Difícil achar quem não goste das listas de melhores e piores. Os filmes vencedores, livros e músicas imperdíveis, lugares para conhecer ou viver. Há rankings para tudo, bem feitos, fajutos, engraçados. E os muito sérios. Nesses, o Brasil perde feio. Neles – Pisa/OCDE, IDH/ONU, OMS/Violência, Transparência Internacional, Human Rights Watch -, os países líderes concentram energia na educação, e, na maioria deles (a única exceção é a China), em justiça e democracia. Um tripé cada vez mais distante do Brasil de hoje. Continue lendo “O Brasil abaixo de todos”
A Noivinha do Capitão!
Mesmo ainda sem ter dado o SIM que oficializa a união, Regina Duarte já está com um pé na Secretaria de Cultura, atendendo ao convite do presidente Jair Bolsonaro.
Desafio para poucos
Em sua guerra contra o “marxismo cultural”, Jair Bolsonaro sempre dobrou a aposta quando se viu emparedado. Exemplo mais emblemático foi a substituição de Ricardo Vélez Rodrigues por Abraham Weintraub. Em todos os embates no interior do governo o presidente pendeu para seu núcleo ideólogico, como aconteceu nas quedas de Gustavo Bebianno e do general Santos Cruz. Essa rotina foi interrompida com a degola de Roberto Alvim da Secretaria da Cultura e sua substituição pela atriz Regina Duarte. Continue lendo “Desafio para poucos”
A utopia capitalista
Segundo Karl Marx, o capitalismo guia-se pela lógica implacável do lucro e a desigualdade é inerente ao modo de produção. O axioma marxista parece se confirmar diante do avanço da desigualdade no planeta, mas não responde às transformações em curso. E começa a surgir um capitalismo de partes interessadas (stakeholders) para um mundo coeso e sustentável. Esse será o tema do Fórum Econômico Mundial, a ser realizado na próxima semana. Continue lendo “A utopia capitalista”
Jornalistas Coalas!
“O jornalista é uma espécie em extinção.”
“Jornalistas precisam ser cuidados pelo Ibama.” Continue lendo “Jornalistas Coalas!”
O Brasil tem muito a perder
O mundo vive hoje seu momento de maior tensão desde a crise dos mísseis de 1962. Estamos longe de uma terceira guerra mundial ou de um holocausto nuclear, mas nem por isso devem-se subestimar as consequências do ataque americano responsável pelo assassinato do general Qassim Suleimani, segundo homem do regime iraniano. Continue lendo “O Brasil tem muito a perder”
E se não houvesse jornalista para ouvir o capitão?
Bolsonaro passa os olhos pelo clipping com notícias de jornais e encontra uma que o desagrada especialmente. “Esses jornalistas são uns ***”, xinga, enquanto dá um soco na mesa. Aquilo fica entalado na garganta, tem que despejar o quanto antes nos jornalistas que o esperam à saída do Palácio.
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Populismo em rede
A mistura de política com entretenimento não é novidade. Era assídua nas marchinhas de carnaval, na música popular, e continua arrancando gargalhadas nos programas humorísticos de TV. Artistas sempre foram bons cabos eleitorais e showmícios faziam parte das campanhas até serem proibidos pelo Supremo, em 2006. Tudo para lá de inocente perto do que se vê nas redes sociais, ambiente em que a política virou um reality show sob medida para o populismo de ocasião. Continue lendo “Populismo em rede”
A direita negativa
A radicalização política no país fez emergir uma direita pré iluminismo, para a qual a fé está acima da razão. Em vez da liberdade, igualdade e fraternidade, valoriza a defesa da pátria, família e religião. Continue lendo “A direita negativa”
O Brasil de Bolsonaro
A acirrada guerra entre os extremos, marca registrada de 2019, ganhou novos gladiadores no final do ano. Agregou à arena lavajatistas versus bolsonaristas. O conflito irado em seu próprio campo mexeu fundo com o presidente, escancarando sua dependência quase doentia às redes sociais e a já sabida primazia que dá aos filhos – acima do Brasil e, sabe-se lá, de Deus. Continue lendo “O Brasil de Bolsonaro”
Obrigada, Netflix
Dirigido por Fernando Meireles, Dois Papas, narra um momento decisivo para a Igreja Católica. O drama traz a amizade surpreendente entre o Papa Bento XVI com o então futuro papa Francisco. Representados por Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, os religiosos conversam sobre várias questões, desde música até opiniões opostas sobre religiões. Continue lendo “Obrigada, Netflix”
Apesar de você amanhã há de ser outro dia
Em 1970, o compositor Chico Buarque, revoltado com a falta de liberdade imposta pela ditadura militar, gravou essa música endereçada ao general Garrastazu Médici. E quando a ficha dele caiu, proibiu a execução da canção em todas as rádios do país. Ela só voltou a ser tocada em 1978, quando o general Ernesto Geisel, um pouco mais liberal que os colegas ditadores que o antecederam, assumiu a Presidência da República. Continue lendo “Apesar de você amanhã há de ser outro dia”
A década perdida é obra do PT
Vivemos num país de memória curta, e então é preciso repetir sempre algumas verdades básicas. O jornalista Fábio Alves conseguiu sintetizar com perfeição e clareza, em artigo publicado no Estadão no dia de Natal, exatamente como o governo lulo-petista provocou a maior crise econômica da História do Brasil, da qual não conseguimos sair inteiramente até hoje. Continue lendo “A década perdida é obra do PT”
Entre a ideologia e o pragmatismo
Em um ano houve uma nítida mudança de rota na relação entre o governo Bolsonaro e a China. O presidente se elegeu dizendo que os chineses queriam comprar o Brasil e prometendo alinhamento automático com os Estados Unidos. O pragmatismo, contudo, falou mais alto, como evidenciaram a viagem ao país de Xi Jinping e o Brics-2019, realizado em Brasília. Continue lendo “Entre a ideologia e o pragmatismo”
Populismo com Fundo
Goste-se ou não dele, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, nome pomposo para injetar dinheiro público no custeio eleitoral, é lei, aprovada pela maioria da Câmara e do Senado há dois anos. Portanto só pode ser suspenso ou alterado por outra lei. Continue lendo “Populismo com Fundo”



