Como alertam as bulas dos bons laboratórios, não use medicamento com prazo de validade vencido. “Caso ainda esteja no prazo de validade, observe o aspecto do produto e se houver alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.” Continue lendo “Brasil com data de validade vencida”
Pequenos assassinatos
A que ponto chegamos.
Aposto que você já ouviu essa frase em algum lugar que frequenta, ou na conversa com um amigo, um parente, um vizinho. Ou até mesmo na TV, na voz de um ministro do Supremo. Continue lendo “Pequenos assassinatos”
Sobre anéis e dedos
Uma das peças de resistência da presidente Dilma Rousseff tem sido a alegação de que seu governo se pauta de forma republicana, sem interferir no andamento de ações que investigam a ela própria ou seus aliados. Continue lendo “Sobre anéis e dedos”
Vice-versa
Dorothy Parker escreveu poesia, contos e também muita sátira. Bichos-caretas como eu, que conheçam um terço da história da New Yorker, sabem que ela foi uma das almas, não necessariamente penadas, dessa famosa revista. Continue lendo “Vice-versa”
A derrota de Alckmin
Dividido como sempre, e às turras, o PSDB enfrenta hoje mais um round de seu fratricídio sistêmico, que há anos o consome. Continue lendo “A derrota de Alckmin”
Pense num absurdo. No Brasil tem
A frase original do governador Otávio Mangabeira (1947 e 1951) é outra: “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”. (A charge é de Amarildo.) Continue lendo “Pense num absurdo. No Brasil tem”
Os imbecis de Umberto Eco
Em memória de Umberto Eco, vamos lembrar aqui uma reflexão recente do mestre da semiótica que, em seus estudos, como o marcante “Apocalípticos e Integrados”, deu um verniz de nobreza às manifestações da cultura de massas, como as histórias em quadrinhos ou o cinema. Continue lendo “Os imbecis de Umberto Eco”
Adeus, Lula
Estava tudo combinado. O encontro comemorativo do 36º aniversário do PT marcaria a ofensiva contra o “cerco e aniquilamento” de Lula, uma fábula existente apenas nas mentes petistas. O resgate da imagem do caudilho tinha um objetivo claro: fazer do seu retorno ao trono presidencial a bandeira de coesão de um projeto de poder que pretendia ser eterno, mas que se encontra em acelerado desmanche. Continue lendo “Adeus, Lula”
A morte cansada
Não vou falar dele, mas vou dizer o nome dele: Ronald Reagan. Para os leitores bebés do Expresso que andam na casa dos 30, acrescento que, além de presidente, Reagan foi também actor. Continue lendo “A morte cansada”
Tempos sinistros
Como trailer de filme de terror, a primeira semana do ano que começou após o carnaval foi de arrepiar. O país aprofundou-se nas trevas do crescimento negativo, com o registro da queda de 4% do PIB em 2015 e previsões tenebrosas para 2016, se viu rebaixado pela segunda vez consecutiva pela mesma agência internacional de avaliação de risco, assistiu ao desemprego crescer 41,5% e à inflação não ceder um único milímetro. Continue lendo “Tempos sinistros”
As mosquitas e os mosquitos
Não sei como dona Dilma faz para diferenciar as mosquitas dos mosquitos. Mal sei, nos dias de hoje, como diferenciar as moças dos moços. Andam todos muito iguais, na moda e nos hábitos. No entanto, ainda assim, acabo por diferenciá-los. Continue lendo “As mosquitas e os mosquitos”
A mão à palmatória
Foi preciso o preço do petróleo ir ao fundo do poço – US$ 30 – para a presidente Dilma Rousseff começar a admitir a alteração das regras que obrigam a Petrobrás ser a única operadora da área do pré-sal. Quem te viu e quem te vê. Continue lendo “A mão à palmatória”
Cheiras muito a Quinta Avenida
Oito da manhã ou oito da noite, com Dorothy Dandridge todas as horas eram sensuais. Continue lendo “Cheiras muito a Quinta Avenida”
Vamos sambar, companheiro?
Tempo de carnaval e cinzas, considerado satânico por alguns, fevereiro é o mês do Partido dos Trabalhadores – do princípio e do início do fim. Continue lendo “Vamos sambar, companheiro?”
Lula, segui seu conselho: refleti
Em um vídeo pelos trinta e seis anos do PT, Lula, branco dos cabelos à camiseta singela que veste, rosto franzido, ar sério e melancólico, pede que o povo faça uma reflexão sobre a importância histórica do seu partido para o Brasil. Continue lendo “Lula, segui seu conselho: refleti”



