Dando como favas contadas que Lula não estará na urna eletrônica, o campo democrático, situado entre os dois extremos que lideram as pesquisas, inicia a disputa presidencial atomizado em várias pré-candidaturas. O coro que não vê problema em muitas candidaturas foi engrossado por Rodrigo Maia, mais um a entrar na dança presidencial, e Geraldo Alckmin, até então árduo defensor de uma candidatura aglutinadora. Continue lendo “Os (des)caminhos do centro”
De novo: a economia melhorou. E muito
Míriam Leitão afirma que a inflação baixa de 2017 – 2,95%, o menor índice desde 1998, abaixo do piso da meta, que é de 3% – “foi um momento breve de conforto para o governo na segunda semana do ano”. Continue lendo “De novo: a economia melhorou. E muito”
Bamboleiem-se
Não acreditem em mim, mas afianço-vos que o email foi inventado em 1913. Tinha a forma de memorando interno e a Universal Pictures fazia com eles um verdadeiro fogo de barragem entre os escritórios de Nova Iorque e Los Angeles. Continue lendo “Bamboleiem-se”
Por uns segundos a mais
Dane-se se o coligado é de esquerda, direita, liberal ou estatizante. Nesta fase, a pouco mais de nove meses da disputa eleitoral, vence quem captar aliados de grande porte e agregar o maior número de nanicos. A ordem é ampliar a base política e somar mais segundos na propaganda de rádio e TV dita gratuita, mas paga por todos os brasileiros. Continue lendo “Por uns segundos a mais”
A Valsa
Do caso Harvey Weinstein, o célebre produtor americano que há 20 anos convida atrizes para irem ao seu apartamento em bons hotéis discutir sobre os filmes que elas querem estrelar e que, lá chegando, consegue, ou pelo menos tenta, violentá-las, surgiram não sei quantas acusações de abusos, alguns medonhos. Continue lendo “A Valsa”
Já não se fazem liberais como antigamente
Figuras liberais marcaram a nossa história. Em um passado não muito distante, tivemos nomes como Roberto Campos, a maior expressão do liberalismo econômico no Brasil, ou Miguel Reale, o grande pensador do liberalismo social. Na política, liberais como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães foram condutores da transição democrática que culminou na Nova República. Continue lendo “Já não se fazem liberais como antigamente”
Viagem sem sair da sala
O que vejo todas as noites, a partir do sofá onde sento. Primeiro plano, a mesinha de centro com o copo de bebida e o pratinho com tira-gosto. Ao fundo, encostados na parede, a velha (antiga) cristaleira com seus copos, e o etager, peça menor, de quatro gavetas. Continue lendo “Viagem sem sair da sala”
Ninguém manda nela
A última vaga reaccionária que anda a ver se acerta caneladas na liberdade artística chama-se “apropriação cultural”. Para os seus sicários, certos temas só podem ser tratados por artistas que deles tenham vivência identitária. Só cantaria o fado uma lisboeta branca, só pintaria os deuses indianos um pintor hindu, só um artista negro americano choraria o assassínio criminoso de outro negro por polícias brancos no Minnesota. Continue lendo “Ninguém manda nela”
Justiça às favas
Inconstitucional e impróprio, o pedido feito pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior de proteção das Forças Armadas diante das manifestações previstas para Porto Alegre no dia 24, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) inicia o julgamento do recurso contra a condenação do ex Lula, empolgou o PT. Continue lendo “Justiça às favas”
Admirável mundo novo
Mais uma vez o Brasil é retardatário. Ainda estamos com os dois pés no século XX, tentando responder a uma agenda de reformas necessárias que há tempos deveria ter sido equacionada. A velha polarização esquerda-direita, um anacronismo reduzido à insignificância em países como a França e a Alemanha, ainda dá o tom na política brasileira. Continue lendo “Admirável mundo novo”
O indissolúvel ménage à trois
Imaginem que Clark Gable, com cósmica bebedeira, espetava o carro a cem metros de um motel manhoso, na companhia de um irresistível par de pernas e de um ilegítimo palminho de cara. O estúdio dele, a MGM do poderoso Louis B. Mayer, mandava-lhe logo um pronto-socorro, Eddie Mannix. Continue lendo “O indissolúvel ménage à trois”
A sabedoria do desapego, a arte do bom humor
Agora, se fosse para falar sério, como na canção doída e linda de Chico do disco de 1970 …
(“Dou um chute no lirismo / Um pega no cachorro / E um tiro no sabiá / Dou um fora no violino / Faço a mala e corro / Pra não ver a banda passar.”) Continue lendo “A sabedoria do desapego, a arte do bom humor”
Ano estranho, com jeito esquisito
Bom para muitos, ruim para alguns, mais ou menos para outros tantos. Com diferenças aqui e ali é assim que os anos terminam. Incorporando adjetivos menos usuais, o ano de 2017 acaba entre o estranho e o esquisito. Continue lendo “Ano estranho, com jeito esquisito”
A economia melhorou. E muito
Os últimos dias de 2017 foram pródigos em boas notícias da economia – novos dados que apontam que está ficando para trás a maior recessão da História do país, resultado dos 13 anos, 4 meses e 12 dias de governo lulo-petista. Continue lendo “A economia melhorou. E muito”
Mamute planaltino
Um mamute foi reproduzido no País, diante dos olhos da nação, e ninguém se deu conta. Evoluiu da forma embrionária para a adulta em uma incubadora nada discreta, o Parlamento, em Brasília. Sua natureza nem um pouco sutil avultou aos olhos na nação, e ainda assim não assombrou ninguém. Continue lendo “Mamute planaltino”



