Eu também posso dizer que conheço o Caminho de Santiago. Não andei e nem fui de bicicleta como o Paulo Sérgio Valle e sua Malena. Sou mais acomodado e apenas estive no início e no fim do místico percurso. Continue lendo “Uma noite em Santiago de Compostela”
O que é um round-robin?
É o meu anti-herói favorito. Ia apresentá-lo e ele interrompe-me: “A minha biografia? Para quê? Basta ir às esquadras de Los Angeles. Está lá tudo.” E, no entanto, apesar do abundante cadastro policial, Robert Mitchum é um rio tranquilo. Continue lendo “O que é um round-robin?”
Deus e o Diabo na Terra do Sol
Sempre que houver uma dificuldade aparecendo no horizonte, faça como a presidente Dilma: chame o ministro Gilberto Carvalho. Ele não vai resolver o problema, claro, mas com certeza vai complicar aquilo que parece simples. Continue lendo “Deus e o Diabo na Terra do Sol”
Más notícias do país de Dilma (127)
Entra ano, sai ano, e o estoque de más notícias parece inesgotável.
Nos últimos sete dias, o país ficou sabendo que: Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (127)”
Quando o primeiro automobile chegou
O primeiro dono de carro a ser taxado no País, com o que hoje é o IPVA, reagiu da mesma forma que muitos dos proprietários atuais: não gostou nada. Mais do que isso, Henrique Santos Dumont insurgiu-se contra a criação da taxa pelo conselheiro Antonio Prado, o primeiro prefeito de São Paulo, onde estes fatos se passavam. Era 1901 – 113 anos atrás. Continue lendo “Quando o primeiro automobile chegou”
Tristes feudos
A política provoca sentimentos antagônicos: acirramento de ânimos e desalento, conformismo e ativismo desenfreado, desinteresse de muitos, indignação de alguns. Seja como for, sem ela não há saída. Continue lendo “Tristes feudos”
Sem fuso e confuso
O mês de janeiro eu guardo para ficar quieto na cidade, gozar do trânsito livre das ruas e, de preferência, não fazer nem programar nada. É o tempo da preguiça. Mesmo aquelas coisas prazerosas que costumo desfrutar – arte, amizade e um pouco de bebida – reservo para horas tardias do dia. Continue lendo “Sem fuso e confuso”
Deitada na cama, um telefone ao lado
Conhecia-a porque o João Bénard a conhecia. O João, meu director, falava dela e, sem a vermos, já a víamos. Deliciava-nos com as excentricidades dela, assustava-nos com as fúrias dela. Eram os anos 80, estava eu na Cinemateca Portuguesa, que era como se fosse irmã gémea da Cinemateca Francesa. Continue lendo “Deitada na cama, um telefone ao lado”
Não é que Lula tem razão?
“O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”
Mais uma definição do gênio da raça, o atual ex-presidente em exercício Luiz Inácio da Silva, o Lula. Continue lendo “Não é que Lula tem razão?”
Fortes emoções
Abaixa que aí vem lama.
Mal os reis magos terminaram a sua tarefa de entregar ouro, incenso e mirra ao menino recém-nascido, o que marca para o calendário gregoriano de nossas atribulações o início efetivo de um longo ano de trabalho, futebol e eleições, a pax natalina dá lugar às primeiras escaramuças de guerra. Continue lendo “Fortes emoções”
O Trem das Onze em Israel
Tenho dupla naturalidade: sou paulistano-carioca. Nasci em São Paulo, em 1937, mas vivo no Rio desde 1940. Nem sempre nos damos conta das diferenças entre as duas cidades, na linguagem, na alimentação, no modo de ser e encarar as coisas. Mas elas existem. Continue lendo “O Trem das Onze em Israel”
As Más Notícias voltam semana que vem
Depois de um rápido intervalo durante o período de Natal e das festas de fim de ano, a compilação semanal de notícias e análises que comprovam os malefícios e a incompetência do lulo-petismo como um todo e do governo Dilma Rousseff em especial volta na próxima quinta-feira, 16, no final da noite, como sempre. Continue lendo “As Más Notícias voltam semana que vem”
Dá-lhe Maracugina
Era para ser o ano do Brasil. De o País ir além de suas belezas naturais e da ginga da bola. De se exibir ao mundo como gente grande, maduro. Mas a chance disso já foi perdida. Continue lendo “Dá-lhe Maracugina”
A grande bolada
A única grande bolada que eu recebi, foi com bola mesmo. Chutada por um profissional amigo, a redonda bateu em cheio em meu rosto e me abalou um dente. A que todos nós gostaríamos de receber nunca vem, mesmo que façamos de vez em quando uma aposta na loteria do governo. Continue lendo “A grande bolada”
Bye, bye, Phil Everly
Quando, em setembro de 1981, Paul Simon e Art Garfunkel fizeram seu monumental show de reencontro no Central Park de Nova York, diante de meio milhão de pessoas, 11 anos após terem se separado, cantaram, ainda no início do espetáculo, logo após “April come she will”, a música “Wake up, Little Susie”, para alegria da multidão. Continue lendo “Bye, bye, Phil Everly”



