A observação foi feita em tom irônico pelo professor norte-americano Douglas Harper em seu dicionário etimológico, e convenientemente lembrada esta semana pelo crítico literário Sérgio Rodrigues em seu blog. Esse passou a ser o xingamento campeão nas redes sociais. Continue lendo ““Desde o surgimento da internet todo mundo é fascista””
Go home, petroleiras
Existe alguma coisa mais inútil, ociosa ou ridícula do que a discussão semântica sobre privatização ou concessão? Pode ser, mas vai ser difícil encontrá-la. Continue lendo “Go home, petroleiras”
Canibais
A presidente Dilma Rousseff não é mais a mesma. E não será até outubro de 2014. Os berros e a permanente irritação deram lugar a brincadeirinhas pretensamente bem-humoradas. Descontração ao invés da ira, sorrisos e beijocas e não mais a cara fechada, o rosto sisudo. Continue lendo “Canibais”
Ele chega a morder-lhe, sim
O que é preciso para que uma rua se encha de gente? Francis Coppola, no Godfather, part I, enche uma rua de alegria e vizinhos quando Sonny, um dos filhos de Don Corleone, dá uma lição ao cunhado. Continue lendo “Ele chega a morder-lhe, sim”
A bebida amarga
Como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor, engolir a labuta?
Eram maus tempos aqueles em que as pessoas se dedicavam ao delicado quebra-cabeça de ressignificar as metáforas que vinham semeadas com inteligência, escondidas entre as dobraduras dos textos de jornal e das letras de música. Continue lendo “A bebida amarga”
Mais do mesmo
Enquanto as emoções se voltavam para a pretensa nova política encarnada pela aliança Eduardo Campos-Marina Silva, gente de todos os partidos – incluindo a dupla recém-formada – insistia, repetia e promovia as piores práticas. Continue lendo “Mais do mesmo”
Bang-Bang
Os meus melhores bons sempre foram maus. Andam para aí a pregar sermões e até importaram uma açucarada expressão americana – role model –, mas a minha América sempre foi outra, a começar pela América da minha rua. Continue lendo “Bang-Bang”
A costela de Adão
Eis que estavam todos postos em sossego curtindo na sombra os preparativos para a eleição de 2014 quando alguém atirou uma pedra no lago e a marola se fez. Continue lendo “A costela de Adão”
A jovem bela senhora
Eu acompanhei atento e de perto, o seu parto. Crescia no útero da nação esperançosa. Todos os olhares cidadãos prestavam atenção àquele momento em que se procurava enterrar as mazelas do passado doído e castrador e encomendar um mundo novo. Continue lendo “A jovem bela senhora”
Lessons from Nélida
Nelida Piñon has left. She has also left her mark on us. Continue lendo “Lessons from Nélida”
As boas e as más meninas
Filha de negociantes ricos, menina milionária da 5.ª Avenida, Dorothy Taylor, por aristocrata distracção, casou-se com o conde Di Frasso, em Itália. Continue lendo “As boas e as más meninas”
Uma mulatíssima Debra Winger
O que se via era um povo em festa, mas talvez fossem só duas ditaduras a beijar-se.
Os meus olhos tinham treze anos. Pouco mais ou menos o que tinham os olhos de Jim, o miúdo inglês que Christian Bale é em Empire of the Sun. Continue lendo “Uma mulatíssima Debra Winger”
Piracicaba e a arte do riso
Um dedo perdido, membro fantasma que se transforma em consciência crítica, inquisidora. Um dedo que já apontou para falcatruas e mal feitos, mas que agora se volta contra o próprio dono, rasteja em sua direção, sempre em riste, acusando. Continue lendo “Piracicaba e a arte do riso”
A beleza é um país de velhos
Pois que morram jovens se quiserem, mas fiquem a saber que a verdadeira beleza está na velhice. Disse verdadeira? Se tivesse uma ponta de coragem eu devia ter dito, a única. Continue lendo “A beleza é um país de velhos”
A nova trincheira de Gabeira
No início deste ano Fernando Gabeira lançou um novo livro de memórias, Onde está tudo aquilo agora?, pela Companhia das Letras, e declarou, nas páginas finais, que “chegara a hora de deixar a política como profissão”. Continue lendo “A nova trincheira de Gabeira”





