Dê uma volta em qualquer bairro do Rio que você verá placas anunciando a venda, o aluguel, a transferência do ponto comercial: são lojistas angustiados e que não aguentam mais o arrocho da economia e o sumiço dos clientes. Continue lendo “Passa-se o ponto”
Um dia a casa cai
Como nos velhos faroestes, chamaram a Sétima Cavalaria. Ela chegou a galope, Joaquim Levy Mãos de Tesoura, o implacável Chicago Boy, à frente. Continue lendo “Um dia a casa cai”
Luta titânica
Talvez o Brasil esteja virando a página da impunidade, sem que tenhamos plena consciência da enorme dimensão disso.
A grande lição da operação Lava-Jato é essa: a lei vale para todos. E cadeia não foi feita apenas para quem comete crime, é pobre e negro. Continue lendo “Luta titânica”
A perna é melhor que o braço
Um segundo de honestidade pode ser a perdição de qualquer homem. Foi com este princípio filosófico e ético que Preston Sturges escreveu e realizou The Great McGinty. Continue lendo “A perna é melhor que o braço”
Os donos da crise
Salve-se quem puder e como puder. Desde que a Operação Lava-Jato se aproximou de forma incontestável do Planalto e do Congresso Nacional, essa tem sido a regra. Continue lendo “Os donos da crise”
Politeia? Deus permita!
Dona Dilma vive numa bolha… Lá tudo é azul, nada de mal lhe acontece e, quando acontece, ela rapidamente diz que é culpa de terceiros e pronto, está resolvido o impasse. Continue lendo “Politeia? Deus permita!”
O golpe da redenção
“Não se esqueçam, companheiros e companheiras, que gritamos ‘Fora Collor’ e gritamos ‘Fora FHC’. E o ex-presidente Collor saiu da presidência num processo legal, dentro da democracia, e é isso que eles pretendem fazer agora: expelir a Dilma dentro de um processo democrático.” (Rui Falcão, presidente do PT, em ato púbico na Uninove.) Continue lendo “O golpe da redenção”
Má-fé como ideologia
Até os peixes do lago Paranoá sabem que o marco legal do pré-sal engessou a Petrobrás, ao defini-la como única operadora a participar, obrigatoriamente, de todos os consórcios, com um mínimo de 30% dos investimentos. Continue lendo “Má-fé como ideologia”
007 contra Steve Jobs
Já é uma lenda. Imprima-se a lenda. Continue lendo “007 contra Steve Jobs”
Dilma, a insuperável
Aécio Neves deve estar exultante. Desde outubro do ano passado, na quase virada entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, ele não surfava nem mesmo perto do topo da onda. Volta agora sob o patrocínio de Dilma Rousseff, que, relegada ao volume morto, bate boca e dá trela ao rival, abrindo generosos espaços para ser criticada por ele. Em dobro, triplo ou mais. Continue lendo “Dilma, a insuperável”
A palavra empenhada
Palavras no avesso
A palavra pode ser um instrumento poderoso de conhecimento, de mistificação ou de convencimento e persuasão. Continue lendo “Palavras no avesso”
Nervos de aço
Vivemos aqueles dias que se equivalem a vários anos. A crise é de tal ordem que quase todas as previsões são atropeladas pelos fatos, de uma hora para outra. Quem imaginaria, ali por outubro de 2014, que poucos meses depois a proa do navio da presidente Dilma Rousseff estaria submersa? Continue lendo “Nervos de aço”
Mais trevas
No ano de 1970, eu ainda morava em Paris, fugindo da ditadura no Brasil, quando conheci Elia Kazan, um dos maiores diretores do cinema americano no século XX. Uma noite, na casa do jornalista Michel Ciment (biógrafo de Kazan), o cineasta nos anunciou que havia sido convidado, por uma universidade de São Paulo, a passar uns dias na cidade exibindo seus filmes e dando palestras para os estudantes. Continue lendo “Mais trevas”
Quem quer filmar Kant?
Com despudor e venialidade, em crónica anterior, exibi a língua de Sarita Montiel. Uma língua, por elástica que seja, não é, dizem-me, assunto nobre. Vinha penitenciar-me e tropeço em Immanuel Kant. Continue lendo “Quem quer filmar Kant?”


