Se Pasadena ofende

Quando a presidente Dilma defenestrou Graça Foster da presidência da Petrobrás e nomeou para o lugar Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, parecia que a maior empresa brasileira, combalida pela roubalheira e a má gestão, estava sendo preparada para disputar o campeonato mundial de transparência. Continue lendo “Se Pasadena ofende”

O avião de Meg Ryan

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O medo de voar fica bem a Meg Ryan. Sem o medo de voar, Meg nunca teria per­dido o pri­meiro namo­rado, em French Kiss. E, se não tivesse feito das tri­pas cora­ção para supe­rar o medo de voar, Meg Ryan nunca teria encon­trado o Kevin Kline expert em vinhos e quei­jos, aven­tu­reiro que dá à sua tez loira um pouco da morena ani­ma­li­dade que bem falta lhe faz. Continue lendo “O avião de Meg Ryan”

“Você disse? Foi mal? Desdiga”

Em 12/8/2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a respeito das revelações sobre o mensalão, declarou em rede nacional estar ciente da gravidade da situação, que se sentia traído e que não tinha nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro: “nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas”.  Continue lendo ““Você disse? Foi mal? Desdiga””

Nunca houve governo tão incompetente (12)

Depois de dez horas de reunião, no sábado 25 de abril de abril, Dilma Rousseff constatou que andava em círculos, sem saber por onde começar o corte de investimentos em obras e a redução dos serviços de manutenção da infraestrutura. Era noite quando despediu-se de ministros e presidentes de bancos federais. Continue lendo “Nunca houve governo tão incompetente (12)”

Mamma mia!

Em março de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou a alcunha de “mãe do PAC” para sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. No palanque montado no Complexo do Alemão, no Rio, Lula anunciou R$ 1 bilhão em obras para as favelas cariocas, a serem tocadas pela gerente implacável – que dois anos e oito meses mais tarde o sucederia no mais alto posto do país. Continue lendo “Mamma mia!”

Lula anda para trás

Pose de galo de briga, tom de desafio e farta distribuição de impropérios aos seus críticos. Nada de novo. No palanque montado pela CUT no 1º de Maio, o que se viu foi mais do mesmo. Lula sendo o Lula que ele crê insuperável. Lula que, diante da elevadíssima conta que tem de si, não percebe – ou faz de conta que não vê – a mudança dos humores em relação a ele e ao PT. Continue lendo “Lula anda para trás”

Herberto e Manoel

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Deu-me para isto, mas não é todos os dias que nos mor­rem Her­ber­tos e Manoéis. Eram tão dife­ren­tes que me ape­te­ceu juntá-los. 

Haverá um arbusto de san­gue nas jovens mulhe­res dos fil­mes de Manoel de Oli­veira? O arbusto fui buscá-lo a um verso de Her­berto que o meu pelo­tão da Escola de Apli­ca­ção Mili­tar de Angola ia mur­mu­rando nos 30 qui­ló­me­tros de mato das mar­chas finais: “Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de som­bra e seu arbusto de san­gue. Com ela encan­ta­rei a noite.” Continue lendo “Herberto e Manoel”