Más notícias do país de Dilma (57)

Voltamos àqueles tristes tempos – dos quais o País parecia ter se livrado definitivamente, após o Plano Real – em que a cada mês o governo anuncia um novo pacote econômico. Na quarta-feira, 27 de junho, foi anunciado mais um. Economistas e empresários ouvidos pelos jornais disseram que o impacto das medidas sobre a economia deverá ser mínimo.

Na mesma semana em que o governo anunciou seu novo puxadinho, o BIS, Banco de Compensações Internacionais, o banco central dos Bancos Centrais, depois de anos de rasgados elogios à economia brasileira, fez uma grave advertência: o País já vive uma ‘desaceleração acentuada’ e precisará agir com urgência para mudar de rota.

Ainda na mesma semana, as ações da Petrobrás levaram um tombo de R$ 22 bilhões: em um único dia, despencaram 8,95%. E, como escreveu o jornalista Celso Ming no Estadão da quarta-feira, 27 de junho, a própria diretoria da Petrobrás tomou “a iniciativa de apresentar a mais contundente denúncia das derrapadas administrativas registradas nos oito últimos anos da Petrobrás”. A atual presidente da estatal, Graça Foster, “admitiu que a diretoria anterior, presidida pelo baiano José Sérgio Gabrielli, foi marcada pela falta de realismo na definição de metas de produção e pela leniência com que acompanhou os cronogramas dos investimentos. Além disso, apontou falta de cumprimento da sistemática de aprovação de projetos importantes e sugeriu a ocorrência de indisciplina na empresa, sabe-se lá em que proporção.”

Aí vai a 57ª compilação de notícias e análises que comprovam a incompetência do governo Dilma Rousseff, com material publicado nos jornais entre os dias 22 e 28/6/2012.

Ineficiência, incompetência

* “A presidente Dilma Rousseff completou seu primeiro ano de mandato com resultados muito pobres”

“Incapaz de planejar e de tocar projetos, o governo federal só conseguiu um bom nível de execução em pouco mais de metade – 54% – das 92 ações prioritárias incluídas no orçamento do ano passado, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). O novo relatório sobre as contas governamentais, entregue ao presidente do Senado na terça-feira, vale como um atestado de incompetência gerencial. A execução de um quinto das ações foi considerada fraca ou muito fraca. A de outros 26%, apenas razoável. Apontada muitas vezes como administradora severa e eficiente – uma fama inexplicável, quando se considera seu desempenho no governo central -, a presidente Dilma Rousseff completou seu primeiro ano de mandato com resultados muito pobres.

“O quadro continua ruim, quando se deixa de lado o número de ações e se examinam os valores aplicados nos vários programas e projetos. No orçamento de 2011 foram autorizados R$ 17,3 bilhões para o conjunto de prioridades. Foram empenhados R$ 14,5 bilhões, 84% do total. Mas só foram efetivamente liquidados R$ 10,3 bilhões, 59,5% do valor previsto para o ano. Sobraram dos empenhos R$ 4,3 bilhões de restos a pagar transferidos para os anos seguintes.

“O relatório chama a atenção para o atraso na execução de grande parte das obras de infraestrutura e para o consequente aumento de custos. Os problemas decorrem não só de falhas na preparação e na condução dos projetos, mas também da lentidão nas decisões. O autor do parecer, ministro José Múcio Monteiro, alerta para os riscos da indefinição quanto às concessões do setor de eletricidade com vencimento previsto para 2015. Esses contratos representam 18% de toda a geração de energia elétrica e 84% da rede básica de transmissão e envolvem 37 das 63 distribuidoras de energia.

“Há problemas de atrasos em todos os setores, mas o quadro é especialmente preocupante quando se trata de energia e de transportes. Neste setor, falta a conclusão dos planos aeroviário, portuário e hidroviário. Sem avanço nesse trabalho, não haverá como consolidar o planejamento das várias modalidades. (…)

“O relator acentua a necessidade de melhoras no acompanhamento dos projetos e na avaliação dos resultados. Isso vale não só para as obras financiadas pelo setor público, mas também para o uso dos benefícios fiscais concedidos ao setor privado. A renúncia fiscal aumentou 30% em 2011 e chegou a R$ 187,3 bilhões, mas faltam, segundo o relatório, prestações de contas satisfatórias e indicadores para avaliação do uso desses recursos. Diante disso, o relator sugeriu à Casa Civil dois cuidados na elaboração dos projetos de lei e de medidas provisórias para concessão ou ampliação de benefícios tributários: identificação do órgão gestor da política e especificação de objetivos, indicadores e critérios de avaliação de resultados.

“A presidente Dilma Rousseff assumiu o governo prometendo elevar a qualidade do gasto público e a eficiência da administração federal. Pouco fez para cumprir essa promessa, até agora. Refletir sobre a análise e o parecer do TCU sobre o exercício de 2011 talvez a estimule a cuidar mais seriamente do assunto.” (Editorial, Estadão, 23/6/2012.)

* Em 18 meses, governo Dilma acumula fracassos e mais fracassos

“O governo Dilma Rousseff completa 18 meses. Acumulou fracassos e mais fracassos. O papel de gerente eficiente foi um blefe. Maior, só o de faxineira, imagem usada para combater o que chamou de malfeitos. Na história da República, não houve governo que, em um ano e meio, tenha sido obrigado a demitir tantos ministros por graves acusações de corrupção. (…)

“O PAC ─ pura invenção de marketing para dar aparência de planejamento estatal ─ tem como principal marca o atraso no cronograma das obras, além de graves denúncias de irregularidades. O maior feito do ‘programa’ foi ter alçado uma desconhecida construtora para figurar entre as maiores empreiteiras brasileiras.

De resto, o PAC é o símbolo da incompetência gerencial: os conhecidos gargalos na infraestrutura continuam intocados, as obras da Copa do Mundo estão atrasadas, o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ não conseguiu sequer atingir 1/3 das metas. (…)

“A crise econômica mundial também não mereceu a atenção devida. Como o governo só administra o varejo e não tem um projeto para o país, enfrenta as turbulências com medidas paliativas. Acha que mexendo numa alíquota resolve o problema de um setor. Sempre a política adotada é aquela mais simples. Tudo é feito de improviso. É mais que evidente que o modelo construído ao longo das últimas duas décadas está fazendo água (e não é de hoje). É necessário mudar. Mas o governo não tem a mínima ideia de como fazer isso. Prefere correr desesperadamente atrás do que considera uma taxa de crescimento aceitável eleitoralmente. É a síndrome de 2014. O que importa não é o futuro do país, mas a permanência no poder.

“Na política externa, se é verdade que Patriota não tem os arroubos juvenis de Amorim, o que é muito positivo, os dez anos de consulado petista transformaram a Casa de Rio Branco em uma espécie de UNE da terceira idade. A política externa está em descompasso com as necessidades de um país que pretende ter papel relevante na cena internacional.

O Itamaraty transformou-se em um ministério marcado por derrotas. A última foi na Rio+20, quando, até por ser a sede do evento, deveria exercer não só um papel de protagonista, como também de articulador. A nossa diplomacia perdeu a capacidade de construir consensos. Assimilou o ‘estilo bolivariano’, da retórica panfletária e vazia, e, algumas vezes, se tornou até caudatária dos caudilhos, como agora na crise paraguaia.

“O governo Dilma parece velho, sem iniciativa. Parodiando o poeta: todo dia ele faz tudo sempre igual. E saber que nem completou metade do mandato. Pobre Brasil.” (Marco Antonio Villa, historiador, O Globo, 26/6/2012.)

Algumas das más notícias da economia

* Banco Central dos bancos centrais alerta para excesso de endividamento do Brasil

“O caminho escolhido nos últimos anos para promover o crescimento econômico – crédito – se tornou insustentável e pode levar o Brasil ao desastre. Ao lado de outros emergentes, o País poderia conduzir a economia global a uma nova crise financeira. O alerta é do BIS, o banco central dos bancos centrais, que neste fim de semana reuniu os BCs de todo o mundo na Basileia.

“Depois de anos de rasgados elogios à economia brasileira, o informe anual não deixa dúvidas: o País já vive uma ‘desaceleração acentuada’ e precisará agir com urgência para mudar de rota. O BIS levanta a hipótese de que o endividamento no Brasil já estaria em nível perigoso e vê riscos até de um boom imobiliário com repercussões negativas no futuro. Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro, esteve na reunião, mas se recusou a falar com a imprensa.

“O BIS fez duas duras advertências. A primeira, aos países ricos: a injeção de trilhões de dólares na economia inunda de forma perigosa os emergentes. ‘Isso cria riscos nos emergentes similares aos que foram vistos nas economias avançadas nos anos que precederam à crise.’ O segundo recado chamou ainda mais atenção: ou os emergentes mudam de modelo de crescimento ou verão a explosão de bolhas, com repercussão global. Segundo o BIS, essas economias ‘enfrentam o risco de experimentar sua própria versão do ciclo de expansão e estouro’. (…)

“O BIS é claro: quer evitar que mercados como o do Brasil sofram em poucos anos o mesmo drama da Europa hoje. Para isso, essas economias devem aproveitar que ainda não entraram em recessão para reformar seus modelos de crescimento, abandonando o modelo dependente de crédito e encontrar ‘fontes domésticas’ de expansão. ‘O modelo em muitos emergentes tem de mudar’, disse Stephen Cecchetti, economista-chefe do BIS. ‘Essas economias precisam tomar um caminho sustentável.’” (Jamil Chade, Estadão, 25/6/2012.)

* É bom levar a sério a advertência do BIS

“Cinco anos depois do estouro da bolha financeira no mundo rico, chegou a hora de Brasil, China, Turquia, Indonésia e outros emergentes tomarem cuidado com a rápida expansão do crédito. O alerta foi lançado pelo BIS, o Banco de Compensações Internacionais, também conhecido como banco central dos bancos centrais, em seu recém-divulgado relatório anual. Não há alarmismo na advertência, mas é bom levar a sério o aviso. Na edição de junho de 1994, o relatório apontou a deterioração veloz das contas mexicanas. O país afundou seis meses depois, enquanto governantes, investidores financeiros e funcionários de agências de classificação de risco faziam cara de surpresa. (…)

“O aumento da inadimplência também já foi apontado por organizações brasileiras especializadas na avaliação das condições do crédito. Coincidentemente, mais um conjunto de informações foi divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas. Na faixa de renda mensal de até R$ 2.100, 23,4% dos entrevistados declararam ter mais de 51% de seus ganhos comprometidos com pagamentos de gastos com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas e outros tipos de financiamentos. Na faixa imediatamente superior, até R$ 4.800, o comprometimento de mais de 51% da renda mensal afeta 24,1% dos consumidores. O grupo menos endividado, com obrigações equivalentes a apenas 12,5% dos ganhos, é o das pessoas com renda acima de R$ 9.600.

“No caso do Brasil, a advertência do BIS tem uma implicação clara: há limites um tanto estreitos para uma política de crescimento econômico baseada em grande parte na expansão do crédito e no estímulo ao mercado interno. O crédito ao setor privado ainda representa, no País, algo entre 45% e 50% do PIB. A proporção é bem maior em outras economias. Os técnicos do BIS e do Fundo Monetário Internacional sabem disso. O dado preocupante, segundo eles, é outro: é a velocidade do crescimento dos empréstimos. Além do mais, uma política de estímulo ao mercado interno dificilmente irá longe, se o governo descuidar das condições da oferta – fato comprovado pelos problemas da indústria brasileira diante da invasão dos importados.” (Editorial, Estadão, 26/6/2012.)

* Inadimplência demora mais que o previsto a cair e limita expansão de consumo

“O Brasil está atravessando a quarta crise de inadimplência dos últimos 15 anos. E, desta vez, a onda de calotes dos consumidores está demorando mais a passar. A demora frustra os planos do governo de obter uma arrancada mais forte da economia com pacotes de incentivo ao consumo, como ocorreu na crise de 2008. Nos últimos meses, a economia andou de lado, influenciada principalmente pelo baixo nível de investimentos e pela frustração com a produção do campo. O governo baixou impostos para facilitar a venda de geladeiras a carros. Segundo os primeiros dados do comércio, o consumidor reagiu, mas sem euforia.

“A principal explicação está na inadimplência. Em abril, o nível de calotes bateu em 7,6%, maior marca desde setembro de 2009, segundo o Banco Central. Segundo economistas, lojistas e executivos de bancos, a tendência é de queda gradual, mas o calote só deve recuar para níveis normais, em torno de 6,5%, no fim do ano.

“A maior dificuldade do brasileiro para pagar as dívidas em comparação com outros períodos de pico de calote se deve à forte ressaca do consumo. Pesquisa da Serasa Experian, feita em março com 350 mil inadimplentes, revela que 64% deles tinham dívidas em atraso que superavam 100% da renda mensal. Ficaram de fora pendências com contas de água, luz e outros serviços. ‘Isso significa que, para limpar o nome, a maioria dos inadimplentes precisa desembolsar o salário inteiro do mês’, diz o economista responsável pelo indicador, Luiz Rabi. É o pior resultado em dois anos.” (Márcia De Chiara, Estadão, 24/6/2012.)

* Governo força expansão do crédito. E dela vem a inadimplência

“Pela primeira vez, desde que o Banco Central (BC) faz esse levantamento, em maio o crédito chegou a 50,1% do PIB. Há um ano não ultrapassava 45,7% – o que mostra a velocidade de sua expansão, que preocupa, com razão, o Banco de Compensações Internacionais (BIS na sigla em inglês). Temos de convir que isso é consequência da decisão do governo de forçar uma redução das taxas de juros e de mobilizar os bancos oficiais para pressionar as instituições privadas.

“Nos 12 meses fechados em maio, a oferta de crédito cresceu 18,3%, sendo 19,5% para as pessoas físicas e 17,2% para as jurídicas. Podemos calcular que dificilmente o PIB neste ano ultrapassará 2,5%, o que mostra a defasagem preocupante entre o crédito e o PIB, mesmo que o crédito cresça apenas 15% neste ano – como avaliam as autoridades monetárias.” (Editorial, Estadão, 27/6/2012.)

* Investidores internacionais dizem que ambiente de negócios no Brasil se deteriora

“O intervencionismo do governo não passa despercebido no exterior – aliás, nem há como passar. No mês passado, numa reunião com 400 investidores internacionais em Nova York, o Itaú BBA fez uma pesquisa. Perguntou qual foi o país em que o ambiente de negócios mais se deteriorou. Deu Brasil na cabeça, com 70% dos votos.” (Lauro Jardim, Veja, 27/6/2012.)

* “A diplomacia econômica do governo é simplesmente bisonha”

“Os resultados da Conferência Rio+20 suscitam reflexões quanto ao real papel em escala global que pode ter a diplomacia brasileira, especialmente no terreno econômico. Sucessivas manifestações presidenciais sugerem que a política externa em seus vários ângulos não é tema que desperte grande interesse da sucessora de Lula. Em grande medida isso era previsível, com base na comparação do perfil dos dois presidentes. Já antes de ter êxito na sua quarta eleição presidencial, Lula era bastante conhecido nos meios sindicais e de esquerda internacionais. Havia admiração quanto à sua espetacular transição do sertão nordestino para se tornar líder sindical inovador, opositor da ditadura e líder político influente.

“A carreira essencialmente burocrática de Dilma Rousseff contribui para que haja pouco trânsito internacional quando comparada ao seu predecessor. A imagem de ‘gerentona’ não é comerciável internacionalmente. Faltam ingredientes para caracterizar com sucesso uma ‘dama de ferro’. (…)

“Em termos gerais, não seria exagero dizer que a diplomacia defensiva do governo Dilma Rousseff tem sido pelo menos razoável. Já o mesmo não pode ser dito quanto às iniciativas diplomáticas no terreno econômico. A insistência em jogos de cena baseados em metáforas como ‘tsunami’ ou ‘guerra cambial’ mostra clara fadiga. A política monetária dos EUA e a política cambial da China continuam a ser formuladas levando em consideração, com prioridade absoluta, os objetivos nacionais: é o velho ‘beggar your neighbour’ – empobreça o seu vizinho – dos anos 1930, em formato um pouco menos truculento.

“Será que o apoio do Brasil à posição de Obama de tentar catequizar Angela Merkel quanto aos benefícios de levar em conta o crescimento e flexibilizar sua ênfase no lado fiscal teve alguma relevância? A líder alemã deve ouvir tais conselhos com grande irritação, enquanto explica aos seus eleitores e contribuintes por que é mesmo que gregos, espanhóis, italianos e franceses se aposentam bem mais cedo que os alemães. A capacidade brasileira de influir na governança financeira mundial é bastante limitada. Nossos esforços devem se concentrar no aumento da influência nos foros internacionais relevantes, inclusive porque a crise europeia sublinha a iniquidade da distribuição atual de poder, especialmente no FMI.

“Na recente reunião do G-20 em Los Cabos, México, Dilma fez a surpreendente proposta de suspender a atual trégua (standstill) do protecionismo global – muito desmoralizada, inclusive pelo Brasil – e lançar uma nova rodada de negociações comerciais em Genebra a partir de 2014. A proposta há de ter requerido grande sangue-frio da presidente, que a repetiu na Rio+20.

“Em contraste com a postura construtiva em favor do desmantelamento do protecionismo adotada em julho de 2008, o Brasil optou recentemente por políticas claramente protecionistas. Adotou medidas fiscais que violam compromissos quanto ao equilíbrio tarifário implícito nas listas nacionais na Organização Mundial do Comércio (OMC), ao discriminar entre produtos importados e produzidos internamente. Em iniciativa encarada por alguns como manobra para desviar a atenção – ‘red herring’ – quanto ao seu crescente protecionismo, insiste em propor que o tema das taxas de câmbio seja discutido conjuntamente com medidas comerciais pela OMC em um quadro em que a instituição especializada, o FMI, enfrenta enormes dificuldades para tratar do tema satisfatoriamente.

“Em ambos os casos, e não surpreendentemente, as propostas brasileiras não prosperaram. Nossa diplomacia econômica propositiva, talvez refletindo de forma precisa idéias equivocadas que grassam na equipe econômica, é simplesmente bisonha.” (Marcelo de Paiva Abreu, economista, Estadão, 25/6/2012.)

O pacote da semana

* “Governo lança pacote, mas mercado prevê pouco impacto”

“O governo cortou a taxa de juros para investimentos e ampliou para R$ 8,4 bilhões os gastos que pretende fazer até dezembro com a compra de equipamentos para impulsionar a economia. O pacote ajuda segmentos específicos da indústria, mas será insuficiente para alterar o quadro de baixo crescimento econômico previsto para este ano. ‘Temos de continuar com as políticas de estímulo’ disse ontem (quarta-feira, 27/6) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante apresentação do ‘PAC equipamentos’, como foi denominado o conjunto de medidas. O pacote foi lançado pelo Planalto às vésperas da divulgação da nova projeção do Banco Central para o crescimento da economia. A expectativa no mercado é que a estimativa ficará abaixo dos 3,5% de expansão previstos até agora. ‘Neste momento, é importante estimular investimentos, pois são mola mestra do crescimento’, defendeu o ministro.

“Para tentar convencer as empresas a tirar das prateleiras os projetos de investimento, a presidente Dilma Rousseff determinou à equipe econômica que cortasse de 6% para 5,5% a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que baliza os empréstimos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concede para as companhias. A taxa não era alterada desde 2009. (…)

“Para os especialistas, o pacote será insuficiente para alavancar os investimentos, porque os juros do BNDES já são baixos e porque o volume de compras de equipamentos envolvidos não é tão expressivo. Nas contas de Bráulio Borges, economista-chefe da LCA, se todas as aquisições forem realmente realizadas até o fim do ano, o pacote elevaria a taxa de investimento do País em apenas 0,2% do PIB. ‘O pacote é bom porque estimula o investimento e não o consumo, mas esperávamos algo mais ousado para incentivar o setor privado a investir’, disse. ‘A longo prazo, as medidas podem estimular a economia, sendo uma tentativa de melhorar a infraestrutura. Entretanto, o PIB deve fechar no máximo em 2,5%’, disse o professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Samy Dana.

“O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que as medidas são ‘importantes para os setores envolvidos’, mas não vão alterar a expectativa de crescimento da indústria em 2012. A expansão estimada para este ano é de algo entre 2% e 2,5%.” (Lu Aiko Otta, Renata Verissimo, Francisco Carlos de Assis e Raquel Landim, Estadão, 28/6/2012.)

* Mais um refresco. Mas não dá para esperar que dê resultado

“O novo pacote anunciado nesta quarta-feira (27/6) pelo governo, denominado PAC Equipamentos, pretende reativar o sistema produtivo com despesas de governo. É mais uma tentativa de estimular o crescimento do PIB, cada vez mais decepcionante, com uma política anticíclica, ou seja, na contramão da atual paradeira. Infelizmente, é uma dessas iniciativas das quais não se pode esperar grande resultado.

“O governo Dilma passou meses e meses avisando que, apesar de gravíssima, a crise global não teria grande impacto sobre a economia brasileira, dada a solidez dos seus fundamentos. No entanto, de algumas semanas para cá, a mesma crise internacional, especialmente a encalacrada do euro, passou a ser usada para justificar a incapacidade do governo Dilma de entregar o avanço do PIB, de pelo menos 4,5%, prometido ainda em 2011 e nos primeiros meses deste ano. Essa busca agora insistente de um culpado externo para o atual pibinho nacional é um fator negativo porque tende a minar a credibilidade do governo na condução da política econômica.

“Nesta quarta-feira, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, reconheceu que o PAC Equipamentos terá um impacto no crescimento da indústria não superior a 0,12%. Levando-se em conta que a indústria não crescerá muito mais do que 2,0% neste ano, fica aí mais bem quantificado seu baixo potencial de retorno. Não passa de refresco. Nessas condições, iniciativas desse tipo cumprem mais a função de mostrar que o governo está fazendo alguma coisa do que de garantir eficácia para sua política.” (Celso Ming, Estadão, 28/6/2012.)

Combustíveis: o Brasil na contramão

* “Um governo tão convencido que é perfeito nada fará para avançar”

“Nada mais emblemático do que encerrar a Rio+20 aumentando o subsídio à gasolina. Isso é coerente com tudo o que decepcionou na reunião. No mundo inteiro há pesados subsídios à indústria do petróleo. Um dos sonhos era usar a conferência do Rio para começar a pôr fim a essa prática irracional, cara e contraditória. Não só a proposta foi barrada no documento final, como o país sede terminou o encontro aumentando o subsídio.

“A Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) foi zerada na gasolina para que o aumento do preço pela Petrobras, anunciado ontem, não seja repassado ao consumidor. Ao fim da maior conferência do mundo sobre desenvolvimento sustentável se soube que o Brasil aumentou a renúncia fiscal feita em favor do uso do combustível fóssil. O Tesouro pagará a conta com o dinheiro que, pelo menos na lei, deveria ser investido em transporte público.

“O ministro Guido Mantega concedeu uma rápida entrevista no Riocentro para comemorar acordos com a China, em várias áreas, como exploração de petróleo e satélite. Garantiu que ‘o Brasil é o país do mundo que tem a melhor estratégia para a manutenção do desenvolvimento sustentável’. A delegação brasileira repetiu durante toda a reunião que o Brasil é o país mais sustentável do mundo, um exemplo para o planeta. Como prova, Mantega falou que 95% dos carros brasileiros serão flex este ano. Sim, serão flex, mas usarão gasolina porque a política de preços e de impostos do governo induz ao consumo do combustível fóssil. (…)

“Um argumento muito usado na Rio+20 pelo governo brasileiro é que a matriz energética é limpa porque é baseada em hidrelétricas. Isso é outro sofisma, dos tantos do atual governo na área ambiental. A energia de origem hídrica tem virtudes, mas não é emissão zero. Algumas hidrelétricas emitem menos, outras muito mais, pelo material orgânico nos seus lagos. Algumas representam um custo inaceitável, pelo impacto da construção. Algumas compensam, outras não. Todas usam, como se fosse da empresa, um bem que é público, pelo qual não pagam, e que se torna cada vez mais valioso: a água. (…)

“Foram dias intensos, de muito trabalho, e um final sem emoção. O governo brasileiro quis uma reunião sem risco e trabalhou para o encerramento muito antecipado do documento. Isso desidratou a conferência e seu resultado. O pior sinal foi essa forte impressão — às vezes expressa aos gritos, como fez a ministra Izabella Teixeira (…) — de que o Brasil é o mais sustentável dos países. Um governo tão convencido que é perfeito nada fará para avançar.” (Míriam Leitão, O Globo, 23/6/2012.)

* Analistas criticam incentivo à gasolina

“A decisão do governo de abrir mão de R$ 420 milhões mensais para impedir que o reajuste de preços da gasolina e do óleo diesel, anunciado pela Petrobras sexta-feira (15/6), chegue ao consumidor despertou críticas e desconfiança. O reajuste nas refinarias foi motivado pela defasagem de preços cobrados pela estatal em relação ao praticado no mercado internacional.

“Ambientalistas consideram a medida do governo um estímulo ao uso do combustível ‘sujo’ – sem aumento no preço da gasolina, o etanol, menos poluente, fica menos vantajoso. Já alguns consumidores acham que, cedo ou tarde, os aumentos – de 7,83% para a gasolina e de 3,94% para o óleo diesel – não ficarão restritos às refinarias, como afirmou o Ministério da Fazenda.

“Segundo a Petrobras, os aumentos não serão repassados ao consumidor porque o governo zerou a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributo cobrado sobre combustíveis. Assima, evita impacto na inflação. ‘Como ecologista, acho que a medida vai na contramão do que buscamos, ao subsidiar o uso de um combustível fóssil. A energia renovável, esta sim, precisa de subsídios do governo. Como economista, eu teria sido mais cauteloso ao abrir mão dessa receita quando ainda estamos lendo o impacto da desaceleração da economia sobre as contas do governo’, disse o economista Sérgio Besserman.

“Para Lisa Gunn, especialista em consumo sustentável, embora não se possa ter ‘uma visão simplista’ a respeito do desenvolvimento, o Brasil precisa encontrar um equilíbrio entre as políticas de desenvolvimento e de meio ambiente para não cometer ‘um erro estratégico’. ‘Mais uma vez, o governo mostra que a questão ambiental não é prioritária. No entanto, é estratégico que o Ministério da Fazenda, de fato, tenha uma política de forma integrada com as áreas de meio ambiente, agricultura e tecnologia’, afirma Lisa, coordenadora- executiva do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos do Consumidor (Idec).” (Luíza Xavier, O Globo, 24/6/2012.)

* A prevenção do governo contra as leis do mercado leva a um contra-senso

“A Petrobrás é mantida sob rédea curta pelo governo, como se fosse uma autarquia da administração direta, e não uma empresa de capital misto com ações na Bolsa. O resultado é um enorme subsídio aos donos de veículos movidos a gasolina, um contra-senso ambiental e sério desincentivo ao setor alcooleiro, no qual o Brasil já foi líder. A causa do absurdo é a prevenção brasiliense contra as leis de mercado.” (Opinião, O Globo, 24/6/2012.)

* É hora de repensar a estratégia para o petróleo

“O montante de investimentos previsto pela Petrobras permanece em patamares espantosos, aproximando-se de US$ 50 bilhões anuais, dez vezes mais do que no início da década passada, por exemplo. Mas esse montante, que até aumentou em relação à previsão anterior, não terá como contrapartida o alcance das metas de produção projetados pela própria companhia nas duas últimas programações de investimentos da Petrobras.

“Em 2013, o volume esperado para o petróleo extraído pela Petrobras em território nacional deve repetir os números deste ano. Em 2014 e 2015 o acréscimo será modesto (cerca de 600 mil barris diários) em relação aos investimentos já realizados ou em curso. (…)

“Diante da expectativa de grande aumento da produção, a partir dos investimentos vultosos que estão sendo realizados, o governo traçou uma política para estimular o fortalecimento de indústrias e a atração de empresas para a cadeia produtiva. Desde à exploração até a produção, é exigido um percentual mínimo (que chega a ser da ordem de 60%) de conteúdo nacional nos equipamentos adquiridos e serviços contratados.

“A resposta a essa política não tem sido a desejada, entre outras razões devido a problemas estruturais do país. Mas também lá fora os fornecedores não estão conseguindo atender às encomendas da Petrobras dentro dos prazos negociados. Com base nessa experiência, é preciso identificar os gargalos na cadeia produtiva e os entraves tecnológicos, para tentar se traçar uma trajetória realista para o setor de petróleo. Usar a reserva de mercado como dogma é um erro, cujo preço será pago pela estatal e consumidores

“Nesse segmento, o horizonte é muito amplo. Planta-se hoje para colher daqui a dez, vinte anos. Olhando apenas para o presente, o governo suspendeu as rodadas de licitação para exploração de novos campos de petróleo. É outro erro que pode custar caro nas próximas décadas.” (Editorial, O Globo, 22/6/2012.)

O governo privatizou a Petrobrás para seus interesses. E a empresa vai perdendo valor

* Enfim, o reajuste de preço. Mas vem tarde e é insuficiente

“Precisou que a hemorragia nas finanças da Petrobrás atingisse níveis críticos para que, afinal, o governo Dilma concordasse com o reajuste dos preços dos combustíveis. Ainda assim, chegou tarde e foi insuficiente. Chegou tarde porque desde o início de 2011 os presidentes da Petrobrás, primeiramente José Gabrielli e, em seguida, Graça Foster, vêm reclamando recomposição das receitas da empresa.

“Não tem cabimento o argumento de que este reajuste não poderia ter sido dado antes porque produziria inflação. A decisão anunciada foi reduzir na mesma proporção o imposto embutido no preço, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de maneira a evitar impacto sobre o custo de vida. Se foi assim, poderia ter vindo antes. O argumento de que o governo perderia arrecadação também não tem fundamento, uma vez que a Cide não é tributo arrecadatório; é apenas regulatório. Seria o mesmo que dar a desculpa de que o governo não pode reduzir o Imposto de Importação (taxa alfandegária), destinado a regular o comércio exterior, porque não pode perder receita.

“Este foi, também, um reajuste insuficiente, incapaz de assegurar toda a munição necessária para que a Petrobrás possa dar conta do enorme programa de investimentos no período 2012-2016, de nada menos que US$ 47,3 bilhões por ano. A direção da Petrobrás havia pedido 15%. (…)

“Esse achatamento dos preços e a falta de uma definição de uma política clara dos combustíveis também sufocam a produção de biocombustíveis, especialmente de etanol e biodiesel, porque não garantem remuneração satisfatória para o produtor. O governo Dilma enfrenta o risco de ser responsabilizado pela deterioração crescente da produção de combustíveis renováveis.” (Celso Ming, Estadão, 26/6/2012.)

* Ações da Petrobrás despencam 8,95%; em um único dia, ações perdem R$ 22 bilhões

“”Frustrante, pequeno demais, tarde demais. É como os investidores qualificaram ontem (segunda, 25/6) o reajuste no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras na última sexta-feira. Resultado: as ações da empresa despencaram ontem e tiveram a maior queda desde novembro de 2008, auge da crise financeira internacional. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) recuaram 8,95% e os ordinários (ON, com direito a voto), 8,33%. Em um único pregão, as ações perderam R$ 22,3 bilhões de valor de mercado, mais do que vale a Natura (R$ 20 bilhões).

“O reajuste nos preços da gasolina (7,83%) e do óleo diesel (3,94%) entrou em vigor ontem. E, em apresentação para analistas de mercado do Plano de Negócios 2012-2016, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, deixou claro que os preços terão que sofrer novos reajustes nos próximos anos para garantir os recursos para os investimentos de US$ 236,5 bilhões previstos no plano. Segundo ela, a defasagem em relação os preços internacionais não foi totalmente eliminada, mas o aumento ajudará a companhia a seguir com seu programa de investimentos.” (Ramona Ordoñez e Bruno Villas Bôas, O Globo, 26/6/2012.)

* A própria presidente da Petrobrás apresenta a mais contundente denúncia das derrapadas administrativas nos últimos oito anos

“Como a oposição – se é que ela existe – não vem sendo capaz de produzir um mínimo de crítica à política econômica do governo do PT, foi preciso que a própria diretoria da Petrobrás tomasse a iniciativa de apresentar a mais contundente denúncia das derrapadas administrativas registradas nos oito últimos anos da Petrobrás.

Foi o que fez segunda-feira (25/6) a atual presidente, Graça Foster. Ela admitiu que a diretoria anterior, presidida pelo baiano José Sérgio Gabrielli, foi marcada pela falta de realismo na definição de metas de produção e pela leniência com que acompanhou os cronogramas dos investimentos. Além disso, apontou falta de cumprimento da sistemática de aprovação de projetos importantes e sugeriu a ocorrência de indisciplina na empresa, sabe-se lá em que proporção.

“As obras da Refinaria Abreu e Lima, no Estado de Pernambuco, estão com atraso de três anos. Foram orçadas em US$ 2,3 bilhões em 2005 e não sairão por menos de US$ 20,1 bilhões, quase dez vezes mais. “É uma história a ser aprendida, escrita, lida pela companhia, de tal forma que não seja repetida”, disparou Graça Foster. Ela não foi complacente com graves falhas de gestão do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Coperj), também atrasado e sem nova data para entrar em operação.

“Em boa parte, esse desleixo administrativo é consequência da opção determinada ao longo do governo Lula que encarou a Petrobrás como território de aparelhamento partidário e loteou sua diretoria entre os próceres de sua base política. Nessas condições, é impossível evitar desvios de patrimônio público.” (Celso Ming, Estadão, 27/6/2012.)

* O altíssimo Custo Lula já está aparecendo, mais cedo do que se imaginava

“Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal Valor Econômico. Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobras não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008. ‘Convoquei o conselho’ da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.

“Em 25 de junho último, a Petrobras informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E, ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras ‘irrealistas’, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes de os projetos estarem prontos e aprovados.

“Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobras. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.

“Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobras pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.

“O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobras, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou a montagem.

“Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor.

“O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: ‘Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação.’ (…)

“Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do Rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem-bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.

“Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobras, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobras. Graça Foster era diretora da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.

“Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula? De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.’ (Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 28/6/2012.)

Uma diplomacia a reboque dos outros

* Governo coloca interesses de Chávez e Cia. à frente dos interesses do Brasil

“A diplomacia brasileira está se acostumando a seguir, não a liderar. Quando a Bolívia invadiu as instalações da Petrobrás, o Brasil também não reagiu. O Itamaraty tinha informações há muito tempo de que os brasilguaios estavam sendo maltratados pelo governo paraguaio, que os estava expondo à violência dos sem-terra paraguaios, e não usou os muitos interesses econômicos para pressionar o governo Lugo a defender o setor agropecuário brasileiro.

“Há entre 350 e 400 mil brasileiros no Paraguai, que produzem na agricultura a ponto de terem tornado o Paraguai no 4º exportador de soja do mundo, cuja produção é exportada através de portos brasileiros.

Esses agricultores são também grandes consumidores de insumos brasileiros como sementes, defensivos agrícolas e maquinário. Além da questão agrícola, o Brasil depende de Itaipu para o fornecimento de cerca de 20% da energia que consome, e qualquer problema nessa geração provocaria um desastre econômico.

“Mas o país já havia se submetido a uma chantagem do governo paraguaio, que rasgou o contrato existente e conseguiu um aumento do pagamento da energia produzida por Itaipu. O governo brasileiro está colocando os interesses políticos de um grupo da região à frente dos interesses econômicos do país. A reação contrária da Unasul ao que aconteceu no Paraguai é, na verdade, mais um movimento político dos chamados países “bolivarianos” do que uma reação em defesa da democracia, que continua em pleno vigor no Paraguai. O governo brasileiro, mais uma vez, está a reboque de uma ação política de Chavez, assim como no caso de Honduras no ano passado.” (Merval Pereira, O Globo, 25/6/2012.)

A Rio Menos 20

* Só comemorou quem está no mundo da lua

“Do ‘eco-nomista’ Sérgio Besserman, boa praça, sobre o resultado da Rio+20:

– Além das autoridades, só quem comemorou o documento foram os astronautas da estação espacial, que já estão meio no mundo da lua mesmo.” (Ancelmo Gois, O Globo, 22/6/2012.)

* Economistas, cientistas, líderes empresariais – todos insatisfeitos com o texto final

“O protesto de ONGs e institutos de pesquisa ganhou a adesão de líderes empresariais, indígenas, além de cientistas e economistas. Com isso, diante da crescente indignação da sociedade civil a respeito do tom pouco ambicioso do documento final da Rio+20, o encerramento da conferência, marcado para hoje (sexta, 22/6) à tarde no Riocentro, vai se transformar num palco de protestos. O grupo que discorda do texto assinou uma carta-repúdio à Rio+20, que será entregue oficialmente hoje, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Ele também receberá líderes da Cúpula dos Povos.

“Entre os descontentes estão o economista Ignacy Sachs, do Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais (Paris); a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva; além dos cientistas Thomas Lovejoy e José Goldemberg. Líderes empresariais como os brasileiros Oded Grajew e Ricardo Young, ambos do Ethos; os economistas José Eli da Veiga e Peter May; líderes indígenas como Davi Kopenawa Yanomami e de ONGs, como Kumi Naidoo, do Greenpeace; e políticos como Fábio Feldman.

“As manifestações que encheram as ruas do Centro na última quarta-feira começaram a se aproximar lentamente da conferência, confinada ao Riocentro, na Zona Oeste da cidade. Ontem, os protestos se espalharam dentro dos pavilhões: no maior deles, uma réplica em tamanho gigante do documento final foi simbolicamente rasgado, e jovens estenderam em um varal a pergunta: ‘O que nossos filhos se lembrarão da Rio+20?’ ‘A lista de adesão não para de crescer — disse Rubens Harry Born, coordenador das ONGs brasileiras que participaram de todo o processo negociador da Rio+20.’

“Mesmo com protestos e pressão por um documento mais ambicioso, o chefe de comunicação da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, Nikhil Chandavarkar, garantiu que não há qualquer possibilidade de o documento ser reaberto.” (Liana Mello e Henrique Gomes Batista, O Globo, 22/6/2012.)

* “Confirmou-se o pior dos cenários: nada de concreto foi definido”

“A Rio+20 passou, voltemos ao trabalho. (…) Começam a ser desmontadas as tendas no Aterro do Flamengo e as estruturas de muitos outros locais espalhados pela capital fluminense onde ocorreram centenas de encontros, debates, exposições, seminários e trocas de experiências durante a Rio+20. Sem dúvida, o mais importante legado da conferência.

“O Riocentro, palco do vexame internacional protagonizado por representantes de governos que não foram capazes de mostrar o que vieram fazer no Rio, mergulha no silêncio. Para quem acompanhou o processo preparatório dessa conferência, confirmou-se o pior dos cenários: nada de concreto foi definido. Tudo foi adiado para ser tratado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas e negociações futuras.

“O problema é que a Rio+20 foi convocada justamente para tratar de questões que os processos regulares da ONU não estavam sendo capazes de resolver, em especial os chamados meios de implementação. Ou seja, a instituição de mecanismos relacionados à governança, ao financiamento e à transferência de tecnologia, considerados fundamentais para fazer valer as inúmeras decisões já aprovadas no âmbito das convenções e protocolos internacionais.

“Quem tiver a disposição de ler o longo e repetitivo texto com 283 parágrafos e 49 páginas, vai encontrar um monte de afirmações e reafirmações de conceitos importantes. Encontrará, também, a descrição genérica dos novos passos que precisam ser dados no futuro próximo. Mas não encontrará nenhuma decisão efetiva que tenha sido adotada e que poderia ser o legado da Rio+20.

“Esse é o resultado que a burocrata e autocentrada diplomacia internacional foi capaz de produzir: o nivelamento por baixo. As divergências foram tiradas do texto e o documento final sacado a fórceps pelo Brasil, antes mesmo da chegada dos chefes de Estado.

“A afirmação de uma ministra brasileira em uma coletiva de imprensa foi reveladora: ‘Quero destacar a ousadia da diplomacia brasileira de terminar a conferência no prazo’. O incrível é que essa frase foi dita no dia 19, antes de qualquer presidente ou primeiro-ministro ter colocado os pés na Cidade Maravilhosa.

“Mas, ao final, a melhor definição do resultado da Rio+20, liderada pelo Itamaraty, foi dada por nosso chanceler: ‘O resultado não deixa de ser satisfatório porque existe um resultado. A perspectiva era de ter texto ou não ter texto. Temos um texto’. O que diz o texto é uma outra questão.” (João Paulo R. Capobianco, presidente do Instituto Democracia e Sustentatibilidade, Estadão, 23/6/2012.)

* A Rio+20 veio na hora errada. Sobrou ambição e faltou realismo ao governo

“Sobrou ambição e faltou realismo ao governo brasileiro, ao insistir na realização da Conferência Rio+20 num dos piores momentos da maior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 30 do século passado. Nem a anfitriã do encontro, a presidente Dilma Rousseff, pôde concentrar-se tanto quanto deveria nas negociações sobre os grandes temas ambientais. Teve de ir ao México para uma dramática reunião de cúpula do Grupo dos 20 (G-20), na segunda e na terça-feira, e de lá voltar às pressas para abrir oficialmente os trabalhos no Riocentro, onde negociadores de dezenas de países tentavam esquecer as questões mais urgentes da economia global para discutir compromissos de longo prazo de política ambiental.(…)

“O desemprego está em torno de 10% na União Europeia e supera 22% na Espanha e na Grécia. A fome agravou-se nos países pobres importadores de alimentos, porque os preços, apesar de algum recuo nos últimos 12 meses, permanecem elevados. A estagnação na Europa, a perda de impulso nos Estados Unidos e o arrefecimento da atividade chinesa afetam o comércio mundial e podem contaminar os países exportadores de matérias-primas, como o Brasil e vários sul-americanos.

“Diante desses dados, é perda de tempo discutir se o documento resultante da Rio+20 é ambicioso, moderado ou tímido. Um pouco de bom senso resolve o problema: saiu a declaração conjunta possível nestas circunstâncias. Poderia ser um pouco melhor ou pior, mas não muito diferente. Ongueiros podem protestar, bater bumbo e desfilar seminus, gritando slogans sobre o ambiente, a sexualidade, a legalização das drogas, a reforma das regras contábeis e a popularização do cricket na América do Sul. Pessoas com mandato e com responsabilidade pública não têm essa liberdade. Nenhum político sério pode exigir da Rio+20 mais do que foi produzido. Mas pode lamentar a escolha do momento para sua realização.” (Editorial, Estadão, 24/6/2012.)

Mensaleiros e aloprados diante da Justiça

* Quase seis anos depois, a Justiça acata denúncia contra os aloprados do PT

“Desde que se convenceu de que paira acima do bem e do mal e por isso tudo pode, Luiz Inácio Lula da Silva impôs o vale-tudo como ‘desregra’ única para o PT fazer política. No afã de prestar bons serviços ao chefão, frequentemente a companheirada acaba exagerando e atraindo a incômoda atenção da polícia. Nesses casos, o Lula presidente optou sempre por olhar para o outro lado, passar carinhosamente a mão na cabeça dos suspeitos ou simplesmente fazer blague. Foi assim que inventou a expressão ‘um bando de aloprados’, para explicar, sobranceiro, a desastrada tentativa de uma quadrilha de petistas que tentou, na campanha eleitoral de 2006, comprar um dossiê falso que pretendia ligar o ex-ministro da Saúde José Serra, então candidato tucano ao governo do Estado de São Paulo, ao ‘escândalo dos sanguessugas’, que estourara poucos meses antes, envolvendo parlamentares num esquema de desvio de dinheiro público destinado à compra de ambulâncias.

“Na madrugada de 15 de setembro de 2006, a Polícia Federal (PF) prendeu num hotel próximo ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dois filiados do PT que tinham em seu poder cerca de R$ 1,7 milhão com o qual pretendiam comprar o tal dossiê, que lhes fora oferecido pelos donos da empresa Planam, Darci e Luiz Antonio Vedoin, pai e filho, apontados como responsáveis pelo superfaturamento das ambulâncias do caso dos sanguessugas. Os dois petistas eram Valdebran Silva, ex-tesoureiro do PT em Mato Grosso, e Gedimar Passos, que trabalhava no comitê da campanha da reeleição de Lula. Ambos admitiram que o dinheiro se destinava à compra do falso dossiê contra Serra.

“As investigações feitas pela PF acabaram envolvendo no caso dirigentes do PT, como o então presidente nacional Ricardo Berzoini, e duas pessoas muito próximas a Lula: Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro do presidente e também membro de seu comitê de reeleição, apontado como mentor da operação, e Freud Godoy, assessor especial de Lula, indicado por Gedimar Passos como a pessoa que o teria contratado para negociar a compra do dossiê.

“Imagens gravadas pelo esquema de segurança do hotel mostravam que Hamilton Lacerda, membro do comitê de campanha de Aloizio Mercadante – o adversário petista de Serra na disputa pelo governo paulista -, ali chegara portando duas malas que continham o dinheiro destinado à transação, entregue a Gedimar.

“Menos de dois meses depois da prisão de Valdebran e Gedimar, todos os envolvidos estavam afastados de seus cargos e classificados pelo presidente Lula como ‘aloprados’. Demorou mais, como de hábito, mas quase seis anos depois, na semana passada, a denúncia contra nove dos indiciados foi preliminarmente aceita pelo juiz Paulo Cézar Alves Sodré, da 7.ª Vara Criminal de Mato Grosso, que fixou prazo de 10 dias para a apresentação das alegações da defesa, com base nas quais decidirá se abre processo criminal. A denúncia, assinada por três procuradores de Justiça, afirma: ‘O exame dos depoimentos dos envolvidos no episódio e demais provas evidenciam que os denunciados se associaram de forma estável e permanente e elaboraram uma série de atos preparatórios para a compra do dossiê, os quais configuram crimes. Isso permitiria a membros do Partido dos Trabalhadores a exploração político-eleitoral do dossiê nas eleições de 2006, o qual, supostamente, exporia o envolvimento de políticos do PSDB no esquema das ambulâncias’.

“Se a denúncia for acatada, seis dos denunciados, entre eles Valdebran, Gedimar, o churrasqueiro Lorenzetti e Hamilton, assessor de Mercadante, responderão por crimes de formação de quadrilha, contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Os outros denunciados responderão por atribuição de falsa identidade para realização de operação de câmbio.

“Em comparação com o processo do mensalão, cujo julgamento finalmente a Nação se prepara para acompanhar, esse lamentável episódio empalidece, parece coisa pouca. É o que basta para dar a medida do mar de lama em que hoje, como nunca antes, a política brasileira se atola.” (Editorial, Estadão, 24/6/2012.)

Mais uma contribuição do PT para o atraso do país

* A “Voz do Brasil” não muda: o PT não deixa

“Na edição de ontem (quarta-feira, 27/6), o Estado trouxe uma notícia desalentadora sobre um assunto igualmente desalentador: PT barra mudança na ‘Voz do Brasil’. Um resumo: o Partido dos Trabalhadores jogou por terra a possibilidade de tornar um pouco flexível, só um pouco, o horário em que as emissoras de rádio são obrigadas a retransmitir o velho programa de propaganda dos Poderes da República. Como se diz, foi um banho de água fria, sem prejuízo do desalento, que normalmente é morno.

“Recapitulemos. Na semana passada, o presidente da Câmara, Marco Maia, ele mesmo do Partido dos Trabalhadores, prometera que colocaria em votação o projeto que estende em três horas o horário de início da transmissão da Voz do Brasil, hoje fixado por lei na marca das 19 horas, pontualmente. Se aprovado o projeto, as emissoras poderiam iniciar a retransmissão entre 19 horas e 22 horas. A mudança seria bem pequena, é verdade, mas, ainda assim, seria um progresso. Seria – no futuro do pretérito. Apenas seria. Na terça-feira, o PT bloqueou a votação e esfriou as esperanças dos que acreditavam numa modestíssima flexibilização.

“Haja paciência. Além de chato, o tema é velho, carcomido e decadente. Aliás, desde que foi instaurado, ainda na época do Estado Novo de Getúlio Vargas, na década de 30 do século passado, o programa só fez decair. Decaiu tanto que acabou virando o que é hoje, um sinônimo de desinteresse, de enfado, de fala inócua, monocórdia, vazia, ainda que pareça um ronco sonolento.” (Eugênio Bucci, Estadão, 28/6/2012.)

A aliança Lula-Maluf

* Não é questão de Adam Smith. É de polícia mesmo

“Há quem justifique a aliança Lula-Maluf como mais um sintoma de que acabou essa coisa de esquerda e direita.

“ Mas o problema de Maluf não é sua admiração pelas idéias de Adam Smith. O problema é a Interpol. Com todo o respeito.” (Ancelmo Gois, O Globo, 22/6/2012.)

* “O PT está à direita de Paulo Maluf. Paulo Maluf perto do PT hoje é comunista”

De Paulo Salim Maluf:

“O governo do PT quando tomou posse em 2003 veio sob dúvidas de como iria se comportar ideologicamente. E eu quero dizer em alto e bom tom que o PT se comportou à direita de Paulo Maluf. Eu perto do PT hoje sou comunista. Eles defenderam mais do que eu as multinacionais e os banqueiros.” (O Globo, 26/6/2012.)

* O único princípio de Lula é o vale-tudo pelo poder

“Nunca antes na história deste país vimos um partido com tanta sede pelo poder, disposto aos mais nefastos meios para tanto. Aloprados, ‘mensalão’, dinheiro na cueca, amizade com os piores ditadores, isso é o PT. Quem acompanhou sua trajetória não pode ficar surpreso com a aliança entre Lula e Maluf. Este já tinha até apoiado Marta Suplicy em 2008.

“O único ‘princípio’ de Lula é o vale-tudo pelo poder. Todos os seus velhos desafetos da política, antes atacados com virulência, tornaram-se aliados. Jader Barbalho teve direito até a um beija-mão, uma ‘aula’ de política, segundo o próprio Lula. Sarney, o eterno, virou um dos mais fiéis aliados. Collor foi outro que mereceu a aproximação de Lula.

“Podemos não esperar a moralidade plena na política. Mas Lula vai muito além: ele representa o que há de mais imoral na vida pública brasileira. Para conseguir mais um minuto de TV na campanha pela prefeitura paulista, sua obsessão do momento, Lula seria capaz até de beijar Carlinhos Cachoeira. Ou alguém duvida disso? Quando se trata de Lula, não há limites morais, não há um freio que diz ‘basta’.” (Rodrigo Constantino, economista, O Globo, 26/6/2012.)

29 de junho de 2012

Outros apanhados de provas de incompetência de Dilma e do governo:

Volume 41 – Notícias de 24/2 a 1º/3.

Volume 42 – Notícias de 2 a 8/3.

Volume 43 – Notícias de 9 a 15/3.

Volume 44 – Notícias de 16 a 22/3.

Volume 45 – Notícias de 23 a 29/3.

Volume 46 – Notícias de 30/3 a 5/4.

Volume 47 – Noticias de 6 a 12/4.

Volume 48 – Notícias de 13 a 19/4.

Volume 49 – Notícias de 20 a 26/4.

Volume 50 – Notícias de 27/4 a 3/5.

Volume 51 – Notícias de 4 a 10/5.

Volume 52 – Notícias de 11 a 17/5.

Volume 53 – Notícias de 18 a 24/5.

Volume 54 – Notícias de 25 a 31/5.

Volume 55 – Notícias de 1º a 6/6.

Volume 56 – Notícias de 15 a 21/6

8 Comentários para “Más notícias do país de Dilma (57)”

  1. Pois é. O que me deixa”por conta” é a burrice do povo que coloca a presidentA com 59% de aprovação.Não sabem de nada que está acontecendo de fato no País. Só vêm o que a TV mostra. A mocinha bonita, risonha,abraçada aos dirigentes de outros países, com suas promessas idiotas.O crescimento econômico,nenhum. Gastos astronômicos com o Rio+20, pr’a nada, tenho certeza. Com a idade que tenho , não mereço
    me enervar tanto! Mas o que fazer?
    Só mesmo ir alí pra minha salinha e ver um bom filme´, né?
    Abração
    Sogrinha

    Abraços
    Lúcia

  2. A minha burice é combatida pelos textos altamente elucidantes. Ainda bem que temos 18% de opositores a Dilma. Pelos textos, pessimistas, realistas, o Brasil se aproxima do caos. Até a gifante Petrobrás se apequena diante dos escalabros petistas. 59% de idiotas aprovam promessas idiotas. Enquanto isto a oposição está na salinha assistindo um bom filme.
    Antenado.
    Miltinho

  3. Muitos não entendem ou desprezam que muitas políticas geram efeitos a médio e a longo prazos. A crise é mundial e é claro que o país não seria a exceção entre os afetados. Nem por isso, ele é dos mais afetados. Estamos experimentando nos últimos tempos, o reflexo disso: uma desaceleração na economia. O governo federal tem cometido alguns erros. Normal… Nem Jesus agradou a todos. O fato é que hoje tem muito pobre comendo do bom e do melhor. Isso já não seria progresso? Não chegamos ao desenvolvimento e estamos longe ainda disso. Mas daí, só criticar as políticas de efeito social imediatistas, também já passa dos limites.

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