Impostos de Primeiro Mundo, serviços de Terceiro e de quinta qualidade. Uma equação insana que piorou muito na última década. Dados divulgados pela Receita Federal apontam que os tributos cobrados dos brasileiros bateram em 35,95% do PIB. É a mais alta proporção desde 2004, quando o indicador foi criado, e a 13ª maior do mundo. Continue lendo “Cobram caro, roubam muito e querem mais”
Hemingway, o cinema e o copo de cerveja do pai
Para Hemingway, Hollywood estava longe de ser o Paraíso na Terra. Hollywood era a selva dos produtores de filmes, onde o escritor é a gazela a fugir da boca de leão do produtor: “Vamos ter com o produtor à fronteira da Califórnia. Atiramos-lhe com o livro para o lado de lá. Ele atira-nos com o dinheiro para o lado de cá. Saltamos para o carro e guiamos de volta como o diabo a fugir da cruz.” Continue lendo “Hemingway, o cinema e o copo de cerveja do pai”
Quem blinda quem?
Humpty Dumpty sat on a wall.
Humpty Dumpy had a great fall.
All the king’s horses and all the king’s men
Couldn’t put Humpty together again.
Humpty Dumpty, o ovo com rosto, braços e pernas, sentava muito pimpão no muro alto, apesar dos conselhos para que não o fizesse, dada sua fragilidade. Continue lendo “Quem blinda quem?”
O indestrutível vírus da liberdade
Os cubanos perceberam que havia alguma coisa fora do comum acontecendo quando grupos de pessoas começaram a juntar-se na rua em volta de aparelhos de TV. E não era jogo da Champions League. Continue lendo “O indestrutível vírus da liberdade”
A virada do século
Ao dar um passo inexorável para o fim do bloqueio a Cuba e para a normalização das relações entre os EUA e o país caribenho, o presidente Barack Obama contribuiu enormemente para a humanidade deixar o século XX. Finalmente o mundo vai ingressar no terceiro milênio. Continue lendo “A virada do século”
A desgraça de ficar sem Graça
Diz a lenda que jabuticaba só existe no Brasil. Ainda que a tese seja controversa, já que há espécies nativas catalogadas no México, tudo aquilo, especialmente absurdos só vistos por aqui, é comparado com a frutinha negra. Seria mais exato se isso fosse feito em relação à Petrobras, possivelmente a única empresa estatal do mundo que carrega em si o orgulho de uma nação. E, agora, a vergonha. Continue lendo “A desgraça de ficar sem Graça”
Emídio Rangel em Nova Iorque
Se lá estivesse o Al Pacino de Serpico, não seria melhor. Na 5ª Avenida, à boca do metro, montara-se o inferno. Povo, polícia, o circo da televisão. Bandidos em fuga tinham reféns os passageiros do metro. Cortou-se o trânsito, fechou-se o metro. Esperava-se o som e a fúria das metralhadoras dos NYPD blues. Continue lendo “Emídio Rangel em Nova Iorque”
Palavras que o vento não leva
Em 2003, numa cena patética nos corredores do Congresso, Maria do Rosário e Jair Bolsonaro discutiram em termos bem pouco edificantes.
Indefensáveis os dois, em minha opinião. Continue lendo “Palavras que o vento não leva”
Um discurso ou o dinheiro de volta
Entre dezenas de debates inúteis que enchem de som e fúria as redes sociais, onde hoje se localizam as trincheiras da guerra ideológica, está aquele que pretende determinar, afinal de contas, se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha da corrupção. Continue lendo “Um discurso ou o dinheiro de volta”
Oposição com pimenta
Embalada nos 51 milhões de votos do candidato Aécio Neves, a oposição acordou. Exibindo articulação inédita, foi capaz de criar constrangimentos, denunciar manobras e até mesmo impor derrotas, ainda que parciais, à acachapante maioria governista. Incansável, protagonizou uma das mais longas sessões contínuas do Congresso Nacional, expondo chagas que Dilma, mesmo vitoriosa nas urnas, aprofunda em vez de cicatrizar. Continue lendo “Oposição com pimenta”
Um filme de Malick e Jorge Luis Borges
Foi a única vez em que Jorge Luis Borges se zangou com o seu amigo Bioy Casares. De tão irritado, Casares bem gostaria de ter dado um literário murro na mesa. Citara a Borges a mais misantropa das frases – “a cópula e os espelhos são abomináveis porque multiplicam o número dos homens” –, afirmando que a dissera um filósofo de Uqbar, terra misteriosa. Continue lendo “Um filme de Malick e Jorge Luis Borges”
Reviravoltas na LDO
Tive que ler mais de uma vez os comentários sobre o decreto publicado no Diário Oficial da União em 28 de novembro deste ano, no qual dona Dilma, com a tranquilidade dos superpoderosos, condicionou a liberação de verbas extras aos parlamentares que votassem a favor da mudança na LDO. Continue lendo “Reviravoltas na LDO”
O PT perde o monopólio das ruas
Numa república futebolística, a diferença entre o bem e o mal está na cor da camisa que o seu time veste.
Os heróis são os que usam a cor de seu time. Os bandidos, os que vestem a camisa do outro. Continue lendo “O PT perde o monopólio das ruas”
A obsessão do PT
É uma obsessão, uma doença crônica. Não há encontro do PT ou de maioria petista que a tal da regulação da mídia não seja um dos eixos estruturantes das discussões, para não fugir à linguagem que faz sucesso entre esta turma. Continue lendo “A obsessão do PT”
Manoel de Oliveira de calções
Até mesmo Hemingway teve infância. Antes dos touros, dos litros de dry-martinis, de Paris em festa, houve um Ernest antes de haver um Hemingway. Diria mais, ainda o decano de todos os cineastas, o nosso Manoel de Oliveira, não tinha nascido e já Hemingway tinha infância. Continue lendo “Manoel de Oliveira de calções”





