Quando cheguei a Roraima, em fevereiro de 1984, o então território federal tinha como governador o general Arídio Martins de Magalhães, indicado pelo Ministério do Interior e nomeado pelo presidente da Republica. A polarização política se dividia entre o PDS e o PMDB. Continue lendo “O dia em que Joãozinho conheceu o doutor Ulysses”
Oposição com pimenta
Embalada nos 51 milhões de votos do candidato Aécio Neves, a oposição acordou. Exibindo articulação inédita, foi capaz de criar constrangimentos, denunciar manobras e até mesmo impor derrotas, ainda que parciais, à acachapante maioria governista. Incansável, protagonizou uma das mais longas sessões contínuas do Congresso Nacional, expondo chagas que Dilma, mesmo vitoriosa nas urnas, aprofunda em vez de cicatrizar. Continue lendo “Oposição com pimenta”
Um filme de Malick e Jorge Luis Borges
Foi a única vez em que Jorge Luis Borges se zangou com o seu amigo Bioy Casares. De tão irritado, Casares bem gostaria de ter dado um literário murro na mesa. Citara a Borges a mais misantropa das frases – “a cópula e os espelhos são abomináveis porque multiplicam o número dos homens” –, afirmando que a dissera um filósofo de Uqbar, terra misteriosa. Continue lendo “Um filme de Malick e Jorge Luis Borges”
Reviravoltas na LDO
Tive que ler mais de uma vez os comentários sobre o decreto publicado no Diário Oficial da União em 28 de novembro deste ano, no qual dona Dilma, com a tranquilidade dos superpoderosos, condicionou a liberação de verbas extras aos parlamentares que votassem a favor da mudança na LDO. Continue lendo “Reviravoltas na LDO”
O PT perde o monopólio das ruas
Numa república futebolística, a diferença entre o bem e o mal está na cor da camisa que o seu time veste.
Os heróis são os que usam a cor de seu time. Os bandidos, os que vestem a camisa do outro. Continue lendo “O PT perde o monopólio das ruas”
Nojo da Eletropaulo
Consumidor no Brasil sofre. Consumidor da Eletropaulo, então, esse sofre demais. Continue lendo “Nojo da Eletropaulo”
Self-service vipíssimo
No self-service de Dalgas Frisch, bem-te-vi come arroz cozido na hora, com sal a gosto. Tico-tico prefere alpiste, e dispensa o pão (que afinal é comida de pardal). E sabiá fica no arroz, mas não rejeita uma boa fruta. Continue lendo “Self-service vipíssimo”
A obsessão do PT
É uma obsessão, uma doença crônica. Não há encontro do PT ou de maioria petista que a tal da regulação da mídia não seja um dos eixos estruturantes das discussões, para não fugir à linguagem que faz sucesso entre esta turma. Continue lendo “A obsessão do PT”
Manoel de Oliveira de calções
Até mesmo Hemingway teve infância. Antes dos touros, dos litros de dry-martinis, de Paris em festa, houve um Ernest antes de haver um Hemingway. Diria mais, ainda o decano de todos os cineastas, o nosso Manoel de Oliveira, não tinha nascido e já Hemingway tinha infância. Continue lendo “Manoel de Oliveira de calções”
Memória
O discurso de dona Dilma no dia de sua reeleição já era um tanto ou quanto diferente das palavras que proferiu em sua já tristemente célebre campanha eleitoral. Continue lendo “Memória”
Que coelho sairá dessa cartola?
Você pode acreditar em Gilberto Carvalho e achar que Joaquim Levy jogou fora todas as suas convicções e resolveu aderir ao “programa histórico do PT”, mesmo que isso seja como acreditar em mula sem cabeça ou em discos voadores pilotados por ETs. Continue lendo “Que coelho sairá dessa cartola?”
De volta ao passado
Quem apostou suas fichas no mantra “governo novo, ideias novas”, pode perder as esperanças. Pelo andar da carruagem, o movimento do governo Dilma se dará no sentido contrário, ou seja, um mergulho no passado em busca do modelo que assegurou os anos de bonança do governo Lula. Continue lendo “De volta ao passado”
Sir Paul: 1.000!
À minha direita tinha uma moça nascida cinco anos depois do fim dos Beatles. Quando Paul lançou Band on the Run, com sua segunda banda, em 1973, a mãe da moça e eu nos preparávamos para nos casarmos. À minha esquerda estava um casal que eu nunca tinha visto na vida, e com certeza jamais vou voltar a ver – um casal simpaticíssimo, aí na faixa dos 30 anos de idade. Continue lendo “Sir Paul: 1.000!”
Infra para ver Sir Paul: 0
A fila era imensa. Se bifurcava, se dividia em duas! Hordas de Gérsons, de brasileiros espertos, furavam a fila em vários lugares, em especial ali, na bifurcação, na esquina de Avenida Antártica com a Rua Padre Antônio Tomás – e não havia ninguém, absolutamente ninguém, para organizar a zorra. Continue lendo “Infra para ver Sir Paul: 0”
Emmylou conta a tragédia de Lillian
A história de Lillian, moça pobre do interiorzão bravo, daquele lugar de fim de mundo de terra vermelha, é triste a não mais poder. É uma daquelas histórias de gente que não teria saída nenhuma na vida mesmo – estava fadada a ser tragédia. Continue lendo “Emmylou conta a tragédia de Lillian”



