A autorização para o início do trâmite de um dos 34 pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolados na Câmara dos Deputados já deveria ter sido dada há tempos. Até porque não há motivo algum para que o Legislativo fique oficialmente excluído de um debate que o país inteiro trava há mais de 10 meses. Seja para afastá-la ou mantê-la. Continue lendo “Ainda que por linhas tortas”
Não era assim que deveria ser. Mas que venha o processo
É claro, é óbvio que não era assim que eu gostaria que a Câmara dos Deputados iniciasse um processo de impeachment contra Dilma Rousseff – por decisão de Eduardo Cunha, um sujeito que não tem moral, todos sabemos, para ser síndico de seu prédio. Continue lendo “Não era assim que deveria ser. Mas que venha o processo”
Omissão e cumplicidade
A menos de uma semana para a eleição venezuelana, Nicolás Maduro ganhou um presentaço. Lá de Paris, Dilma Rousseff se apressou em declarar que não há razões para se aplicar a cláusula democrática e excluir a Venezuela do Mercosul. Continue lendo “Omissão e cumplicidade”
A mercearia de Scorsese
Na minha rua da Vila Alice, em Luanda, havia três mercearias. Mas só a do Senhor Manel se podia gabar de ser o espelho borgesiano das mercearias do Bronx Tale, gentil filme que Robert De Niro dirigiu, ou das que Philip Roth evoca em romances abusivamente autobiográficos. Continue lendo “A mercearia de Scorsese”
Não, os políticos não são todos iguais
Um dos conceitos mais estúpidos, e mais prejudiciais ao desenvolvimento de uma sociedade anda, infelizmente, cada vez difundido no país: o de “todo político é igual”.
“É tudo farinha do mesmo saco.” Continue lendo “Não, os políticos não são todos iguais”
Não, as instituições não vão bem
Motivo de loas ao vigor das instituições, a ordem de prisão do petista e líder do governo Delcídio do Amaral, expedida pelo Supremo, escancarou exatamente o inverso: o avanço da deterioração do Estado brasileiro. Rouba-se, saqueia-se, extorque-se em todo lugar. Nada funciona, exceto o poder de polícia – ações pontuais da Justiça, do Ministério Público e da PF. Continue lendo “Não, as instituições não vão bem”
Uma simples, delicada, suave canção de amor
Uma das músicas de Bob Dylan de que mais gosto, não canso nunca de ouvir, e ao contrário, tenho grande prazer a cada vez que ela surge no iPod durante uma caminhada, ou em casa mesmo, não é uma canção revolucionária, de protesto contra a injustiça social, a indústria armamentista, ou sobre o medo da bomba atômica, do apocalipse, do armagedon. Continue lendo “Uma simples, delicada, suave canção de amor”
A força da toga
Tenho um grande amigo, aposentado do Ministério Público do Rio de Janeiro que, na época do mensalão, ao ouvir um bate-papo entre sua mulher e eu, nos interrompeu ao ouvir as duas confessar que não confiávamos nos ministros nomeados pelo Lula e pela Dilma, tal nossa decepção com o PT:
“Isso é porque vocês não conhecem a força da toga”. Continue lendo “A força da toga”
A quem interessa?
Que o Brasil não é para principiantes já tínhamos sido avisados por Tom Jobim.
Mas nem o genial autor de “Garota de Ipanema” seria capaz de imaginar que chegaríamos a tanto, mesmo num país que, segundo ele, costuma estar “de cabeça para baixo”. Continue lendo “A quem interessa?”
O 13 e o pecado da soberba demais
Aí vão opiniões, questões, emoções, citações, transcrições sobre a quarta-feira, 25 de novembro de 2015, o dia em que pela primeira vez na História um senador da República foi preso. Continue lendo “O 13 e o pecado da soberba demais”
Marina e as verduras
Marina pediu que o vovô desse o jantar, nesta terça-feira. Não é o normal. Em 99% das vezes, pede a vovó. E está certíssima, porque a avó é muito mais jeitosa do que eu. Continue lendo “Marina e as verduras”
Nada é para sempre
Nenhuma onda é definitiva. Mais dia, menos dia, todas elas passam, como acaba de descobrir a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Na América do Sul foi sempre assim. Continue lendo “Nada é para sempre”
Cortavam nos beijos e na boa perna
No fim da minha última crónica, Estaline queria matar John Wayne e Hitler tinha ao colo os sete anões de Disney. Dzia eu: aos ditadores fascistas e comunistas une-os o gosto pelo cinema. Americano, claro. Continue lendo “Cortavam nos beijos e na boa perna”
E o Lula lá gosta de peras?
A melhor coisa da entrevista que o Lula deu ao Roberto D’Ávila para a Globo News foi como sempre é, nos programas desse jornalista, o próprio entrevistador. Bonito, elegante, educado, inteligente, sabe perguntar e sabe ouvir, o que é, evidentemente, vital para um entrevistador. Continue lendo “E o Lula lá gosta de peras?”
Jihadismo petista
Palco para o ex Lula repetir o papel de vítima que desempenha cada vez com maior desenvoltura, a abertura do 3º Congresso Nacional da Juventude Petista foi uma ode à desfaçatez. Na plateia, gritos de “Fora Levy” e “Fora Cunha” competiam com o falso didatismo de Lula, que tentava insuflar a galera contra a oposição e a mídia. Continue lendo “Jihadismo petista”



