Bolsonaro e PT, faces da mesma moeda

Os opostos se atraem. Os opostos são paralelas que se encontram bem mais perto de nós e bem mais longe do infinito do que se ensina nas aulas de Matemática. Os dois candidatos que estão à frente nas pesquisas e que – se não houver uma grande mudança nos próximos poucos dias – deverão ir para o segundo turno representam as duas faces da mesma moeda. Continue lendo “Bolsonaro e PT, faces da mesma moeda”

A síndrome de Maluf

Presença constante nas disputas eleitorais de São Paulo, Paulo Maluf era imbatível no primeiro turno, mas sempre perdia no segundo. Numa de suas derrotas não se conteve: “nadei, nadei e morri na praia”. Maluf era vítima de um mal, a sua rejeição estratosférica. A derrota na segunda rodada eleitoral era líquida e certa, pois naturalmente o eleitorado dos outros candidatos caia nos braços do seu adversário. Continue lendo “A síndrome de Maluf”

Carta branca para a insensatez

Donos exclusivos da virtude e da verdade, e movidos pela instransigência com os que deles discordam, os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad escondem-se em aparentes incompatibilidades o muito que têm em comum. Mas o que poucos imaginariam é que ambos se encontrariam nos elogios à turma do impopularíssimo Michel Temer, presidente que começou a botar ordem na economia arrasada pelo PT de Lula e Dilma Rousseff. Continue lendo “Carta branca para a insensatez”

Prisioneiros de Lula

Desde o início o ex-presidente Lula, hoje preso em Curitiba, teve estratégia clara. Construiu uma narrativa para apagar da memória dos brasileiros o desastre econômico e social criado pelos governos petistas e para despertar nos eleitores a ilusão de que viveram anos dourados em seu governo. Paralelamente, se fez de perseguido pela Justiça, eludindo sua condição de presidiário por crime comum. Continue lendo “Prisioneiros de Lula”

Já tem candidato a deputado?

Na mais imprevisível eleição pós-democratização, na qual o vale tudo testou todos os limites – candidato condenado e preso desafiando a Justiça, topando ser substituído a contragosto no minuto final, e outro esfaqueado em plena campanha -, há algo que não surpreende: o pouco caso frente à escolha de deputados, associada agora à pregação de não se reeleger ninguém ou de anular o voto. Continue lendo “Já tem candidato a deputado?”

Agora é o fim do inverno de nosso descontentamento

Começo pedindo desculpas ao poeta dos poetas, William Shakespeare, por usar as belas palavras com que abre o seu extraordinário Ricardo III. Sinceramente? Nem eu mereço usar um verso do grande Will, nem o que se passa aqui tem a grandiosa dramaticidade da Inglaterra do século XV. Aqui, a mediocridade impera… Continue lendo “Agora é o fim do inverno de nosso descontentamento”

Assim não, general!

O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, muito tem contribuído para as Forças Armadas ficarem adstritas às suas funções constitucionais. Em diversos momentos foi a voz do bom senso para apagar incêndios nos quartéis que poderiam se alastrar em ações que no passado causaram tantos danos ao país. Continue lendo “Assim não, general!”

Fé cega, faca amolada

Não são poucas e nem recentes as vozes que denunciam a crescente intolerância na disputa política. Mas neste país que insiste em errar muito e quase nada aprender com seus erros, dificilmente a barbárie cometida contra Jair Bolsonaro servirá como freio de arrumação. Ao contrário: os opostos que se digladiam com incivilidade e ódio recarregaram suas baterias. Continue lendo “Fé cega, faca amolada”

A segunda morte de Luzia

Nas labaredas do Museu Nacional desapareceu o crânio de Luzia, um fóssil de 12 mil anos, o habitante mais antigo da América. Mesmo se for encontrada, Luzia morreu pela segunda vez e com ela o mais rico patrimônio histórico e arqueológico do país. Mais: morreu parcela importante da memória nacional e parte da autoestima dos brasileiros. Continue lendo “A segunda morte de Luzia”

Troça, chacota, deboche

Goste-se ou não delas, leis balizam a organização da coletividade, garantem direitos e deveres, impõem punições. Têm de ser respeitadas e, por óbvio, cumpridas. Mas por aqui o descaso com as leis e até mesmo com a Constituição é generalizado, a começar por aqueles que por dever de ofício juram lealdade a elas. Continue lendo “Troça, chacota, deboche”