Não sei por que, mas todo mundo que eu encontro me pergunta o que eu acho que vai acontecer no ano que vem. As pessoas pensam que jornalistas aposentados, decerto porque já viram muita água passar debaixo da ponte, sabem mais das coisas do que o resto dos mortais. Continue lendo “No ano que vem tem carnaval”
Espetáculos Circenses!
Teve tanto espetáculo circense na semana que a gente poderia estar se divertindo até agora, se não fôssemos nós os palhaços desse circo mambembe. Continue lendo “Espetáculos Circenses!”
Angela Merkel fará falta
Após 75 anos, os alemães irão às urnas no próximo domingo sem que seu primeiro-ministro dispute a eleição. Depois de 16 anos no poder, Angela Merkel sai do palco político para entrar para a história. Em um mundo marcado por forças centrífugas – xenofobismo, racismo, isolacionismo, crise migratória, entre outras – Merkel fez a diferença. Continue lendo “Angela Merkel fará falta”
Vexame anunciado
A 76ª Assembleia Geral da ONU será aberta na terça-feira pelo presidente da República do Brasil, como dita a tradição. Sem os conselhos nefastos do terraplanista Ernesto Araújo, substituído pelo chanceler Carlos Alberto Franco França, há até expectativas de que os vexames das duas edições anteriores não se repitam. Mas em se tratando de Jair Bolsonaro não há qualquer garantia. Se não for um grande mico já será lucro. Continue lendo “Vexame anunciado”
Bolsonaro agradece
Adversários históricos desde o final dos anos 30, Carlos Lacerda e o ator Mário Lago, militante do Partido Comunista Brasileiro, se encontraram atrás das grades, logo após o AI-5. Coube a Lacerda quebrar o gelo: “Mário, na cadeia esquerda e direita se falam, não?” Continue lendo “Bolsonaro agradece”
A armadilha da nota oficial
Desde que chegou à Presidência, Jair Bolsonaro faz o Brasil refém do seu humor. Suas agressões, disparates e ameaças movem a política e a economia, incitam e alimentam o ódio e a incivilidade. Da tarde de quinta-feira para cá isso se tornou ainda mais grave. Ele conseguiu parar o país. Não com tanques ou desordem de caminhoneiros sem causa, mas com a desconfiança sobre o que ele fará no dia seguinte. Continue lendo “A armadilha da nota oficial”
A economia e o povo vão mal
A divulgação do desempenho negativo do PIB do terceiro trimestre se encarregou de triturar mais uma das afirmações triunfalistas de Paulo Guedes. Poucos dias antes o ministro alardeava que a economia se recuperava em forma de V. Continue lendo “A economia e o povo vão mal”
O dia seguinte
Milhares devem ir às ruas na terça-feira em atos cuja ambiguidade dos mobilizadores impede qualquer previsão. Podem dar eco à beligerância do presidente Jair Bolsonaro, acabar em invasão do STF e do Congresso, com quebra-quebra e violência. Ou simplesmente se limitarem a louvar o “mito”. Fora a ficcional hipótese de golpe – com tanques e fuzis -, o dia seguinte será uma quarta-feira como outra qualquer. Talvez de cinzas para o presidente. Continue lendo “O dia seguinte”
O PIB descola de Bolsonaro
Até pela natureza de seus negócios, via de regra empresários são pró-governo, seja ele qual for. Desde a redemocratização em 1985, apenas no final do governo Dilma Rousseff adotaram postura oposicionista. Exatamente por isso, o significado do manifesto assinado por mais de 200 entidades e empresários – por ora com divulgação suspensa por decisão monocrática do presidente da Fiesp, Paulo Skaf – vai bem além do seu teor, interpretado como anódino por muitos analistas. Continue lendo “O PIB descola de Bolsonaro”
O câncer do Brasil
Exibido em superclose, o que, propositalmente ou não, ressaltou o ser alucinado que nele habita, o presidente Jair Bolsonaro garantiu em vídeo nas redes sociais que sabe “onde está o câncer do Brasil” e o que fazer para livrar o país do mal. Não fosse o ensaiado tom grave de ameaça, pareceria um opositor barato atacando o governo, prometendo que curaria o país se eleito fosse. Uma lenga-lenga que vem combinada com a tática da inversão: atacar tudo e todos, atiçar e agredir para depois se dizer vítima, impossibilitado de governar. Continue lendo “O câncer do Brasil”
Educados cães chilenos
A inusitada quantidade de cachorros nas ruas não foi o que eu achei mais surpreendente na minha viagem ao Chile, em 2009. Curioso mesmo foi descobrir que, mais civilizados do que os humanos brasileiros, esses cães só atravessavam as avenidas nas faixas de pedestres. Continue lendo “Educados cães chilenos”
O que esperar deste 7 de setembro
A última vez em que um presidente mobilizou as massas para emparedar outro poder da República foi numa sexta-feira 13, em março de 1964. Com a realização do Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, o então presidente da República João Goulart tentou contornar a correlação de forças, que lhe era desfavorável no Congresso Nacional, por meio da pressão das ruas para tentar levar adiante seu programa de reformas de base. Continue lendo “O que esperar deste 7 de setembro”
Gravíssimo!
Pouco importa se é para manter a claque mobilizada em permanente beligerância, incentivar a violência e o caos. Admitindo-se uma versão mais branda, pode ser esperteza, burrice ou puro instinto de defesa. Seja o que for, o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes protocolado pelo presidente Jair Bolsonaro no Senado é gravíssimo – a maior ofensiva feita por ele para testar as instituições e corroer a democracia. Continue lendo “Gravíssimo!”
A hora mais escura do Afeganistão
Não houve em Cabul cenas como as de Saigon de 1975, com americanos pendurados em helicóptero que decolava do terraço da embaixada americana. Mas houve uma mais trágica: afegãos, em desespero, pendurados em um supercargueiro em plena decolagem e despencando do avião para se estatelar na pista. Continue lendo “A hora mais escura do Afeganistão”
O advogado do presidente
Primeiro foram as notas de repúdio, que, mesmo duras, pouca serventia tiveram. Demorou, mas a reação à fera que se diverte em ser indomável e destruir tudo o que vê pela frente, sejam pessoas ou instituições, veio. O STF decidiu agir, o TSE idem, o Senado e a Câmara, mesmo que tardiamente, também. Só a chefia da PGR, na contramão de muitos dos procuradores, fingiu que nada tinha a ver com isso. Continue lendo “O advogado do presidente”



