“O Brasil não é a Venezuela.” A frase é dita volta e meia, em parte para nos consolar, em parte para nos ajudar a manter alguma esperança, em parte como se se estivesse torcendo para que isso continue sendo verdade. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (96)”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 25
25. Finale
Foi numa das muitas tardes em que deveríamos rezar alto, se não me engano, após o hino nacional, devendo subir em seguida. Naquele crepúsculo de sonho, ameaçando mais um pesadelo de cegueira noturna, naquela tarde vermelho-fogo, disseram que iam ler a lista dos novos desligados. Os nomes voariam sobre o silêncio, como pássaros sagrados. Pousassem num dos morto-vivos, e ele seria ressuscitado. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 25”
O que será de Macondo?
Há dois mil anos, num vilarejo poeirento e esquecido da Palestina, chamado Nazaré, um anjo apareceu na casa de uma moça de nome Maria e anunciou-lhe que ela seria mãe, embora nunca tivesse se deitado com um homem. Continue lendo “O que será de Macondo?”
Lembranças
Em 16 de julho de 1950 eu estava com 12 anos. Completaria 13 em setembro. Tive uma sorte danada. Um amigo de papai, daqueles apaixonados por futebol, tinha ingressos para todos os jogos da Copa. Seu nome era Hercílio Mota. Continue lendo “Lembranças”
Briga de bicos
Quanto mais tenta se desenroscar mais o PSDB tropeça no seu próprio bico. Há mais dissenso do que consenso, o que dificulta o caminho da legenda para se tornar competitiva na disputa pela cadeira da presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “Briga de bicos”
O trem dos poetas
Poetas do mundo latino viajavam, de trem, da Cidade do México para Guadalajara. Eu estava no meio dessa festa. Trem, poesia e cerveja são combinação excelente. Pela primeira vez eu passara meu aniversário longe de casa, a bordo de um avião, no rumo da terra dos astecas. Continue lendo “O trem dos poetas”
Rosebud
Quando saiu das mãos de Orson Welles, Charles Foster Kane, megalómano, críptico, já era muito maior do que a vida. Lembro os menos cinéfilos que falo do herói de um filme, Citizen Kane. O próprio Welles interpreta a personagem que morre no começo do filme sussurrando, numa misteriosa saída de cena, a palavra rosebud.
Até a próxima oportunidade
Esquisitices brasileiras: não se pode nem se deve discutir a questão da maioridade penal sob o impacto da comoção.
Um garoto de 17 anos, a 3 dias de completar 18, matou um outro de 19 anos para roubar-lhe o celular, sem que a vítima tivesse esboçado reação. Continue lendo “Até a próxima oportunidade”
Más notícias do País de Dilma (95)
A presidente da República está conseguindo copiar seu criador em um dos piores defeitos dele: como Lula, Dilma está falando demais. Fala pelos cotovelos, fala sem parar (e muitas vezes nitidamente sem pensar), fala compulsivamente. Dá bom dia a cavalo. Inquieta os agentes econômicos, destrói o pouco de confiança que eles ainda poderiam ter no governo. Continue lendo “Más notícias do País de Dilma (95)”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 24
24. Rebelião
Após a morte de Pirueta, seguiu-se um período de silêncio e terror. Ali, sim, ninguém estava disposto a sorrir. Meus amiguinhos me contavam que ele tinha morrido de tanto apanhar. Falavam baixinho, medrosos de que um outro ouvisse e contasse. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 24”
Fernando José Dias da Silva
Fernando José Dias da Silva tem história no jornalismo paulista.
Nando, como o chamávamos, foi repórter de Política no velho e bom Jornal da Tarde, nos anos 1970 e 1980. Continue lendo “Fernando José Dias da Silva”
Indesculpável
Há notícias terríveis rolando em nossos jornais, revistas, jornais falados, internet. Crimes hediondos, brutais, revoltantes. Continue lendo “Indesculpável”
Faces da moeda
Com o mote publicitário “é dinheiro sujo”, da lavra de João Santana, mesmo marqueteiro da presidente Dilma e do ex Lula, o PT vai às ruas coletar 1,5 milhão de assinaturas para impedir financiamento privado em campanhas eleitorais. Mas o tiro, pensado para purgar o mensalão que emporcalhou a imagem do partido, pode ricochetear, expondo a sigla a novos constrangimentos. Continue lendo “Faces da moeda”
Cê fala português?
As tecnologias têm destas coisas. Com o aparecimento, lento mas seguro, do Blu-ray Disc ou BD (que vai substituindo os DVD nas lojas) descobrimos que chegou uma nova língua ao mercado. Nas edições de filmes como Amadeus, Invictus, 2001 ou A Conquista do Oeste lá está, no capítulo das legendas, ao lado do Francês, Alemão, Espanhol, Italiano ou Português, o… “Brasileiro”. Continue lendo “Cê fala português?”
O dia do leão
São as águas de abril prorrogando o verão ou adiando o céu azul de minha cidade? Não sou meteorologista, mas o fato é que a chuva, que andava por outras bandas, resolveu bater em nossas casas. Melhor que fosse no norte de Minas ou no nordeste, onde a seca está brava.
Continue lendo “O dia do leão”



