Debate da Band: o nocaute dos eleitores

Debate eleitoral televisivo nunca foi um passeio. O confronto é parte da disputa democrática, mas precisa servir ao eleitor. No encontro da TV Bandeirantes, Flávio Bolsonaro e Lula fizeram o contrário. Transformaram a oportunidade de discutir o futuro do país em um espetáculo de provocações e acusações, mais próximo das marmeladas da luta livre de décadas passadas do que de um debate presidencial. Continue lendo “Debate da Band: o nocaute dos eleitores”

Quem perdeu, quem ganhou

Está bem, a fila do osso foi culpa do Lula e a Covid também. E quem manda luzinha para os ETs? Ele também. E quem reza para pneus? Ora, é Lula de novo. Isso todo mundo já sabe. Quem duvidar das afirmações, é só perguntar aos desmiolados que vão às manifestações político-evangélicas na Avenida Paulista. Todos, 50% do eleitorado, vão dizer o que escrevi nesta abertura.  Continue lendo “Quem perdeu, quem ganhou”

O rato e o gato

Vi o telequete da Band ontem à noite. Vi que o rato arreganhava os dentes para o gato e, na sequência, fingia que não era com ele e saia assobiando nas costas do gato. O teatrinho foi recorrente. O gato, apesar de muito escolado, deixou-se abalar pela estratégia, que, dizem os marqueteiros do rato, foi desenhada pelo moleque de quinta série que atende pelo nome de Pablo-não-sei-do-quê.  Continue lendo “O rato e o gato”

Culpa do Lula!

Na entrevista à jornalista Renata Lo Prete da Globo, Flávio Bolsonaro mostrou que, além de não ter nenhum conhecimento sobre nenhum assunto, tem uma inexplicável paixão pelo atual presidente Lula. Não deixou seu nome de fora em nenhuma das questões levantadas pela entrevistadora.

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O medo e a disputa pelo futuro

Em seu livro Redes de indignação e esperança, o sociólogo espanhol Manuel Castells analisa o medo como uma emoção fundamental para a manutenção do poder, contrapondo-o à esperança e à possibilidade de transformação social. A campanha de Lula no segundo turno colocou no centro de sua estratégia a arma do medo, na tentativa de reverter a desvantagem expressa nas urnas no primeiro turno e confirmada pelas primeiras pesquisas divulgadas após a votação, nas quais Flávio Bolsonaro aparece à frente nas intenções de voto. Continue lendo “O medo e a disputa pelo futuro”

Coração de estudante

De repente, os estudantes foram para as ruas de Norte a Sul do país. Parecia que estavam dormindo ou mortos. Sua ressurreição é o fato mais positivo, inusitado e explosivo, desta campanha eleitoral de favorecimento ao crime organizado — talvez o único positivo, ante a passividade do PT em reagir de imediato e à altura contra seu adversário eleitoral. Continue lendo “Coração de estudante”

Dava para pegar no ar o entusiasmo das pessoas

Sou um veterano bem veterano em manifestações na Avenida Paulista. Por exemplo: apenas oito dias atrás, no sábado, dia 3, tínhamos ido ao último ato da campanha do Lula antes do primeiro turno das eleições. E, diacho, eu nunca tinha visto uma coisa assim como hoje, domingo, dia 11. Continue lendo “Dava para pegar no ar o entusiasmo das pessoas”

Lula navega contra a maré

Aparentemente, Lula teria pela frente uma missão possível. Afinal, a vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno não chegou a dois pontos percentuais. Mas a pequena diferença na disputa presidencial esconde um resultado bem mais desfavorável ao governo. A essa pequena diferença soma-se uma derrota expressiva nas eleições para o Congresso e para os governos estaduais. O conjunto do resultado indica um desejo de mudança e um voto de protesto alimentado pela sensação de que a vida não vai bem, da porta de casa para dentro. Continue lendo “Lula navega contra a maré”

O Zero, a apuração e os mais de 50 minutos de silêncio

Às 18h16, com a apuração dando a Flávio a vitória já no primeiro turno, por 51,22% contra 40,66% de Lula, uma confortável margem de 10,66 pontos percentuais, ele não se conteve: mandou um assessor ligar para a Rayanna e contratar umas 20 garotas. Continue lendo “O Zero, a apuração e os mais de 50 minutos de silêncio”

Eles não são farinha do mesmo saco

Um curioso mantra se repete em todas as eleições presidenciais. Fala-se muito da importância dos programas de governo, mas eles não passam de meros coadjuvantes, não raro figurantes que mal chegam a dar as caras. Um script que facilita a vida de candidatos sem história ou com passado turvo, e sem propostas. Neste ano, o espaço eleitoral foi ocupado pelos escândalos do Banco Master, pela guerra aberta entre supremos ministros e até pela Santa Padroeira do Brasil. Por óbvio, Flávio Bolsonaro foi o principal beneficiário disso. Continue lendo “Eles não são farinha do mesmo saco”