Nos ares do Roda Viva

No Roda Viva desta segunda-feira, o ex-presidente Michel Temer falou uma coisa certa, entre uma e outra em que ficou equilibrando a resposta como aquele mágico de circo que não pode deixar os pratos caírem no picadeiro. Eu acho que se não tivessem inventado o sabonete, a gente ia usar Temer (Ops!) debaixo do chuveiro. Mas, numa das poucas vezes em que falou na lata, disse uma coisa certa: sem povo na rua não tem impeachment! Continue lendo “Nos ares do Roda Viva”

Bolsonaro e a agenda da Educação

Antes mesmo da pandemia provocada pelo coronavírus, o mundo já passava por intensas transformações. Elas vinham provocando impacto direto na forma de a sociedade produzir e se organizar, em um claro indicativo de que estamos no limiar de uma nova era. Continue lendo “Bolsonaro e a agenda da Educação”

Ainda faltam 457 dias

O governo Bolsonaro chega aos mil dias com uma semana de eventos planejados pela propaganda oficial. A ideia é lançar obras por todo país, conferindo peso a promessas futuras. Tudo no melhor script de campanha eleitoral e, claro, fugindo do dissabor de um balanço do  período. Com frases genéricas  tipo “mil dias pela liberdade” de um governo “sério, honesto e trabalhador”, evita-se renovar o vexame de números manipulados, ou melhor, de mentiras como as ditas no discurso na ONU, que, cotejadas com a realidade, expuseram ao mundo o que os brasileiros estão fartos de saber: o veloz crescimento do nariz do presidente. Continue lendo “Ainda faltam 457 dias”

No ano que vem tem carnaval

Não sei por que, mas todo mundo que eu encontro me pergunta o que eu acho que vai acontecer no ano que vem. As pessoas pensam que jornalistas aposentados, decerto porque  já viram muita água passar debaixo da ponte, sabem mais das coisas do que o resto dos mortais. Continue lendo “No ano que vem tem carnaval”

Na ONU como no cercadinho dos bolsomínions

O ex-presidente Lula adorava usar frases começadas com “nunca antes nefe país”. O atual presidente, aquele que Lula quer ver disputando com ele a eleição do ano que vem, sem qualquer alternativa viável entre os dois, deu um vexame internacional como nunca antes da História deste país. Provavelmente do mundo. Continue lendo “Na ONU como no cercadinho dos bolsomínions”

Angela Merkel fará falta

Após 75 anos, os alemães irão às urnas no próximo domingo sem que seu primeiro-ministro dispute a eleição. Depois de 16 anos no poder, Angela Merkel sai do palco político para entrar para a história. Em um mundo marcado por forças centrífugas – xenofobismo, racismo, isolacionismo, crise migratória, entre outras – Merkel fez a diferença. Continue lendo “Angela Merkel fará falta”

Vexame anunciado

A 76ª Assembleia Geral da ONU será aberta na terça-feira pelo presidente da República do Brasil, como dita a tradição. Sem os conselhos nefastos do terraplanista Ernesto Araújo, substituído pelo chanceler Carlos Alberto Franco França, há até expectativas de que os vexames das duas edições anteriores não se repitam. Mas em se tratando de Jair Bolsonaro não há qualquer garantia. Se não for um grande mico já será lucro. Continue lendo “Vexame anunciado”

“Ainda vão devolver os R$ 15 bi roubados”

Não basta acabar com a Lava-Jato, a maior, mais efetiva força de combate à corrupção que já houve no Brasil. Não basta. Para os políticos corruptos – tanto de esquerda quanto de direita quanto nem de um lado nem de outro –, é preciso mais. É preciso destruir os instrumentos legais que permitem o combate à corrupção. Continue lendo ““Ainda vão devolver os R$ 15 bi roubados””

Bolsonaro agradece

Adversários históricos desde o final dos anos 30, Carlos Lacerda e o ator Mário Lago, militante do Partido Comunista Brasileiro, se encontraram atrás das grades, logo após o AI-5. Coube a Lacerda quebrar o gelo: “Mário, na cadeia esquerda e direita se falam, não?” Continue lendo “Bolsonaro agradece”

A armadilha da nota oficial

Desde que chegou à Presidência, Jair Bolsonaro faz o Brasil refém do seu humor. Suas agressões, disparates e ameaças movem a política e a economia, incitam e alimentam o ódio e a incivilidade. Da tarde de quinta-feira para cá isso se tornou ainda mais grave. Ele conseguiu parar o país. Não com tanques ou desordem de caminhoneiros sem causa, mas com a desconfiança sobre o que ele fará no dia seguinte. Continue lendo “A armadilha da nota oficial”