1) O presente que mais chamou minha atenção nos últimos dias foi o que Lula recebeu do ministro Teori Zavascki. Continue lendo “Alguns presentes”
Matar ou morrer
Absolutamente ilhado e sentindo cada vez mais a falta de oxigênio, o governo Dilma Rousseff decidiu ir à guerra. Ou como disse um assessor presidencial: “agora é matar ou morrer”. Dada a ordem, o Palácio do Planalto passou a viver o seu faroeste, muito embora a turma que lá habite esteja mais para Frank Miller (Ian MacDonald) do que para o xerife Will Kane (Gary Cooper), personagens do genial filme de Fred Zinnemann. Continue lendo “Matar ou morrer”
Aldeia em fogo
Podemos recordar 1913 de muitas maneiras. Nesse ano, Apollinaire escreveu um ensaio, “Os Pintores Cubistas, Meditações Estéticas”, que logo nos diz em que alvoroço artístico andava a Europa. Freud publicou “Totem e Tabu”. Era um mundo antigo à procura de sensações novas. Continue lendo “Aldeia em fogo”
Pele de cordeiro
Luiz Inácio Lula da Silva tem caras, modos e personas variáveis. Traveste-se de acordo com a conveniência. Transita entre a divindade e o desvalido, entre a vítima e o general da tropa. Semeia guerra e ódio e encarna a versão paz e amor quando as circunstâncias o deixam sem saída. Ruge como leão e rasteja como jararaca. Mas, por mais que tente, sempre que se veste de cordeiro o lobo escapa. Continue lendo “Pele de cordeiro”
A Globo me fez de bobo
Assisti, ontem, uma das mais belas lições do jornalismo brasileiro, o Jornal Nacional da Rede Globo. Continue lendo “A Globo me fez de bobo”
Aí é que está o busílis
O Brasil esfarelando, literalmente, e dona Dilma fica discutindo o sexo dos anjos! Em vez de tentar reverter os erros que cometeu e pedir desculpas à sociedade pelas conversas que teve com o ex-presidente Lula, ela se dedica a lutar pela manutenção do Poder. Continue lendo “Aí é que está o busílis”
Brava gente
Há tiros que são certeiros. Outros se encontram com a culatra. Tenho a impressão que a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil se enquadra no segundo caso. Continue lendo “Brava gente”
Sem bala de prata
Quando lançou seu plano econômico, o então presidente Fernando Collor justificou o confisco da poupança com a necessidade de dar um tiro certeiro no tigre da inflação. Só lhe restava o último cartucho, a bala de prata, dizia ele. Onde foi parar essa história, todos nós sabemos. Continue lendo “Sem bala de prata”
O gládio e a pena
Vi os Oscars e veio-me à cabeça escrever sobre Norman Mailer. Melhor, lembrei-me da amante dele, Carole. Continue lendo “O gládio e a pena”
Como será o amanhã?
Nunca antes este país protagonizou um ato político desse porte. Os milhões que foram às ruas em todos os cantos encurralaram de vez a presidente Dilma Rousseff e o ex Lula. Mandaram o PT às favas. E, com ele, a eterna ladainha de que o partido e seu líder maior são vítimas de uma mirabolante conspiração de direita, mancomunada com a mídia golpista. Continue lendo “Como será o amanhã?”
As cores e o coro da rua
Serão milhares ou milhões. E não é isso que importa. As manifestações deste domingo têm tudo para ir muito além dos pixulecos, do fora Dilma, fora PT, fora corrupção. Nelas estão as apostas de redenção do país, mergulhado em profunda recessão econômica, afogado política e moralmente. Continue lendo “As cores e o coro da rua”
Firmeza e serenidade
“Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!”
(Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego.)
Imperdoável, é o que penso, foi o que Lula fez consigo mesmo e com o país: teve todas as oportunidades para transformar verdadeiramente o Brasil e limitou-se a uma maquilagem, um arremedo de mudança. Continue lendo “Firmeza e serenidade”
General sem tropas
Foi-se o tempo em que um simples brado de Lula poderia provocar convulsão no país, tal o seu poder de levar multidões ao delírio. O velho general já não tem tropas para segui-lo até as últimas consequências, a não ser um punhado de militantes suficientes para lotar a quadra de um sindicato, e até criar brigas isoladas, confusão. Mas não para tomar as ruas. Continue lendo “General sem tropas”
O actor bebé
Ando a tentar lembrar-me do que me disse a Virgem Maria quando eu nasci. É provável que não me tenha dito nada, o que me deixa meio ofendido, porque, mal tinha nascido, Marcello Mastroianni ouviu-a dizer: “És daqueles que vai ficar bebé para sempre e tornar-se actor.” Continue lendo “O actor bebé”
Operação Lava-Alma
Sexta-feira, meio-dia. Animado por aguerridos defensores, rapidamente arregimentados pelos “movimentos sociais”, o ex-presidente Lula termina o seu depoimento no anexo da Polícia Federal do aeroporto de Congonhas e, em vez de voltar para casa, segue para a sede do PT. Convoca a imprensa para, mais tarde, disparar um discurso inflamado contra a Justiça, personificada no juiz Sérgio Moro, a mídia e as forças conservadoras que querem acabar com tudo que ele – e só ele – fez para o Brasil. Continue lendo “Operação Lava-Alma”


