Longe do ringue desde o quase nocaute desferido pelo escândalo Rosemary Noronha, e mais sumido ainda depois das manifestações juninas, o ex-presidente Lula reapareceu. E, ainda que zonzo, sentindo o golpe de não ser mais a voz máxima das ruas, reencontrou-se com o seu melhor estilo: o de reinventar a história. Continue lendo “Lula de volta”
O pequeno tomateiro
É preciso prestar atenção às pequenas coisas que acontecem ao nosso redor. Não é só uma homenagem à vida, mas uma maneira de se integrar ao que há de natural e surpreendente no chão que pisamos, na beleza eterna do que nos envolve desde o dia em que nascemos. Continue lendo “O pequeno tomateiro”
Dinheiro e arte
O produtor Samuel Goldwyn nunca imaginou que do ameno céu de Los Angeles desabasse uma tempestade daquelas. Fizera o melhor, como a tanto o obrigava dinheiro e arte. Vira uma peça da escritora comunista Lillian Hellman e gostou. Continue lendo “Dinheiro e arte”
Fia-te na Virgem e não corras…
Começo por um erro grave, ensinar o Pai Nosso ao Vigário, e que Vigário! Logo o Vigário de Cristo.
Mas como eu o tenho como Papa, ou seja, o representante de Deus Pai aqui na Terra, ele há de me ter como sua filha e os filhos devem honrar e zelar por seus pais. É o que faço neste momento. Continue lendo “Fia-te na Virgem e não corras…”
Um ruidoso silêncio
A voz das ruas às vezes é tão rouca que fica difícil entendê-la. Continue lendo “Um ruidoso silêncio”
Más notícias do país de Dilma (108)
O governo que está aí tem um lado barata tonta, um lado avestruz e um lado de cachorro chato.
Como cachorro chato, late demais. A cada dia tem um discurso ou uma entrevista da presidente ou de alguém da equipe econômica falando, falando, falando, prometendo, garantindo que está tudo bem e vai ficar melhor ainda, apresentando novos projetos, planos disso, planos daquilo, Bolsa disso, Bolsa daquilo. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (108)”
Morando bem no olho do furacão
Patrícia Nogueira Rocha, tradutora, viajada, gosta de morar na Avenida Paulista. Está no olho do furacão. A Parada Gay parte a um quarteirão de seu apartamento. O show do réveillon acontece do outro lado, a meio quarteirão. Continue lendo “Morando bem no olho do furacão”
Dúvidas metafísicas sobre os discos
Há semanas vinha pensando vagamente em escrever – mais uma vez – sobre isso que agora se chama suporte físico. Continue lendo “Dúvidas metafísicas sobre os discos”
De Madeleine Peyroux para a minha geração
Madeleine Peyroux dedica seu disco de 2012, The Blue Room, à sua mãe. Está na terceira página do rico encarte do CD; a capa do encarte é a reprodução exata da capa do disco; na página 2 há uma foto da cantora, um big close-up que mostra seu rosto entre as sobrancelhas e a boca; a página 3 é toda negra, com as palavras “for Mom” em caixa alta, em azul. Continue lendo “De Madeleine Peyroux para a minha geração”
Os donos do povo
Donos das ruas, dos movimentos sociais, da esquerda, do “progressismo” e do “politicamente correto”, o PT e seu governo se vêem cada vez mais enrascados por atos que chamam de espontâneos, que repudiam seus cabrestos. Continue lendo “Os donos do povo”
O povo já falou
Depois dizem que ouviram a voz dos brasileiros que, entoando hinos ao Brasil, clamaram contra a situação do cotidiano de todos. Queremos melhor saúde, melhor educação e transporte, mais segurança. Continue lendo “O povo já falou”
As gravuras rupestres de Hitchcock
Nunca fui a Altamira ou às grutas de Chauvet. Talvez Hitchcock tenha visitado esses museus rupestres de touros e felinos. Talvez a cruel inocência dos seus olhos de filho de merceeiro inglês se tenha espantado com as pinturas de leões e bisontes. Continue lendo “As gravuras rupestres de Hitchcock”
Fusa, semifusa e confusa
Noutro dia escrevi um artigo no qual falava em William Waack e seu programa na Globo News, Painel. Hoje, abro este texto comentando sobre sua firme mediação em um debate que houve nesta última Flip. Continue lendo “Fusa, semifusa e confusa”
Assessores? Tratar no Planalto
Dilma foi mal assessorada na questão da Constituinte exclusiva para a reforma política e por isso ela voltou atrás e resolveu trocar tudo por um plebiscito. Continue lendo “Assessores? Tratar no Planalto”
Más notícias do país de Dilma (107)
O governo lulo-petista gosta de se definir como “popular”. Boa parte dos próceres do Partido dos Trabalhadores se diz socialista. São noções bastantes estranhas: na prática, nestes dez anos de governo lulo-petista, o governo vem agindo como um Robin Hood às avessas: tira dinheiro dos pobres, dos trabalhadores, da classe média, dos pequenos empresários, para concentrá-lo na mão de umas poucas empresas bilionárias. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (107)”


