Segundo o dicionário, é chamado de mané um sujeito tolo, menos inteligente ou com pouca capacidade intelectual.
Sinônimos de mané: bobo, paspalho, palerma, inepto, desleixado, indolente, tolo. Continue lendo “Mané!”

Por Sérgio Vaz e Amigos
Segundo o dicionário, é chamado de mané um sujeito tolo, menos inteligente ou com pouca capacidade intelectual.
Sinônimos de mané: bobo, paspalho, palerma, inepto, desleixado, indolente, tolo. Continue lendo “Mané!”
Mal iniciou seus trabalhos, o grupo técnico da área educacional da equipe de transição já é alvo do fogo amigo e da briga entre correntes políticas por maior espaço no futuro governo. A gritaria vem principalmente de corporações sindicais e de movimentos sociais que se sentiram, no primeiro momento, excluídos. Continue lendo “Educação não pode ser palco de disputa ideológica”
A gravação do conjunto Inti-Illimani de “Run Run se Fué pa’l Norte”, feita ali por 1970, 1971, tem perto de 4 minutos e meio – e, em sua maior parte, é instrumental. Iletrado, como gosto de brincar. Os belos versos de Violeta Parra ficam na abertura, bem curta, e depois no encerramento. Todo o meio da gravação é instrumental – e o Inti-Illimani é um grupo de instrumentistas absolutamente brilhantes. Continue lendo “Run Run se fué pa’l Norte, no sé cuándo vendrá”
Duas semanas depois da eleição, passa da hora de virar o disco. Tanto dos derrotados quanto dos vitoriosos. Ainda que poucos reclamem da ausência de Jair Bolsonaro, ao presidente da República não cabe sumiço total, por maior que seja sua ojeriza à labuta. E o lamento de seus fiéis, entre o surreal e o hilário, já deu. No caso de Luiz Inácio Lula da Silva, seria conveniente que o eleito e o seu eclético time tomassem tento: governo não é campanha, e transição é só o que a palavra exprime – transição. Continue lendo “Vira o disco”
No décimo-primeiro dia após vencer a eleição presidencial e, assim, afastar do país a perspectiva tenebrosa, apavorante, de um segundo mandato do pior chefe de Estado da História, Lula pisou no tomate. Continue lendo “Há um país a pacificar”
Meu amigo marciano não vai levar só as urnas eletrônicas para Marte.
– ” Vou levar também aquele careca que se veste de verde e amarelo”, disse. “E também aquele patriota agarrado na frente do caminhão”, acrescentou. Continue lendo “Maldades”
Gal Costa conseguiu a proeza fantástica de ser, ao mesmo tempo, uma fiel discípula de João Gilberto – voz cool, intimista, branda, macia, controlada – e uma versão baiana de Janis Joplin – voz solta, alta, agressiva, forte, com o canto “explosivo, emocionado, rasgado, rouco, pura emoção”, como ela mesma diria. Continue lendo “Gal”
Com o país praticamente dividido ao meio, conforme ficou evidenciado na vitória apertada de Lula, surgem fortes indagações se ainda há espaço para uma força pautada na moderação, situada entre a extrema-direita e a esquerda. Se for levado em consideração o desempenho das forças de centro no primeiro turno, o receio é enorme, em função de sua desidratação no Parlamento e do desempenho pífio, em termos de voto, de seus presidenciáveis. Continue lendo “O centro terá de se reinventar”
Dias atrás saiu Here It Is: A Tribute to Leonard Cohen. Pensei em escrever dois textos – um sobre o disco em si, o outro sobre como ele demonstrou que eu mudei completamente minha forma de ouvir música e meu relacionamento com os suportes físicos. Outro dia ouvi “Father and Son” e me ocorreu escrever um texto sobre a canção icônica, que eu ouvia me identificando com o filho quando era adolescente e agora ouço achando que o pai está tão certo quanto o filho. Continue lendo “Sem texto sobre política, pelamordeDeus!”
Acusados de ativismo político e excessos, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral foram implacáveis para impedir arreganhos golpistas, garantir a democracia e seu ápice: a voz do voto. Uma batalha dura, não raro com inimigos anônimos escondidos nas baixarias da deep web, e que ainda não se encerrou. Aqueles que insistem na imposição da minoria depois de perder as eleições, orientando o caos e atormentando a vida do país, terão de prestar contas à Justiça, sob pena de se normalizar a rejeição ao resultado das urnas – um precedente gravíssimo. Continue lendo “Sem panos quentes”
Assim que acabou a apuração dos votos no último domingo, um amigo me ligou e perguntou: Você tá feliz?
Minha resposta, ou minhas respostas foram:
Feliz porque o Lula ganhou? Não. Feliz porque o Bolsonaro perdeu? Sim. Continue lendo “Você Tá Feliz?”
Tenho um amigo marciano que de vez em quando aporta por aqui, para nos observar. Fazia tempo que não aparecia. Comemorei sua volta.
– Humilhante! – diz ele, sorrindo de orelha a orelha. – Num único mês, duas eleições nacionais e duas derrotas! – explica. Continue lendo “Humilhantes!”
Em espaço de pouco mais de uma hora Lula fez dois discursos distintos. Tanto em relação ao público alvo como na mensagem. O primeiro, lido em um hotel próximo à Avenida Paulista e com a presença da imprensa mundial, foi pronunciado para a nação e a comunidade internacional. Difícil encontrar alguma palavra fora do lugar nessa peça, provavelmente escrita a várias mãos. Continue lendo “Os dois discursos de Lula”
Dizem que os números não mentem, não falham. Os números são a absoluta lógica, são o que de mais lógico a humanidade inventou – ou foi capaz de compreender. O problema é que há também os que dizem que os números podem expressar qualquer coisa, dependendo da vontade do freguês. Mark Twain dizia que “há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas”. Continue lendo “Foi o Sudeste que fez Lula vencer”
Ao longo de todas as semanas que antecederam este 30 de outubro, na campanha presidencial mais polarizada desde a redemocratização, mais suja, mais baixa, mais guiada pelas mentiras e pela rejeição aos candidatos do que por propostas para o país, sempre houve, me parece, neste mundo e neste Brasil de tantas dúvidas, duas certezas. A de que não era uma disputa entre esquerda e direita, e sim entre democracia e ditadura, entre civilidade e barbárie. E a de que, encerrada a eleição, seria preciso tentar pacificar o país. Continue lendo “Há que ter imenso talento para pacificar o país”