Se repararem bem, ela está lá. A lingerie é de seda vermelha, collants pescadores de rede vermelha também, uns vermelhíssimos sapatos Manolo Blahniks que, calçasse-os Dorothy, e outra teria sido a sua conversa com o feiticeiro de Oz. Continue lendo “Não é bem a história do Capuchinho Vermelho”
Paúra no “clube” dos políticos
Ainda que pelo avesso, Dilma Rousseff acertou uma. Depois da prisão de alguns dos donos do dinheiro – grandes empreiteiros que pagaram propinas a operadores da Petrobras –, o Brasil definitivamente não será o mesmo. Continue lendo “Paúra no “clube” dos políticos”
O X da questão
Durante os oito anos de seu governo, palanque sim, palanque não, ao mencionar sua maior criação, a herança maldita, Lula criticava a audácia de FHC em querer trocar para Petrobrax o nome de nossa maior empresa. Continue lendo “O X da questão”
Em busca da agenda perdida
O governo Dilma não terminou o período velho e nem começou o novo. Para ocupar o vácuo, as escavações chegam ao pré-sal da corrupção petroleira, de onde jorram cifras espantosas de dinheiro desviado ou para bolsos particulares ou para siglas partidárias entre as quais os cargos diretivos da maior empresa brasileira foram loteados como sesmarias. Continue lendo “Em busca da agenda perdida”
Venezuela cerrada, Guiana open
LETHEM, REPÚBLICA DA GUIANA – O motorista de primeira viagem estranha ao dar de cara com a mudança logo depois da ponte Olavo Brasil, construída sobre o Tacutu, rio que demarca a fronteira entre Brasil e a Guiana. No fim da cabeceira, dentro do território guianense, o trânsito muda de mão, com tráfego pela esquerda, coisa que a grande maioria dos roraimenses (e dos demais brasileiros) só conhece pela TV e pelo cinema. Continue lendo “Venezuela cerrada, Guiana open”
A mulher estrangulada
Deus é um despesista. Fez o mundo em sete dias. Devia era aprender com Edgar G. Ulmer, que fazia filmes em seis dias. O problema de Deus é não ser um cineasta alemão. Tivesse Ele sido assistente de Murnau e de Lang, haveria mulheres na Lua e nas florestas do mundo outros tabus cantariam. Continue lendo “A mulher estrangulada”
Ao diabo não se diz amém
Não é a primeira e por certo não será a última vez que o governo Dilma Rousseff transfere para outros a tarefa de corrigir os males provocados por um dever de casa que ela não fez. Mas nunca antes da história deste país um governo foi tão longe: quer aprovar uma lei para descumprir a lei. Continue lendo “Ao diabo não se diz amém”
Água
É conhecido o que acontece quando enfileiramos as peças de um jogo de dominó e depois damos um piparote na primeira. Continue lendo “Água”
O diabo veio para ficar
Numa campanha eleitoral “a gente faz o diabo”, mas o que não contaram é que, depois da campanha, já eleitos, o diabo continuaria sendo feito. Continue lendo “O diabo veio para ficar”
Dias piores virão
Reajuste dos combustíveis e das tarifas de energia elétrica, alta de juros, suspensão de créditos subsidiados. Tudo feito de pronto. Até cortes em salvaguardas trabalhistas, que na campanha a presidente reeleita jurava de pés juntos que não faria e acusava seu adversário de querer fazer, estão por vir. Continue lendo “Dias piores virão”
O comunista inveterado
Tinha uma cabeçada demolidora. Lisboa já não seria bem um pátio das cantigas. Mas ainda havia restos de Vascos Santanas nas leitarias de Alcântara e nas tascas da Madragoa. O atávico leão da Estrela já era. Lisboa tinha agora um SLB campeão europeu que pintava a cidade de vermelho. Continue lendo “O comunista inveterado”
O cinema e o Muro
Poucos acontecimentos da História da humanidade são tão importantes quanto a queda do Muro de Berlim, exatos 25 anos atrás. Um quarto de século! Continue lendo “O cinema e o Muro”
Amor e horror na Berlim da Guerra Fria
Em O Inocente ou O Relacionamento Especial, Ian McEwan conta uma história de amor e horror passada no auge e no coração da Guerra Fria. A época é 1955 e 1956, o cenário é Berlim, a cidade dividida então em quatro setores, cada um controlado por uma das maiores potências que haviam derrotado o nazismo uma década antes, em 1945 – Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, do lado ocidental, e União Soviética, do lado oriental. Continue lendo “Amor e horror na Berlim da Guerra Fria”
Cerrado. Gracias y adiós
SANTA ELENA DE UAIRÉN, VENEZUELA – As ruas desta pequena cidade venezuelana, a primeira depois da fronteira, já não são mais o calçadão de milhares de roraimenses, a maioria dos frequentadores dos seus supermercados e de todo tipo de loja. A grande variedade de produtos importados, que faziam a festa dos que se aproveitavam dos preços e das facilidades do comércio formiga, sumiu. Principalmente os itens básicos de alimentação, higiene e limpeza, agora proibidos para os estrangeiros. Continue lendo “Cerrado. Gracias y adiós”
Vai doer em quem?
O leitor leu a íntegra da resolução aprovada pela Executiva do PT em 3 de novembro? Não leu? Então leia, mas cuidado, vai doer. A reunião do Diretório será nos dias 28 e 29 de novembro, mas ansiosos para continuar em sua caminhada em direção a um governo sempiterno, o PT propõe que certas resoluções sejam tomadas de imediato. Continue lendo “Vai doer em quem?”


