Continue lendo “Os nossos deuses”
Morre o crucificado
Foi no estertor do século XV. À bruta, Hans II integrou a Suécia na união que já reunia a hegemónica Dinamarca e a Noruega. Foi rei da fria Escandinávia. Continue lendo “Morre o crucificado”
Nenhum centavo a mais
Sem eira nem beira, condenados à ignorância por um sistema educacional precário e, portanto, ao desemprego, subemprego ou emprego de baixa qualidade, os pobres são ouro em pó para políticos. Usados por todos. E abusados por populistas e inescrupulosos, como bem mostra o ex-presidente Lula. Continue lendo “Nenhum centavo a mais”
Fala sério, eles não são engraçados?
“O que dá pra rir, dá pra chorar, questão só de peso e medida, problema de hora e lugar, mas tudo são coisas da vida… O que dá pra rir, dá pra chorar…”
O presidente do Senado Federal foi enfático em sua declaração contra aumento de impostos. Seu tom era o mesmo que nós, simples mortais, usamos ao reclamar do governo: “onde já se viu aumentar impostos? De modo algum, o governo que não venha com mais essa barbaridade para cima de nós!”. Continue lendo “Fala sério, eles não são engraçados?”
Nota baixa
Algaravia é uma tremenda duma palavra feia. Mas existe. E se existe podemos, então, usá-la. Continue lendo “Nota baixa”
“Unidos e coesos”
Na época do regime militar, tornaram-se famosas as notas oficiais das Forças Armadas alardeando que estavam “unidas e coesas” em torno dos ideais revolucionários. O pau cantava nos quartéis onde militares da linha dura e distensionistas se digladiavam para definir se endureciam mais ainda o regime ou se faziam um mínimo de abertura. Continue lendo ““Unidos e coesos””
Nas asas do anjo
Queria ter asas e voar, mas não é Ícaro nem o Jardel da canção do Rui Veloso quem quer. E ainda assim tive uns aviões na vida. Misturam-se com filmes. Continue lendo “Nas asas do anjo”


