O que é uma sala de cinema? Nos anos 50, um crítico francês, num sobressalto cognitivo, perguntava o que era o cinema. Não me vão ouvir dizer, com a certeza ontológica de um Medina Carreira, que era a pergunta errada. Continue lendo “A sala de cinema é um antro de vício”
A estupidez a galope
Olhe bem por onde você anda ou o que você ouve. As milícias estão vigiando você nas redes sociais e podem te transformar num dejeto em um abrir e fechar de olhos. Continue lendo “A estupidez a galope”
A tragédia já está aí
Na terça-feira 2 de abril, a jornalista Ateneia Feijó publicou no Blog do Noblat um excelente artigo onde diz: “Uma diretora de escola de ensino fundamental é xingada de vagabunda e socada no rosto por um aluno adolescente sem causar nenhuma indignação pública. É tragédia anunciada. Continue lendo “A tragédia já está aí”
República de gafanhotos
Demorou bem mais do que ela gostaria. Mas, finalmente, a presidente Dilma Rousseff vai conseguir montar o seu 39º Ministério, o da Micro e Pequena Empresa, impondo ao País um gasto adicional de R$ 7,9 milhões. Continue lendo “República de gafanhotos”
O dedo grande do pé
“Eu hei-de mexer esse dedo!” Ainda ouço a voz do comandante “Spig”, deitado de borco numa cama de hospital. Fracturou a quinta vértebra cervical e a boca pequena dos médicos diz o que eles não lhe querem dizer. A paralisia bilateral não o voltará a deixar andar. Continue lendo “O dedo grande do pé”
Quem controla o controle?
Quanto riso, quanta alegria no partido de reguladores da mídia: exultam ao citar como exemplo as medidas que a Inglaterra tomou para domar seus tablóides amalucados. E, com o cinismo que os caracteriza, querem usar isso como exemplo de que países democráticos, sim, regulam a mídia e que quem resiste a medidas semelhantes no Brasil é um renitente reacionário. Continue lendo “Quem controla o controle?”
Navio perdendo a rota
Um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota (Paulo Leminski)
Sempre achei uma tremenda tolice a tal da leitura dinâmica. Não dá, nem poderia dar certo porque a nossa língua não é das que se entregam com facilidade. Tem que ser cativada, seduzida, acarinhada, lida e relida, não pode ser vista assim de esguelha, da ponta esquerda da primeira linha até a ponta direita da última linha. Continue lendo “Navio perdendo a rota”
O dízimo
Guia de Dilma Rousseff na cerimônia de entronização e no encontro privado com o Papa Francisco, em uma viagem que ficará marcada pelo contraste entre a gastança da comitiva brasileira e a pregação pelos pobres feita pelo Pontífice, o ministro Gilberto Carvalho não se apoquenta. Nem quando quebra ou deixa quebrar, diante de seu nariz, símbolos de sua fé. Continue lendo “O dízimo”
A retaguarda europeia
A Europa não é só vanguarda. Também há uma retaguarda europeia. Em crónica anterior, contei os doze passos de Marilyn que revelavam redonda e inignorável parte dela e arrebatavam Tony Curtis, Jack Lemmon e um comboio, em Some Like it Hot. Recebi protestos e uma carta da Comissão Europeia. Continue lendo “A retaguarda europeia”
Em defesa da tomada jabuticaba
Tenho lido, principalmente nas redes sociais digitals, queixas e comentários sobre o novo padrão de tomadas recentemente adotado no Brasil. Como é de hábito, culpa-se o governo pelo aparente desatino. Continue lendo “Em defesa da tomada jabuticaba”
Sintomas, apenas sintomas
É sintoma de alguma coisa que futuros universitários enxertem numa redação destinada a avaliar a qualidade do ensino médio trechos do hino do Palmeiras ou receitas de macarrão Miojo e sejam agraciados com notas relativamente boas e tratados com tolerância; afinal “não desrespeitaram os direitos humanos”. Continue lendo “Sintomas, apenas sintomas”
Mary Zaidan volta na próxima segunda
Não dá para, no mesmo fim de semana, ser avó e escrever artigo.
Onde está a liberdade?
Rossellini fez Dov’è la libertà, com Totò, o mais popular dos cómicos italianos. Totò é um barbeiro e, com navalha afiadíssima, deveria cortar o pescoço a um cliente porque o tipo, o melhor amigo, mas um mau carácter, tentara abusar da sua mulher, como ela, indignada, lhe confessara. Continue lendo “Onde está a liberdade?”
Quem confia neles?
A Câmara dos Deputados é um lugar onde 24 partidos se estapeiam para ver quem oferece o espetáculo mais grotesco aos eleitores que se esforçaram para eleger seus 513 membros. Continue lendo “Quem confia neles?”
Dilma, o veto e o voto
Ninguém em sã consciência poderia criticar redução de impostos, especialmente dos que incidem sobre alimentos. Portanto, acertou a presidente Dilma Rousseff ao desonerar a cesta básica. Aliás, já poderia ter feito. Há apenas seis meses, a mesma Dilma vetou um projeto idêntico de autoria do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). Continue lendo “Dilma, o veto e o voto”



