Com a descupinização fase 2 (sala e corredor), e a necessidade de tirar tudo das estantes grudadas nas paredes, estou me iniciando na nobre arte do desapego. Continue lendo “Já que é inevitável, algum bom humor, vai”
Indiana Jones e o Reino dos Suportes Físicos
Valdir, caríssimo,
Tá dureza retomar a vida depois de 16 dias fora de casa. Tá tudo um caos. Continue lendo “Indiana Jones e o Reino dos Suportes Físicos”
A sereia e o mar
Desfeito o mistério da odisséia de Luciano Huck. Desde quinta-feira passada, quando o barômetro político Estadão-Ipsos apontou o apresentador com 60% de aprovação, o mundo político entrou em ebulição. Consolidava-se ali um possível candidato com potencial para romper a polarização Lula-Bolsonaro e liderar a tão sonhada, pelos brasileiros, renovação política. Continue lendo “A sereia e o mar”
De novo: quem quebrou o Brasil foi Dilma Rousseff
O Brasil é um país abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza, em que “a cada 15 anos se esquece dos últimos 15 anos”, como diziam Jorge Ben e na segunda parte Ivan Lessa. Continue lendo “De novo: quem quebrou o Brasil foi Dilma Rousseff”
Está melhorando (21)
Nos últimos dias – como, aliás, vem acontecendo há várias semanas -, os jornais trouxeram ótimas notícias sobre a economia brasileira.
* A inflação medida pelo IPCA-15, o índice que é uma prévia da inflação oficial mensal, segundo o IBGE, subiu 2,58% no acumulado de 11 meses em 2017 – o menor valor dos últimos 19 anos. Quando Dilma Rousseff foi afastada da Presidência da República, a inflação anual passava de 10,5%. Continue lendo “Está melhorando (21)”
Um rosto pré-Big-Bang
Olhem para a cara de pedra de Buster Keaton. Pode parecer uma cara irresoluta. Ou de uma inexpressiva perplexidade. Continue lendo “Um rosto pré-Big-Bang”
O povo não é bobo
No palanque, o ex Lula, travestido de alvo das elites, prega que o “povo não tem de pagar imposto de renda sobre salário”. Na outra ponta, o deputado Jair Bolsonaro promete que todos os brasileiros terão armas de fogo. Continue lendo “O povo não é bobo”
Bob Marley e Bob Mugabe, o sonho e o pesadelo
Uma das coisas mais tristes do mundo é quando uma pessoa saudada como herói, guerreiro, libertador, se transforma em ditador.
Outra das coisas mais tristes do mundo é ver pessoas inteligentes, sensíveis, poetas, sonhadores, não perceberem quando o sonho acaba e vira pesadelo. Continue lendo “Bob Marley e Bob Mugabe, o sonho e o pesadelo”
O condestável de Temer
Reza o folclore político que, ao passar a faixa presidencial para seu sucessor, Hermes da Fonseca teria dito a Venceslau Brás: “olha, Venceslau, Pinheiro Machado é tão bom amigo que governa pela gente”. O mesmo pode-se dizer de Rodrigo Maia. Ele está tão próximo de Michel Temer que governa pelo presidente. Nomeou o novo ministro das Cidades, definiu como será a repartição do butim da pasta entre o “Centrão ampliado” e vai fazer o presidente do BNDES. Ai do ministro que não cair em sua graça. É tombo certo. Continue lendo “O condestável de Temer”
O obstetra de John Barrymore
O António, digo eu a toda a gente que me quer ouvir,
é o meu obstetra. Conhecemo-nos, não no consultório, mas nas salas de cinema de Tróia. Digo eu para facilitar. Estavam connosco a Antónia, minha mulher, de quem, por acaso, o António não é obstetra, que já bem basta que seja o meu. Continue lendo “O obstetra de John Barrymore”
Está melhorando (20)
“A economia se move, o País tem rumo, fixado pela política de ajustes e reformas, a vida melhora e fica para trás o desastre causado pela irresponsabilidade populista.” Continue lendo “Está melhorando (20)”
De mal a pior
A um ano das eleições gerais, os protagonistas conhecidos na disputa para o Planalto impressionam. Não por ideias, plataformas ou coisa que o valha. Mas pela falta delas. Pela repetição de vícios e modos. Continue lendo “De mal a pior”
Quem sabe essa á a nossa chance?
Em 11 de julho de 2008 assinei aqui neste Blog um artigo sobre o Rio que, entre outras coisas, dizia o seguinte:
“Só não vê quem não quer: ruas sujas, esgoto a céu aberto, um cheiro de urina entranhado até nas esquinas do centro financeiro da cidade, que dirá em bairros afastados. Continue lendo “Quem sabe essa á a nossa chance?”
Refundação do Estado
A questão do papel do Estado é um divisor de águas e tende a estar no centro da disputa presidencial. As duas candidaturas populistas estão presas a modelos passados que perderam sentido e não respondem às necessidades do século 21. O Brasil de hoje é inteiramente diferente do que era nos tempos do varguismo ou do estatismo do presidente militar Ernesto Geisel. Mas a direita e a esquerda estatistas pensam ainda ser possível alavancar o desenvolvimento a partir do intervencionismo estatal. Não por coincidência, Lula e Bolsonaro são pródigos em elogios à era Geisel. Continue lendo “Refundação do Estado”
A angústia da despedida
Ninguém se despediu como Sócrates. Condenado pelos juízes, feito o discurso de adeus aos amigos, já a rude taça de cicuta à espera dos seus lábios, as últimas palavras de Sócrates rompem entre a vida e a morte: “Agora é tempo de partir. Eu para morrer, vós para viver. Quem vai para melhor nenhum de nós o sabe, sabem-no talvez os deuses.” Continue lendo “A angústia da despedida”




