Moral. Prática em desuso na política, a palavra reinou no discurso da presidente Dilma Rousseff durante o 12º Congresso da CUT, que recebeu também o ex Lula e toda a sua beligerância contra quem não reza por sua cartilha. Pelo histórico de ambos e as demonstrações feitas a rodo na semana passada, nem um nem outro conhece o significado do verbete. Continue lendo “Os imorais”
Lula nos manda ir à feira
Dilma Rousseff encetou uma vigorosa campanha para salvar seu mandato. É um direito que lhe assiste. Deve ser duro passar por um impeachment, taí, deve ser muito duro. O Collor que o diga. Continue lendo “Lula nos manda ir à feira”
A mentira como método
A tarefa da política, segundo Lula, é manter-se no poder a qualquer custo, nem que para isso seja preciso mentir descaradamente. Continue lendo “A mentira como método”
A peleja entre o moderno e o arcaico
Não é de hoje o conflito entre o arcaico e o moderno, no Brasil. Essa peleja vem de longe, atravessou séculos, marcou todos os campos da sociedade brasileira. O país só avançou quando o novo conseguiu vencer o antigo, deslocando seus interesses incrustrados nos aparelhos do Estado. Continue lendo “A peleja entre o moderno e o arcaico”
Se hoje fosse sábado
Já tinha visto Os 4 Cavaleiros do Apocalipse, estranho filme de Vincente Minnelli. Sabia da guerra no mato de Angola, mas fome, peste e morte? Os meus 17 anos só tinham olhos para o gira-discos novo, comprado com o primeiro salário colonial. Curtia Black Sabbath numa varanda semi fechada. Continue lendo “Se hoje fosse sábado”
O silêncio de Lula
No final de setembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Brasília para acertar de vez o governo cambaleante de sua pupila. Assumiu publicamente o papel de salvador da pátria, que tanto adora. Continue lendo “O silêncio de Lula”
Em cinco tempos
1) Anteontem dona Dilma afirmou que vê luz no fim do túnel. Suas palavras geraram dúvida sobre sua capacidade de enxergar. Luz? Que luz? Vinda de onde ou do quê? Chico Caruso, o gentleman de sempre, resolveu nossa ansiedade e explicou que luz era essa! Continue lendo “Em cinco tempos”
Retratos de um desastre
A política brasileira pode ser de uma pobreza franciscana em termos de gestos, atitudes e idéias. Mas é um presente para os olhos quando se trata de fornecer imagens arquetípicas de situações dramáticas ou simplesmente patéticas. Continue lendo “Retratos de um desastre”
Portal do Inferno
Quem circula pelo mundo da educação sabe da tremenda ressaca que se disseminou entre educadores brasileiros com a recentíssima troca de comando no Ministério da área. Foi a terceira em dez meses. Continue lendo “Portal do Inferno”
Lolita e Hitchcock
Olhamos para o colo gordo de Hitchcock e é tentador pensar que ele podia ter sentado uma ou outra Lolita nesse regalado conforto. É verdade, dava-se com Nabokov, pai de todas as Lolitas. Telefonavam-se e carteavam-se. Que se saiba, Nabokov nunca lhe pediu que adaptasse a sua Lolita ao cinema. Continue lendo “Lolita e Hitchcock”
Fraude ao vivo e em cores
Governo novo, ideias novas. Há exatamente um ano, o último programa eleitoral com esse bordão invadiu os lares, cantado e declamado entre o colorido de um Brasil inebriante que os brasileiros não têm a menor noção de como é. Continue lendo “Fraude ao vivo e em cores”
À espera da longa e assustadora travessia
Aonde chegaremos depois de completada a longa travessia que se faz tão ansiada, já que promete um porto seguro? Continue lendo “À espera da longa e assustadora travessia”
Céu sem brigadeiro
Põe o Janine, tira o Janine. Tira o Mercadante daqui, coloca ali. Põe o dono do restaurante de Duque de Caxias na Ciência e Tecnologia e desloca o Rebelo para a Defesa – pode não entender nada do assunto, mas torce para o Victor Hugo, belíssimo zagueiro central, que não deixa passar uma.
Órfãos de pai e mãe
É extensa, longuíssima, a fila de intelectuais, artistas, sindicalistas e lideranças e de movimentos sociais órfãos de pai e mãe, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “Órfãos de pai e mãe”
No quarto de Marguerite
As vedetas. Por mais que queiramos ser-lhes indiferentes, desprezá-las até com aquele ligeiro véu de nojo do “já estou muito acima disso”, se tropeçamos numa, é logo um desassossego. Desatamos a correr para o “feicebuque” e para o instagram, que é um mimo. Continue lendo “No quarto de Marguerite”



