Sem ter o que dizer, a presidente Dilma Rousseff não deverá se pronunciar em cadeia de rádio e TV nas comemorações da Independência. Se confirmada, a atitude inédita será bem-vinda. Poupará paciência e panelas. Continue lendo “Um desfile de mentiras”
Daqui do Reino das Águas Turvas
Nunca vi a Rainha falar tanto. Há quem pense que sem poder empregar seu tempo no hobby favorito, que é aumentar o tamanho do Estado e fazer deste Reino o sonho de todo petista, ela acabou descobrindo que falar ao povo é muito bom, é trocar um peteleco pelo outro e às rainhas dar petelecos nos súditos causa um prazer delicioso. Continue lendo “Daqui do Reino das Águas Turvas”
Réquiem
Quem for contra “um mundo melhor” levanta a mão. Continue lendo “Réquiem”
Toma que o filho é seu
Dilma Rousseff jogou a batata quente nas mãos do Congresso Nacional. Continue lendo “Toma que o filho é seu”
O estrangeiro
Gosto do estrangeiro, do homem e da mulher sós, sem ninguém que lhes fale a língua. Gosto do francês de Aljezur, da implacável alemã, patroa do recepcionista que eu fui num hotel do Lobito, do zairense da Caparica, mais expatriado do que o Chewbacca do Star Wars. Continue lendo “O estrangeiro”
Lula, o esvaziado
Luiz Inácio Lula da Silva escolheu a cidade de Montes Claros, sexto município mais populoso de Minas Gerais, para, mais uma vez, atrair holofotes sobre a possibilidade de ser candidato à sucessão de sua pupila Dilma Rousseff. Continue lendo “Lula, o esvaziado”
“Não é da sua conta”
A mim me dá a maior tristeza lembrar que Collor já foi presidente da República do Brasil. Acho uma humilhação termos tido essa figura no posto mais alto da Nação. Saber que depois de tudo ele ainda voltou para o Senado Federal é de amargar. Continue lendo ““Não é da sua conta””
A culpa é da bola
Num acesso de modéstia e autocrítica, a presidente Dilma confessou a três jornais que seu grande erro foi ter “demorado muito para entender a gravidade da crise”. Continue lendo “A culpa é da bola”
Caiu na real?
Até ontem se vendiam ilusões. De forma exaustiva, a presidente Dilma Rousseff repetia: a crise é passageira e a retomada do crescimento se dará logo, logo. No máximo, admitia 2015 como o ano da “travessia”. Tudo, no entendimento do governo, era uma questão de vontade política, como se a economia fosse movida pela fé. Continue lendo “Caiu na real?”
Carta a Marlon Brando
O escritor Jack Kerouac tinha uma cara suficientemente boa para cinema. Bem podia ter sido o que Montgomery Clift sofridamente foi em From Here to Eternity. E, não tivesse já morrido, até podia ser a cara de um dos recrutas de Stanley Kubrick em Full Metal Jacket. Tinha uma bela cara de homem, maçãs do rosto coradas a audácia e dúvidas. Continue lendo “Carta a Marlon Brando”
Janot e o diabo
Entre comemorações e temores diante da denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a já esfacelada base governista será colocada novamente à prova. E falhará. Continue lendo “Janot e o diabo”
Sobre tesouras e thesaurus em Brasília
O ministro Edinho Silva (não, não sou amiga dele, esse é seu nome, Edinho) no dia seguinte à manifestação estrondosa de domingo 16, aquela que se destacou por ter um único foco, o “Fora PT, Lula e Dilma”, deu a seguinte declaração: Continue lendo “Sobre tesouras e thesaurus em Brasília”
O protesto e a jabuticaba
Um protesto a favor do governo já é em si uma jabuticaba.
Um protesto a favor do governo com palavras de ordem contra a política econômica desse mesmo governo deve ser um cupuaçu. Ou uma mangaba. Continue lendo “O protesto e a jabuticaba”
#ForaPelegos
Nos últimos 12 anos, centrais sindicais e movimentos sociais foram, paulatinamente, cooptados pelo Estado. Até as mais combativas passaram a ser tuteladas, mantidas por tributos compulsórios, aparelhadas e instrumentalizadas por interesses partidários e governamentais. Continue lendo “#ForaPelegos”
F?
Kafka, nome impossível de duas consoantes e uma vogal; Kafka, lengalenga infantil a que só um insidioso F evita a ridícula cacofonia, protagonizou uma inimaginável paixão. O autor de A Metamorfose amou à maneira dos filmes a que tanto ia, como mostra Hanns Zischler no documentário Kafka goes to the movies. Continue lendo “F?”


