O que será que leva Jair Messias Bolsonaro a se comportar como um moleque ignorante e rebelde? Quem será que o convenceu a agir desse modo e quais as razões apresentadas que fizeram com que ele seguisse essas pífias orientações? Continue lendo “Água, sabão, álcool em gel e muita fé em Deus”
Nau sem comando
Coesão, perseverança e equilíbrio são fatores fundamentais para o Brasil enfrentar a pandemia do coronavírus. Ao presidente competiria usar a autoridade que a Constituição lhe confere para liderar os brasileiros nessa dura travessia. A missão de comandar é indelegável, quanto mais em tempos de guerra. O Covid-19 pode provocar a morte de 110 mil brasileiros nos próximos meses e a recessão bate à nossa porta. O Brasil, portanto, não precisa que se instale uma crise de autoridade em um quadro tão dantesco. Continue lendo “Nau sem comando”
Deus e o diabo
Era uma vez um vírus chamado Hitler. Em 1943, dava já tão mau nome aos vírus, que mesmo alguns dos seus subordinados o queriam matar. Hitler tinha vindo a Smolensk, cidade russa, saborear mais um viral ataque das suas tropas. O general Henning von Tresckow recebeu-o, cordato pela frente, indignado nas costas. E pediu a um dos acompanhantes de Hitler que levasse no avião, de volta, um pacote com garrafas de conhaque para um amigo, que trabalhava no quartel general de Hitler, em Berlim. Era a bomba que deveria explodir no avião e liquidar o vírus nazi. Continue lendo “Deus e o diabo”
O povo não é bobo
O melhor do Brasil é o brasileiro. A frase que virou título de série global é batida, lugar comum. Mas em tempos de pandemia é inevitável reincidir nela. E no plural: os brasileiros. Continue lendo “O povo não é bobo”
Palmas para a Imprensa!
Somos afortunados: nossa imprensa não desiste. O assunto é horroroso, a repetição ad nausean dos conselhos e dos casos, as estatísticas angustiantes são massacrantes, mas sem ela onde estaríamos? Continue lendo “Palmas para a Imprensa!”
Covid-19 reinventa o Estado forte
A recessão mundial de grandes proporções que bate à porta da humanidade coloca o papel do Estado como essencial para responder a esse grande desafio. A rigor, ele é chamado a socorrer a economia em momentos de grave crise, como na Grande Depressão de 1929, nas Guerras Mundiais do século passado ou em outras crises sistêmicas. Continue lendo “Covid-19 reinventa o Estado forte”
O herói e os canalhas
Agora vejam o herói. Tem um nórdico metro e cinquenta e dois e ia ganhando a guerra. Mas antes de falar deste finlandês de olhos agudos e mãos camponesas nas quais quase podemos apalpar a ternura com que o indicador direito acaricia o gatilho, deixem-me chamar aqui os canalhas. Continue lendo “O herói e os canalhas”
O Brasil tem que parar Bolsonaro
Por insanidade, egocentrismo, cálculo político, má-fé ou tudo isso junto, na semana passada o presidente Jair Bolsonaro iniciou mais uma guerra. Disparou tiros para todo lado, alguns fatais, como o afrouxamento do isolamento social, outros nos seus próprios pés. Na tentativa de destruir desafetos, acertou a culatra ao dar palanque nacional aos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pré-candidatos à Presidência em 2022. Continue lendo “O Brasil tem que parar Bolsonaro”
O papa apóstata

De que cor são os olhos do Papa Francisco? Apesar de já se ter derramados sobre eles a indecifrável cor da velhice, são claros como os do meu avô Brigas, que ofereceu o corpo a cargas contrabandistas, antes de ser emigrante na Argentina. Terá o avô Brigas cruzado em Buenos Aires o menino Bergoglio? Que interessa. O que eu queria dizer é que os olhos de Francisco se iluminam sempre que sorri. Ou seja, iluminam-se muitas vezes. Continue lendo “O papa apóstata”
#ForaPopulismo
Populismo é uma praga. Devasta países, asfixia a democracia, escraviza povos. Uma peste indomável, disseminada igualmente pela direita e pela esquerda. Nas crises, a capacidade destrutiva dos populistas fica ainda mais escancarada. Indisfarçável, explode diante da mais grave pandemia global dos tempos modernos. Continue lendo “#ForaPopulismo”
Colaborando com Eduardo Bananinha
O vice Hamilton Mourão, querendo defender Eduardo Bolsonaro, foi engraçado, mas não foi verdadeiro. Como assim o Zero-Zero não representa o governo? Ele, além de ser filho do presidente da República, não é um parlamentar brasileiro, não é, segundo consta, o deputado mais votado do Brasil nas últimas eleições? Continue lendo “Colaborando com Eduardo Bananinha”
Feitiços contra feiticeiros
Gosto de apreciar o curso dos acontecimentos, é um suspense dos deuses. Uma magnífica história cifrada para desenvolver nossa argúcia e nossa sensibilidade. Vivemos tempos de feitiço contra feiticeiro em todo o mundo. No Brasil, então, a novela está imperdível. Continue lendo “Feitiços contra feiticeiros”
Apóstolos da discórdia
Nas grandes crises cada governante mostra seu tamanho. Alguns se agigantam e outros se apequenam. Winston Churchill, um dos maiores estadistas do século passado, uniu os britânicos na Segunda Guerra Mundial ao não escamotear a gravidade da crise e oferecer apenas “sangue, suor e lágrimas”. Emmanuel Macron adotou postura semelhante com seu discurso “Estamos em Guerra”. O presidente francês está unindo seu povo em uma batalha que será dura e prolongada. Continue lendo “Apóstolos da discórdia”
Matem o general Aupick!
Matemos o general Aupick! Mato-o eu com um punhal florentino ou mata-o o leitor com um limpo tiro de espingarda? Continue lendo “Matem o general Aupick!”
O vírus da mentira
Não é a primeira e não será a última vez que gente do Planalto, graúda, vaza informações para depois acusar a imprensa de espalhar mentiras. Fez isso ao plantar a demissão do ministro da Educação Abraham Weintraub, ao confirmar desavenças com o ministro da Justiça Sérgio Moro e com o presidente da Câmara Rodrigo Maia, e outras tantas. O episódio Fox News só escancarou a prática. Continue lendo “O vírus da mentira”


