Com apenas uma frase – “essa brincadeira da desoneração custa R$ 25 bilhões por ano, não tem criado e nem sequer protegido empregos” –, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu fazer o que a oposição nem tentou ousar. Continue lendo “Levy põe PT e oposição no divã”
A Dama de Xangai
Honesto à sua maneira, bruto como as casas, Harry Cohn era o boss da Columbia, o estúdio de Rita Hayworth. A falsa ruiva era a sua pérola. Tinha aquela cabeça rubra toda em fogo, um corpo de fazer Nosso Senhor sair da cruz, e uma forma de dançar que fazia de qualquer homem um Herodes. Continue lendo “A Dama de Xangai”
O piano de cauda
Você prestou atenção nas palavras de Lula no inacreditável encontro petista com o objetivo insidioso de salvar a Petrobras: “A nossa companheira Dilma Rousseff tem que deixar o negócio da Petrobrás para a Petrobrás, a corrupção para o ministro da Justiça ou para a Polícia Federal. A Dilma tem que levantar a cabeça e dizer eu ganhei as eleições.”? Continue lendo “O piano de cauda”
Os donos do petróleo
Há alguma coisa sobrevoando a Operação Lava Jato e não são aviões de carreira, como se dizia antigamente. Continue lendo “Os donos do petróleo”
Aos mandantes e beneficiários, a liberdade
Nunca houve portugueses carecas
Não gosto de tipos que se levam muito a sério, tipos de ar compungido a quem, certamente, mas também não quero ir ver, não cabe um feijão no apertado lugar onde o sol não brilha. Continue lendo “Nunca houve portugueses carecas”
Dilma, 4.435 dias depois
Depois de dois meses se escondendo de jornalistas, a presidente Dilma Rousseff falou. E até sobre a roubalheira na Petrobras. Suas palavras foram muito além das sandices de que a corrupção na estatal só existe agora porque FHC não apurou e não puniu um funcionário da empresa há 20 anos, ou da velha lengalenga do engavetador-geral da República. Continue lendo “Dilma, 4.435 dias depois”
A marcha da verdade
Hesitei em deixar a bela frase de Émile Zola no original. Mas se o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, pode usar a elegante língua francesa, por que eu não poderia? Às favas com os escrúpulos e copio o que Zola disse quando tomou a si a defesa de Alfred Dreyfuss: “La vérité est en marche et rien ne l’arrêtera”. Continue lendo “A marcha da verdade”
As fantasias da Petrobrás
A melhor defesa é o ataque. Essa velha máxima futebolística adaptada à política começou a ser aplicada pela galera petista nas redes sociais e nos outros meios ao seu alcance na estratégia para tentar diminuir os danos do escândalo da Petrobrás. Continue lendo “As fantasias da Petrobrás”
Reforma política alça vôo
Cobrar da presidente Dilma Rousseff um projeto amplo para o Brasil, fiscalizar com rigor os desmandos do executivo e ajudar a reformar o que precisa ser ajustado no país. Esta é a agenda, necessária e urgente, para a qual o Parlamento tem de dar resposta e que impõe ao Congresso Nacional a necessidade de mudança. Continue lendo “Reforma política alça vôo”
Eduardo Cunha tira a fantasia
As sucessivas derrotas que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), impôs a Dilma Rousseff e ao PT subiram-lhe à cabeça. E, pelo jeito, de forma aguda. Continue lendo “Eduardo Cunha tira a fantasia”
O banho nem sempre é uma limpeza
O assassínio no banho é uma invenção de Hitchcock. No século XVIII, o pintor David imortalizara o revolucionário Marat, mostrando-o a sangrar na banheira onde sossegava a comichão de um eczema contra-revolucionário. Marat está no banho, bem morto e esfaqueado.
Que forrobodó!
Talvez forrobodó seja palavra antiga para quem nasceu neste século, mas para os mais velhos é gíria comum, que descreve à perfeição a situação em que nos encontramos. Nos bons dicionários o leitor encontra o significado do brasileiríssimo forrobodó: farra; troça; confusão; desordem… Continue lendo “Que forrobodó!”
O que será, que será…
“O que será, que será, que andam sussurrando em versos e trovas / que anda nas cabeças, anda nas bocas…”
Continue lendo “O que será, que será…”
Nunca houve governo tão incompetente (4)
Fevereiro vem impondo duro choque de realidade a quem ainda não se dera conta da extensão do despreparo da presidente Dilma para enfrentar a grave conjunção de crises com que agora se depara. Continue lendo “Nunca houve governo tão incompetente (4)”



