O imbróglio da governança do Rio de Janeiro não mexeu com o favoritismo de Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara. De acordo com a Paraná Pesquisas, o ex-prefeito bate em 53% na preferência dos eleitores e pode até ser eleito no primeiro turno. Além de mais uma ducha de água fria no candidato do PL, deputado Douglas Ruas, com 13,2%, a sondagem, divulgada na sexta-feira, aponta a fragilidade de Flávio Bolsonaro em seu próprio Estado. Embora afirme contar com palanques em 20 estados, e apoio do Centrão em 18, há beiradas soltas nos três maiores colégios eleitorais. Continue lendo “Palanques incertos”
Boca Mole x Miolo Mole!
Nem em briga de torcidas tem tanta baixaria quanto no embate entre o ministro decano do STF, Gilmar Mendes, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Continue lendo “Boca Mole x Miolo Mole!”
O tripé que ameaça a reeleição de Lula
A rodada de pesquisas de abril trouxe um conjunto consistente de sinais de alerta para a reeleição de Lula. O dado mais visível é a vantagem, ainda que estreita, de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. No levantamento Genial/Quaest, o senador aparece numericamente à frente, com dois pontos de diferença. Mais importante do que a fotografia do momento é a tendência: desde dezembro, a curva de Flávio é ascendente, enquanto a de Lula mostra estagnação. Continue lendo “O tripé que ameaça a reeleição de Lula”
Prometem o céu, entregam o inferno
Primeiro pré-candidato a presidente a lançar diretrizes de um programa de governo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) engordou a já conhecida tendência de soluções mágicas para problemas complexos, usual entre políticos à caça de votos. Com um agravante que também não é incomum: promessas de lotes no céu que não serão entregues. Boa parte delas é puro populismo e nem mesmo está na alçada do chefe do Executivo. Continue lendo “Prometem o céu, entregam o inferno”
Obrigado, Hungria
Assim que as urnas confirmaram a vitória do partido oposicionista Tisza, seu líder e próximo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, correu ao Facebook e postou: “Obrigado, Hungria”. O agradecimento não é apenas dele. O resultado eleitoral foi também um sinal político relevante para a Europa e para a Otan. A derrota do “iliberal” Viktor Orbán, eurocético de raiz e ícone da extrema-direita global, representa igualmente um revés para Vladimir Putin, que perde um aliado importante no interior da União Européia. Continue lendo “Obrigado, Hungria”
Promessas
Com certeza a Hungria não conta nada na ordem das coisas, mas a extrema direita estava no poder por lá há 16 anos e prometia mais 16. Orbán era um ícone do extremismo fascista, adulado por Trump, Putin e outros, como o clã miliciano-rachadista que sonha com novo estelionato eleitoral para este ano no Brasil. Continue lendo “Promessas”
Sem anistia. Sem dosimetria
É cedo para dizer se o veto do presidente Lula ao PL da dosimetria será ou não derrubado pelo Congresso no dia 30, data marcada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP) para apreciação da matéria. O certo é que daqui até lá o perdão a golpistas, debate que emperrou o país no segundo semestre de 2025, volta à cena. Agora, acrescido pela métrica eleitoral. O time de Flávio Bolsonaro está animado – se o veto cair, a pena de 27 anos e 3 meses do ex pode ser reduzida para pouco mais de 2 anos. Mas a maioria dos brasileiros endossa o veto ao PL. A dosimetria é rejeitada por 63,3% da população, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg. Continue lendo “Sem anistia. Sem dosimetria”
De Tiririca em Tiririca!
De Tiririca em Tiririca o país está indo pras pica!
Essa expressão, “indo pras pica”, pode ser interpretada de várias formas, mas, ao analisar alguns candidatos que estão sendo cogitados para as próximas eleições, significa ir pro espaço, pro lado oculto da Lua. Pro breu total! Continue lendo “De Tiririca em Tiririca!”
As duas faces de Flávio
Havia lógica, e até alguma sofisticação política, na estratégia de Flávio Bolsonaro de se apresentar como a face mais moderada do bolsonarismo. Num país que permanece dividido praticamente ao meio, como reiteram sucessivas pesquisas de opinião, o centro de gravidade da disputa eleitoral deslocou-se para os eleitores independentes. Esse contingente, menos ideológico e mais pragmático, tornou-se o fiel da balança. Não se trata de um público entusiasmado, mas de um eleitorado que decide com base em percepções de estabilidade, previsibilidade e rejeição ao radicalismo. Em 2018, migrou para Bolsonaro; em 2022, para Lula. Agora, observa atentamente os dois principais contendores. Continue lendo “As duas faces de Flávio”
Bigtechs ganham, democracia perde
No dia 5 de dezembro, quando foi ungido pelo pai, Flávio Bolsonaro fixou o anúncio de sua candidatura no alto de seu perfil no X. De lá para cá, sua campanha está correndo solta nas redes sociais. O presidente Lula não fica para trás. Em público, fala à vontade sobre sua disposição de disputar o quarto mandato, com replique das mensagens. Assim como os demais atos de campanha, a propaganda eleitoral na internet só é oficialmente autorizada a partir de 16 de agosto. Mas os pré-candidatos em todo o país pouco se importam com a lei. Sem fiscalização, fazem lives e impulsionam conteúdos. Uma festa com fartos lucros para os bilionários das bigtechs. Continue lendo “Bigtechs ganham, democracia perde”
O voto passa pelo bolso
Lula e sua equipe queimam a pestana para entender por que o bom desempenho dos indicadores da economia, com inflação sob controle e emprego em alta, não se traduz na aprovação do governo. Tampouco produziu, até aqui, uma situação confortável para a disputa presidencial. Ao contrário, a curva de desaprovação cresce e o favoritismo se estreita, indicando um cenário mais competitivo do que o esperado. Continue lendo “O voto passa pelo bolso”
O outsider da vez
O Maranhão é “uma bosta” que precisa de intervenção federal, o “sistema político brasileiro é podre”. Defesa de prisão perpétua e pena de morte legal ou oficiosa (executada por policiais) e até da produção de bomba atômica. Com ideias e falas absurdas, que rendem engajamento nas redes sociais, Renan Santos, do novíssimo partido Missão, é o outsider da vez. Imagina se tornar competitivo com discurso antissistema, lançando farpas para todos os lados e infernizando a vida dos favoritos na disputa presidencial. Filmou-se jogando sal grosso em frente da casa em que Lula morou na infância, em Caetés (PE), e promete “acabar com a raça” de Flávio Bolsonaro – “O traíra tem de morrer”. Continue lendo “O outsider da vez”
90 Dias de Amor!
A partir desta sexta-feira, 27 de março, Michelle Bolsonaro, finalmente, vai poder viver 90 dias de puro amor e paixão ao lado de seu querido esposo.
O STF perde sua autoridade
No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo Tribunal Federal realizaram uma reunião fechada para discutir como retirar a Corte do epicentro da crise do Banco Master. Nos diálogos, divulgados pelo Poder360, ficou registrada uma frase da ministra Cármen Lúcia: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. A observação encontra respaldo na pesquisa AtlasIntel/Estadão: 60% dos brasileiros não confiam no STF. Continue lendo “O STF perde sua autoridade”
Pega pra capar
Alguém notou no noticiário geral ou econômico que a inflação oficial de 12 meses caiu em fevereiro para 3,81%? Nessa época costumava estar muito acima do teto de 4,5%. Deveria ser manchete nos jornalões e na tevê e não foi. Por quê? Continue lendo “Pega pra capar”
