Com a posse de 513 deputados federais e 27 senadores que se somarão aos 54 que ainda têm quatro anos de mandato, começa hoje a 55ª legislatura da Câmara e do Senado. Ainda que cheio de defeitos, o Parlamento é o poder vital da democracia. Deveria, portanto, se empenhar em ter menos mazelas e mais vergonha na cara. Continue lendo “Tomara que sejam melhores”
Godard na “Casa dos Segredos”
“Quando se virou a página, virou-se a página.” É o que sai da boca de Godard. Mas o brilho triste dos olhos que Anna Karina fixa na boca dele desmentem-no. Estão, lado a lado, num plateau de televisão. Vinte anos depois de se terem divorciado. Vinte anos sem se terem voltado a ver. Continue lendo “Godard na “Casa dos Segredos””
“Podia passar mais rápido, por favor?”
O discurso de dona Dilma na primeira reunião ministerial de seu segundo governo e o ansiado balanço da Petrobrás, que vieram à luz no mesmo dia, sofrem de mal idêntico: inutilidade. Continue lendo ““Podia passar mais rápido, por favor?””
A batalha da propaganda
Presa em seu labirinto, guerreando contra suas convicções e tropeçando no teleprompter, a presidente da República reuniu o maior ministério da história do Brasil e possivelmente o maior do mundo, para ler sua arenga incolor, sem som e sem fúria, significando nada. Continue lendo “A batalha da propaganda”
Para os cavalos, misericórdia
Tenho testemunhado o sofrimento infindo de uma pessoa muito próxima – e me sinto um idiota impotente porque não há o que fazer. Continue lendo “Para os cavalos, misericórdia”
O sonho não acabou
A história tem dessas coincidências felizes. Vinte e quatro horas após o “Martin Luther King Day”, e às vésperas dos 50 anos do “Domingo Sangrento”, Barak Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, conclamou seu país a virar a página dos últimos 15 anos. E promover uma economia que gera aumento de renda e oportunidade para todos. Continue lendo “O sonho não acabou”
A primeira história para Marina
Hoje, pela primeira vez, Marina me pediu para ler história para ela.
Li oito histórias e meia. Continue lendo “A primeira história para Marina”
Mudos
A presidente Dilma Rousseff está muda. O ex Lula, idem. Há mais de um mês nenhum deles dá um pio. Receio de cobranças sobre a adoção de medidas econômicas ortodoxas, que contrariam o que foi dito em campanha? Difícil crer. Continue lendo “Mudos”
O Cristo redentor de Pasolini
Era eu. Numa mão um livro, na outra uma metralhadora Vigneron. O livro era pequeno e vermelho. Boa para a guerrilha urbana, a metralhadora fora recuperada à FNLA, diziam-me os camaradas. Nunca a disparei, se me desculpam começar a crónica com um anticlímax. Continue lendo “O Cristo redentor de Pasolini”
Um raio X do racismo dentro de casa
Kathryn Stockett tem muitas coisas em comum com Eugenia Phelan, que todos chamam pelo apelido de Skeeter. As duas nasceram e cresceram em Jackson, no Mississipi. Na infância, passaram mais tempo com as empregadas negras do que com suas mães brancas. Continue lendo “Um raio X do racismo dentro de casa”
O sorriso do doutor Levy
Em ‘Torresmo à Milanesa’, Adoniran e Carlinhos Vergueiro falam de dois operários que na hora do rango pegam suas marmitas e sentam num canto para comer e “conversar sobre isso e aquilo, coisas que nóis não entende nada…” Continue lendo “O sorriso do doutor Levy”
Espelho, espelho meu: que PT sou eu?
O PT está vivendo uma aguda crise existencial e procura, dentro de sua própria psique, a verdadeira identidade que o trouxe até aqui, ao início de seu quarto mandato consecutivo no comando do Poder Executivo. Continue lendo “Espelho, espelho meu: que PT sou eu?”
Longe de Davos, perto de Evo
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, desembarca esta semana em Davos, na Suíça, com a tarefa de convencer a elite da economia mundial que o Brasil, agora, entrará nos eixos. Continue lendo “Longe de Davos, perto de Evo”
Aproveitemos para caçar ursos
Era homem para dobrar a natureza. E mulheres, dizem. Mesmo que só o tenham amado metade das que amou, ou com quem se deitou, já daria para fazer um gracioso cordão humano à volta dos estúdios da Fox ou da Warner. Continue lendo “Aproveitemos para caçar ursos”
Levar você pra jantar no Maksoud
Leio na Vejinha que há um movimento para reavivar o Maksoud – e aí me dá uma vontade danada de escrever um textinho sobre o Maksoud, ou – vá lá – escrever um textinho usando o Maksoud como pretexto.



