Derci

Não sei se isso ainda existe hoje em dia, quando tudo está tão absolutamente globalizado, mas houve um tempo, num passado remoto, em que os meninos da província se sentiam um tanto intimidados com as moças das metrópoles. Fascinados, é claro, encantados – mas também, ou sobretudo, um tanto intimidados. Continue lendo “Derci”

Marina e os filmes com narrador

Depois de criar histórias em que havia ações paralelas, simultâneas, usar o recurso dos flashbacks, e avançar na metalinguagem de os espectadores entrarem na tela para visitar o mundo mágico que está sendo mostrado na ficção, Marina, nas nossas brincadeiras de ontem e hoje, introduziu a figura do narrador. Continue lendo “Marina e os filmes com narrador”

Marina à la Woody Allen

Outro dia mesmo Marina, 7 anos e 5 meses, demonstrou que domina a narrativa que apresenta dois eventos simultaneamente. Ontem usou o recurso do flashback. E hoje transportou a gente – ela, a vovó, o vovô – para dentro da televisão, e, ali dentro, para o mundo das Winx, o Magix, o Mundo da Magia. Continue lendo “Marina à la Woody Allen”

Marina à la D.W. Griffith

 

Marina hoje demonstrou que, como contadora-criadora de histórias, conhece bem a técnica das ações paralelas. Mas não foi só. Uma hora lá em que eu contei para ela – certo de estar falando algo absolutamente inédito, inaudito – que no começo todas as fotografias eram em preto-e-branco, e só depois passaram a ser coloridas, da mesma maneira que os filmes, os desenhos, a pequena me olhou com aquele olhar “caramba, vovô, mas como você é bobo, né?”, e disse: – “Eu sei, vovô!” Continue lendo “Marina à la D.W. Griffith”

Marina em dia de exagero

Marina é uma criatura doce e fofa, e isso não é novidade alguma – mas há dias em que ela excede, que nem diziam os anúncios da Shell na época em que Os Mutantes gravaram aquele jingle, Em que exagera, que nem o Cazuza. Nesta quinta-feira, na telenetada número 82, estava assim – excedendo, exagerando a doçura, a fofuce. Continue lendo “Marina em dia de exagero”

Jairzinho paz e amor é genocida igual ao de verdade

Dezenove dias depois da prisão de seu velho amigo Fabricio Queiroz, homiziado por um ano em imóvel de seu advogado Fred Wassef, e, não por coincidência, depois de dezenove dias em que esteve tentando demonstrar que vinha agora de farol baixo, de crina baixa, baixando a bola – pelo menos para os seus padrões de besta furiosa –, Jair Bolsonaro anuncia ao mundo que está infectado pela “gripezinha”. Continue lendo “Jairzinho paz e amor é genocida igual ao de verdade”

“Na brincadeira não existe coronavírus!”

Lá pelo meio da telenetada número 77, nesta sexta-feira, 3/7, mais de 100 dias de pandemia e quarentana, Marina estava brincando com a Alice, a recém-chegada garotinha das Barbies. Do lado de cá, a vovó colocou as Pollys na mesa – deitadas lado a lado, mas com boa distância entre uma e outra. Continue lendo ““Na brincadeira não existe coronavírus!””

No bar até as 2 da tarde

Naquele tempo jurássico, pré-histórico, pré-computador, uns dez anos antes de a S. A. O Estado de S. Paulo entrar no maravilhoso mundo novo – comprando o Atex, o sistema editorial que já nasceu velho, ultrapassado –, o último a fechar as páginas da editoria deixava um recado na mesa do pauteiro que chegaria dali a umas poucas horas, de manhãzinha. Continue lendo “No bar até as 2 da tarde”

Epidemia de desgoverno

Pesquisas de opinião, quando avaliam o apoio popular do presidente, costumam perguntar aos entrevistados sobre o desempenho do seu governo. A primeira dificuldade, no caso, é identificar de que governo se trata. É aquele que precisa proteger um ministro contra uma deposição na Justiça, enviando-o para o exterior de modo tão pouco ortodoxo?

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Imagine se Bolsonaro lesse

Exatamente como seu antecessor populista como ele, que, como ele, gosta de posar de gente do povo, Jair Bolsonaro não é chegado à leitura. Nem gibi do Pato Donald ou do Bolinha e Luluzinha deve ter lido, na infância – têm letra demais esses gibis. Continue lendo “Imagine se Bolsonaro lesse”