É bem possível que no coração de toda a besta se esconda um lírio. Não sei. Mas sei que, ainda a guerra não estalara, Hitler convidou Raoul Walsh a visitar Berlim. Walsh, irlandês, católico, rijo a filmar homens, estava em Londres, a convite de W. R. Hearst, patrão dos jornais e investidor no cinema americano. Meteu-se no avião e ala. Continue lendo “Quatro colunas de mármore”
A teoria e a prática
Era de se esperar que a tragédia que matou o cinegrafista da Band, o jornalista Santiago Andrade, produzisse uma enxurrada de análises e considerações de todo tipo. Continue lendo “A teoria e a prática”
Más notícias do país de Dilma (131)
“O clima de confiança do empresariado não existe, acabou.” A frase é de Pedro Passos, um dos principais representantes da indústria brasileira, um dos fundadores e sócios da Natura e presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), organização que reúne alguns dos maiores industriais do País. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (131)”
Para Cuba, com amor
Ramona Rodriguez. A cubana que fugiu do Mais Médicos de Pacajá, no Pará, criou um enrosco sem tamanho para o governo Dilma Rousseff. Continue lendo “Para Cuba, com amor”
A raiz quadrada de Preston Sturges
Onde está a verdade das coisas? Por exemplo, onde está a verdade de Portugal? Numa refundíssima análise de José Gil ou aconchegada ao odor que emana de umas saias do Bolhão? Continue lendo “A raiz quadrada de Preston Sturges”
A gafieira exige respeito
“Moço, Olha o vexame.
O ambiente exige respeito.
Pelos estatutos da nossa gafieira
Dance a noite inteira
Mas dance direito”
Continue lendo “A gafieira exige respeito”
Pontapé institucional
Existe aqui — e deve existir em quase todo o mundo, em maior ou menor escala — uma certa dificuldade para lidar com conceitos abstratos. Continue lendo “Pontapé institucional”
Matrimônio à brasileira
Casamento por conveniência não é novidade na política. Tampouco o divórcio. Um e outro sempre se multiplicam nos meses que antecedem eleições. Não raro, vêem-se parceiros inimagináveis correndo atrás da bênção do eleitor para juntar gente que se odeia. Continue lendo “Matrimônio à brasileira”
Nossa Senhora salvou o Citizen Kane
Deixem lá agora Orson Welles e prestem atenção a Joe Breen. Filho de catolicíssimos irlandeses, educado numa boa escola católica de Filadélfia, chegou a ser um inócuo repórter, funcionário público até. Mas não foi isso, nem ter-se casado com a namoradinha da escola, a quem fez seis lindos filhos, que o fez passar à história. Continue lendo “Nossa Senhora salvou o Citizen Kane”
Mistérios (e ministérios) insondáveis
Não é à toa que dona Dilma está com olheiras profundas. Deve ser complicado montar e administrar um governo com 39 ministros. E o que fazer quando essas 39 figuras pertencem a 10 partidos diferentes? Todos ambicionando a mesma coisa: mais poder? Continue lendo “Mistérios (e ministérios) insondáveis”
Além de bacalhau e vinho
Então ficamos assim: a presidente come o que quiser, no restaurante que quiser, porque ela paga a conta. E pronto.
A comitiva dela pode sair da Suíça e ir para Cuba com uma ligeira paradinha em Lisboa porque o avião não tem autonomia de vôo e precisava abastecer. Continue lendo “Além de bacalhau e vinho”
Simplesmente Dilma
Dilma Rousseff se rendeu ao Fórum Econômico Mundial que até então seu governo preferia esnobar. Lendo um discurso bem escrito, ainda que de lastro duvidoso, a presidente jogou fichas que devem ter arrepiado seus colegas da América bolivariana: definiu o Brasil como o País das oportunidades e convidou os investidores do mundo inteiro para participar dos lucros desta terra prometida. Continue lendo “Simplesmente Dilma”
Um rugido de fim de império
Há um filme sobre o rugido dos anos 20. James Cagney e Humphrey Bogart vivem-no no Roaring Twenties, de Raoul Walsh. O rugido, primeiro rugido imperial da América, que acabara de ganhar essa Grande Guerra que agora faz cem anos, traz a Lei Seca e contrabando, jazz, coristas e avidez, a proliferação do automóvel e da urbana morte a tiro. Continue lendo “Um rugido de fim de império”
A Ciranda dos Incomuns
Confesso que sou uma das que caíram no conto do incomum. Não que eu tenha por um segundo sequer aceitado a tese defendida por Lula de que a Sarney, por ser um brasileiro incomum, tudo seria permitido. Continue lendo “A Ciranda dos Incomuns”
Elementar, minha cara Watson
A secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, é uma personagem bastante peculiar. Como aquele neurótico Sherlock Holmes contemporâneo da série de TV Elementary, chega sempre alguns quilômetros antes dos fatos, deduz e decreta suas verdades antes que as provas as confirmem. Continue lendo “Elementar, minha cara Watson”



