Ainda que por linhas tortas

A autorização para o início do trâmite de um dos 34 pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolados na Câmara dos Deputados já deveria ter sido dada há tempos. Até porque não há motivo algum para que o Legislativo fique oficialmente excluído de um debate que o país inteiro trava há mais de 10 meses. Seja para afastá-la ou mantê-la. Continue lendo “Ainda que por linhas tortas”

Não era assim que deveria ser. Mas que venha o processo

É claro, é óbvio que não era assim que eu gostaria que a Câmara dos Deputados iniciasse um processo de impeachment contra Dilma Rousseff – por decisão de Eduardo Cunha, um sujeito que não tem moral, todos sabemos, para ser síndico de seu prédio. Continue lendo “Não era assim que deveria ser. Mas que venha o processo”

A mercearia de Scorsese

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Na minha rua da Vila Alice, em Luanda, havia três mer­ce­a­rias. Mas só a do Senhor Manel se podia gabar de ser o espe­lho bor­ge­si­ano das mer­ce­a­rias do Bronx Tale, gen­til filme que Robert De Niro diri­giu, ou das que Phi­lip Roth evoca em roman­ces abu­si­va­mente autobiográficos. Continue lendo “A mercearia de Scorsese”

Não, as instituições não vão bem

Motivo de loas ao vigor das instituições, a ordem de prisão do petista e líder do governo Delcídio do Amaral, expedida pelo Supremo, escancarou exatamente o inverso: o avanço da deterioração do Estado brasileiro. Rouba-se, saqueia-se, extorque-se em todo lugar. Nada funciona, exceto o poder de polícia – ações pontuais da Justiça, do Ministério Público e da PF. Continue lendo “Não, as instituições não vão bem”

Uma simples, delicada, suave canção de amor

Uma das músicas de Bob Dylan de que mais gosto, não canso nunca de ouvir, e ao contrário, tenho grande prazer a cada vez que ela surge no iPod durante uma caminhada, ou em casa mesmo, não é uma canção revolucionária, de protesto contra a injustiça social, a indústria armamentista, ou sobre o medo da bomba atômica, do apocalipse, do armagedon. Continue lendo “Uma simples, delicada, suave canção de amor”

A força da toga

Tenho um grande amigo, aposentado do Ministério Público do Rio de Janeiro que, na época do mensalão, ao ouvir um bate-papo entre sua mulher e eu, nos interrompeu ao ouvir as duas confessar que não confiávamos nos ministros nomeados pelo Lula e pela Dilma, tal nossa decepção com o PT:

“Isso é porque vocês não conhecem a força da toga”. Continue lendo “A força da toga”

A quem interessa?

Que o Brasil não é para principiantes já tínhamos sido avisados por Tom Jobim.

Mas nem o genial autor de “Garota de Ipanema” seria capaz de imaginar que chegaríamos a tanto, mesmo num país que, segundo ele, costuma estar “de cabeça para baixo”. Continue lendo “A quem interessa?”

Jihadismo petista

Palco para o ex Lula repetir o papel de vítima que desempenha cada vez com maior desenvoltura, a abertura do 3º Congresso Nacional da Juventude Petista foi uma ode à desfaçatez. Na plateia, gritos de “Fora Levy” e “Fora Cunha” competiam com o falso didatismo de Lula, que tentava insuflar a galera contra a oposição e a mídia. Continue lendo “Jihadismo petista”