Nestes últimos dias, em que o país assistiu ao espetáculo escandaloso, obsceno, encenado nos jardins da mansão de Paulo Maluf, e muita atenção era dada à Rio+20 – que alguém chamou, com perfeição, de Rio Menos 20 -, passou praticamente despercebida uma outra má notícia: o governo Dilma Rousseff criou mais uma estatal. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (56)”
Vale tudo
Criado para democratizar o processo eleitoral, permitindo a todos os partidos e candidatos acesso à comunicação de massa, o horário eleitoral obrigatório de rádio e TV há muito conspira contra a sua inspiração original. Continue lendo “Vale tudo”
O direito de ser feliz
O vinho desce suavemente pela garganta e a voz de Alaíde Costa inebria mais que o álcool. Os dois, delicadamente, vêm me aquecer nesta noite de inverno. Se bem que nem inverno oficial é, mas o que o corpo sente e o termômetro indica me faz prever que o frio veio para ficar. Continue lendo “O direito de ser feliz”
Uma carta para Greta Garbo
A mulher muito bela pode ser uma lua cheia de solidão. Um dia, veio à América o verdadeiro casal real britânico, Vivien Leigh e Laurence Olivier. Hollywood queria que Leigh fosse a Scarlett de E Tudo o Vento Levou. Continue lendo “Uma carta para Greta Garbo”
O mensalão e o senso de medida
Existem mais mistérios entre José Dirceu e o mensalão do que sonha nossa vã filosofia. Continue lendo “O mensalão e o senso de medida”
Esperanto? Pra quê? (2) Correspondendo-se…
Um costume muito difundido antigamente e que está perdendo terreno nas relações humanas é o da correspondência. As causas são fartamente apontadas: viaja-se com mais frequência, o telefone contacta imediatamente, falta tempo para dedicar-se a esta tarefa de um aprofundamento suave e perene. Continue lendo “Esperanto? Pra quê? (2) Correspondendo-se…”
Crime barato
Em um país em que há iguais menos iguais, onde alguns não são pessoas comuns, como, didaticamente, explicou o ex-presidente Lula ao defender, em 2009, o senador José Sarney dos crimes de nepotismo e de edição de atos secretos, leis são utensílios descartáveis. Leis eleitorais, então, passam longe dos candidatos poderosos e dos coronéis da vez. Continue lendo “Crime barato”
O Independência é verde e branco
Os meninos tinham 12 anos e isso se passou há cem, na cidade que fora inaugurada há apenas quinze. 1912, rua dos Timbiras, entre as ruas da Bahia e Espírito Santo. Queriam fundar um time de futebol para organizar o que faziam informalmente em suas brincadeiras com a bola no pé e o desejo de gols. Continue lendo “O Independência é verde e branco”
Uma Europa edénica, lúbrica
Olho para a nossa Europa, a Europa da férula Merkel e sai-me a improvável lembrança de Marilyn, da nua foto do calendário. Desempregada, quando Marilyn fez a foto não tinha fama nem carreira, só mesmo a sua enxuta nudez. Continue lendo “Uma Europa edénica, lúbrica”
Sinais de democracia adolescente
As prévias eleitorais são instrumentos inestimáveis de democracia interna dos partidos. São indispensáveis para dar voz à militância e permitir que os escolhidos representem a vontade da maioria. Continue lendo “Sinais de democracia adolescente”
Más notícias do país de Dilma (55)
Em nove anos e quase meio de governo, a única coisa positiva que o lulo-petismo fez para a economia do país foi abandonar tudo o que o partido dizia defender e, ao menos nos sete primeiros anos, não mexer nos rumos traçados no período anterior a janeiro de 2003. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (55)”
Esperanto? Pra quê? (1) Viajando…
Se você programar uma longa viagem pelo Brasil, poderá encontrar diversos problemas; um deles, porém, que costuma afligir turistas, não acontecerá nessa viagem: o da língua. Continue lendo “Esperanto? Pra quê? (1) Viajando…”
Histórias de viagens, Nat e Ray
O nosso amigo Valdir Sanches, talvez sem que ele saiba, foi um dos meus professores. Não que eu tenha aprendido muito com ele – não me atrevo a dizer isso, pois ainda me considero aprendiz – mas ele, através de seus textos, me ensinou a conversar com o leitor. Pois o Valdir, já há um bom tempo, vem me cobrando histórias que aconteceram nos bastidores das minhas matérias. Continue lendo “Histórias de viagens, Nat e Ray”
A Transilvânia paulista
Há bom tempo, escrevi uma história sobre um repórter a quem o jornal destinara um foca. O profissional experiente deveria ensinar o principiante. O foca passou a ser sua sombra. Continue lendo “A Transilvânia paulista”
A obsessão de Lula
Em junho de 2005, quando o escândalo do mensalão tornou-se uma ameaça real para o então presidente Lula, os jardins de Paris foram escolhidos para encenar a ficção de defesa dele e dos seus. Continue lendo “A obsessão de Lula”

