A saúde do governo

Com média de 5,47 no IDSUS, novo índice criado pelo governo para avaliar o Sistema Único de Saúde, o atendimento público à saúde dos brasileiros agoniza. Menos de 2% da população têm serviços avaliados acima de 7. Mais de 20% amargam o descaso absoluto. E não passam de razoável os cuidados com os 73% restantes. Bom mesmo, estamos em falta. Ótimo, nem sonhar. Continue lendo “A saúde do governo”

Eu, Polidoro

“Eu, Polidoro.” Essas eram as primeiras palavras de um texto curto que eu teria de dizer. Depois eu morria. Acho que minha magreza naqueles tempos inspirou meus colegas a me indicarem para o papel na peça dirigida pelo professor Ítalo Mudado. Continue lendo “Eu, Polidoro”

Na hora de chutar o pênalti, vamos escolher quem?

Tento olhar para a frente – não para trás. O que veio atrás, todo o processo até aqui, tudo é um horror. Mas tento ver o momento, e o futuro próximo. Hoje, há três pessoas disputando a indicação do PSDB para ser o candidato a prefeito de São Paulo. Continue lendo “Na hora de chutar o pênalti, vamos escolher quem?”

Seu Villas, Seu Sardenberg, Seu Graciliano e as palavras

Vejo nos jornais de hoje que Alberto Villas, jornalista de primeira, está para lançar o Pequeno Dicionário da Língua Morta. Segundo notinha da coluna do Ancelmo Gois no Globo, o livro “trará palavras hilárias e curiosas que caíram em desuso, como… ‘xumbrega’, cuja origem remonta a 1600 e que significa ‘coisa ruim, feia, mal-acabada’”. Continue lendo “Seu Villas, Seu Sardenberg, Seu Graciliano e as palavras”

Feliz 2014

Carnaval festejado, a Copa do Mundo voltará ao centro das atenções. A Câmara dos Deputados deve reiniciar a apreciação da Lei Geral da Copa, com falsas polêmicas como bebida alcoólica nos estádios e meia-entrada para estudantes e idosos. Continue lendo “Feliz 2014”

As lágrimas de Fuller

Um carteirista é o seu melhor herói. Precisávamos de um herói que tivesse o orgulho que Richard Widmark tem nos seus dedos. Nem mesmo Maria João Pires tem os dedos desse herói de Samuel Fuller ou o seu profissionalismo amoral. Orgulhamo-nos demasiado das nossas paixões. Talvez devêssemos ter vaidade numa calculada frieza. Continue lendo “As lágrimas de Fuller”

Samba do crioulo doido

O casamento entre a princesa Leopoldina e Tiradentes, que acaba em proclamação da escravidão – paródia do jornalista Sérgio Porto na sua genial encarnação como Stanislaw Ponte Preta – é fichinha perto da balbúrdia da política paulistana, essa sim, o expoente do samba do crioulo doido que se esparrama pelo país. Continue lendo “Samba do crioulo doido”