Tenho amigos poetas, romancistas, pintores, espíritos inquietos e brilhantes. Ouço-lhes o uivo nocturno. É um uivo que faria corar Allen Ginsberg, o morto e enterrado poeta beatnik. Continue lendo “A nova Mae West”
Sandálias de pescador
Em sua primeira semana como titular, o presidente Michel Temer venceu em diversas frentes: no plano externo, na Suprema Corte e no Senado. Mas continua encalacrado com a rejeição que inspira. E para enfrentá-la sua equipe comete o mesmo erro fatal da deposta ex: abusa da soberba. Continue lendo “Sandálias de pescador”
“Disto tenho certeza: ao iniciar uma briga entre o passado e o presente, acabaremos por perder o futuro”
A reflexão que cito no título é de Sir Winston Churchill, o grande inglês que dispensa apresentações. Ele também dizia que a verdade é incontroversa: o pânico pode ofendê-la, a ignorância diminuí-la, a maldade distorcê-la, mas ao fim, lá estará ela, vitoriosa. Continue lendo ““Disto tenho certeza: ao iniciar uma briga entre o passado e o presente, acabaremos por perder o futuro””
O calcanhar de Temer
Como Aquiles, o presidente Michel Temer também tem seu calcanhar. E não é o grito de “fora Temer” que começou a ecoar nas ruas em manifestações que não devem ser subestimadas. Elas crescerão, mais ou menos, na relação direta da capacidade de o governo se embaralhar nas próprias pernas. Continue lendo “O calcanhar de Temer”
Cenas de bastidores: uma lista
1. O realizador King Vidor pedira à actriz Lilian Gish que aprendesse a morrer. Filmavam La Bohéme, ela era Mimi e o destino de Mimi, sabe-se, é morrer. Venham ver, estão a filmar a cena.
Supremo imbroglio
O país encerrou o mês de agosto com o afastamento definitivo de Dilma Rousseff e a posse do presidente Michel Temer, pondo fim a uma agonia de nove meses. Mas, diferentemente do dito popular, está longe de encerrar o desgosto. Continue lendo “Supremo imbroglio”
Vai melhorar (13). O poço é muito fundo, mas vai melhorar.
O fundo do poço em que a incompetência, o desatino, a soberba, o voluntarismo de Dilma Rousseff enfiaram a economia brasileira é exatamente isso: fundo. Muito fundo. Quem sabe somar 1 + 1 sabe também que não será nada fácil, nem rápido, tirar a economia da recessão em que ela foi colocada. Continue lendo “Vai melhorar (13). O poço é muito fundo, mas vai melhorar.”
No Clube das Elites
As elites formam o grupo minoritário de pessoas que, numa sociedade, ocupa um lugar de relevo devido a certos atributos muito valorizados, quando não invejados. Continue lendo “No Clube das Elites”
Foi golpe
Cassada por 61 dos senadores, sete a mais do que Constituição determina, Dilma Rousseff não preside mais o Brasil. Tudo dentro dos conformes. Ou nem tanto. Por 36 votos foram mantidos os seus direitos políticos, possibilidade aberta por decisão mais do que polêmica do presidente da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski. Algo digerível na política, acostumada a negociatas aqui e acolá, mas que causa espanto jurídico. E consequências nefastas. Continue lendo “Foi golpe”
Com o PT na oposição, o Brasil vai bem
A mulher que enfiou o Brasil na mais grave crise econômica da História foi afinal afastada definitivamente do cargo, após longo processo conduzido primeiro pela Câmara e depois pelo Senado, com supervisão do Supremo Tribunal Federal – e, no entanto, não me sinto feliz, alegre, contente. Continue lendo “Com o PT na oposição, o Brasil vai bem”
A estrela some
A ser coerente com a narrativa do seu discurso de defesa no Senado, Dilma Rousseff deveria percorrer o país de ponta a ponta, logo após a consumação do impeachment, e usar o palanque eleitoral do seu partido como trincheira de denúncia e resistência ao que ela e sua trupe chamam de golpe. Continue lendo “A estrela some”
Adorável Blumenau
Blumenau é uma cidade em que a religião tem presença forte. São magníficas as igrejas principais – a luterana e a católica -, há diversos outros templos por toda parte e impressiona como são várias as livrarias e lojas dedicadas a temas religiosos. No entanto, Blumenau tem tanto orgulho de si própria e de sua curta mas fascinante história que roça o pecado da soberba. Continue lendo “Adorável Blumenau”
Flagelação masoquista
Não se procure nos filhos o que muito admirámos nos pais. Era o que eu devia ter pensado, quando o filho de Buñuel veio ilustrar o ciclo que dedicávamos ao pai recentemente morto. E seja como for, nem eu, nem ninguém pensou coisa nenhuma, de esgazeados que ficámos com a plenitude e a pele Channel de Carole Bouquet, a outra «ilustração» da retrospectiva em que meia Lisboa viu religiosamente os filmes do bispo do ateísmo chamado Buñuel. Continue lendo “Flagelação masoquista”
A História descarta canastrões
Renan Calheiros acertou: o Senado virou um hospício. Não se trata mais de apreciar o impeachment de Dilma Rousseff, cujo placar foi antecipado pelos julgadores ao longo do processo e, com mais precisão, na sessão de pronúncia. Durante essa fase de julgamento, iniciada na quinta-feira, o que se quer é holofote e, se possível, escrever o nome na História. Nem que seja no rodapé. Continue lendo “A História descarta canastrões”
Vai melhorar (12). Ou querem Dilma e Mantega de volta?
O governo interino, provisório, de Michel Temer fez 100 dias, e continuaram a pipocar, nos últimos dias, sinais de dúvidas quanto à capacidade dele de encaminhar o país para começar a sair do fundo do abismo em que os 13 anos de governo do PT nos enfiaram. Continue lendo “Vai melhorar (12). Ou querem Dilma e Mantega de volta?”




