As surpresas da semana

Foi uma semana surpreendente. Pelo menos para mim.

Confesso que estava curiosa com a aparência do ex-presidente Lula depois de sete meses de prisão. Pois não é que ele está muito bem? Corado, meio gordinho, com a voz firme e forte, só o cabelo mais branco, o que é natural na sua idade. E com a mesma garra de sempre… Continue lendo “As surpresas da semana”

As Forças Armadas na era Bolsonaro

Não são poucos os analistas a considerar a eleição de Jair Bolsonaro como o retorno dos militares ao poder. A esquerda que não se reciclou e nem fez o seu acerto de contas com a história vai mais longe. Alardeia que o fantasma de 1964 ronda o país, como se estivéssemos em marcha batida para uma “ditadura fascista”, de cunho militar. Continue lendo “As Forças Armadas na era Bolsonaro”

Um olho no cavalo, outro em Dean Martin

O tipo era um bêbado sem remissão. Tão reles e submisso que já nem à mão lhe davam a moedinha: atiravam-lha para o escarrador do saloon. Falo de Dude, a quem os mexicanos chamavam Borrachón. E, todavia, esse trapo, que se esfregava pelas ruelas traiçoeiras de Rio Bravo, destila uma elegância física natural. Dentro de Dude está afinal Dean Martin. Continue lendo “Um olho no cavalo, outro em Dean Martin”

Lula, pintinhos e gambás

O bicho é pesado como um elefante, tem cor de elefante, patas de elefante, tromba de elefante, mas Lula dirá que é um pássaro. Na quarta-feira, 14, quando volta a depor na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, o ex-presidente insistirá em que o sítio de Atibaia não é e nunca foi dele – embora tudo, absolutamente tudo, demonstre o contrário. Continue lendo “Lula, pintinhos e gambás”

Os usos e desusos da última flor do Lácio

“Furna da Onça”, o nome da operação da Polícia Federal que prendeu ontem no Rio sete deputados estaduais, faz referência, segundo a PF, a “uma sala ao lado do plenário da Alerj, onde deputados se reúnem para ter conversas reservadas, destinada às combinações secretas que resultam em decisões individuais antes das votações, momento conhecido como a hora de “a onça beber água’”. Continue lendo “Os usos e desusos da última flor do Lácio”

Acertos e tropeços

É muito cedo para fazer grandes avaliações sobre os rumos de um governo que sequer começou. Mas, com pouco mais de uma semana da eleição, é possível concluir que Jair Bolsonaro marcou alguns tentos em determinadas áreas e pisou na bola em outras. Embora demonstre desconhecimento do tamanho do campo e de várias regras do jogo, até aqui o placar lhe é favorável. Continue lendo “Acertos e tropeços”

A tesoura de Grace Kelly

O dinheiro tanto move montanhas como movia Alfred Hitchcock e as personagens dos filmes dele. Por dinheiro, um antigo campeão de ténis, personagem de Dial M For Murder, manda matar a mulher, temendo que ela o deixe e leve a fortuna, trocando-o por um romancista de policiais, como romancista de policiais também era o meu amigo Dinis Machado, que muito amava a sua Dulce Cabrita. Continue lendo “A tesoura de Grace Kelly”

#IncivilidadeNão

Com um programa de governo genérico, que não teve importância alguma para a sua eleição, Jair Bolsonaro ultrapassou a primeira semana do pós-vitória tateando. Agradou e desagradou as torcidas que ainda continuam armadas, e criou apreensão em quem, para além delas, se aflige com o país. Continue lendo “#IncivilidadeNão”

Quer saber o que são fake news? Procure a imprensa estrangeira ou o PT

Ora vejam só, de repente descubro que confiar na imprensa estrangeira para informações sobre política – econômica ou não – dos países do Hemisfério Norte não é garantia de estar retransmitindo informações de confiança. Sou daquelas que dizia, enfática: deu no New York Times; li no The Guardian; está no The Times; como publicado no The Economist… Hoje, vejo que confiar cegamente nesses jornais e revistas é o caminho mais certo para o descrédito. Continue lendo “Quer saber o que são fake news? Procure a imprensa estrangeira ou o PT”

Por uma nova oposição

Mais do que nunca o Brasil vai precisar de uma oposição capaz de cumprir a missão delegada pelas urnas de fiscalizar o governo e cobrar a execução do seu programa e promessas eleitorais. Essa responsabilidade aumenta diante das incógnitas sobre como se comportará o presidente eleito, que emite sinais em direções diferentes. Continue lendo “Por uma nova oposição”

Diz-me agora que não tens medo

A paixão que é o medo! O amor, o amor, pois claro, a cálida perna nua que se roça pela nossa correspondente nudez, a diligência investigacional com que indicador e polegar tacteiam um mamilo, como se fossem crianças de seis anos a brincar às escondidas… o amor, pois claro, mas nada se compara à paixão pelo medo. Continue lendo “Diz-me agora que não tens medo”

O cavalo de Esopo

Em seu indispensável Como morrem as democracias, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt recorrem à fabula do cavalo e o caçador do escritor grego Esopo. Com ela explicam o que aconteceu com quem aplainou o terreno para a assunção de tiranos como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Hugo Chávez e outros. Continue lendo “O cavalo de Esopo”