Maioria barulhenta reformou a política

Partidos e políticos tradicionais tinham concebido o modelo perfeito para se perpetuarem no poder, com o engessamento da eleição por meio de regras que inviabilizavam qualquer renovação política. Campanha mais curta, recursos do financiamento público concentrados nas mãos dos caciques partidários e tempo televisivo assegurariam a reeleição dos atuais parlamentares, bem como a continuidade do presidencialismo de coalizão. Continue lendo “Maioria barulhenta reformou a política”

Crônica da eleição do horror

Dia 1 – Segunda-feira, 8 de outubro

O Poste corre para a prisão!

O que o PT e Haddad deveriam fazer no segundo turno, segundo boa análise do Ascânio Seleme no Globo:

“O PT pode até vencer no dia 28, mas terá de ser menos PT. Precisará fazer um extraordinário mea culpa e assinar um compromisso de gestão compartilhada em favor do Brasil e dos brasileiros.”

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No meio do horror, boas notícias

No meio do horror, do grande horror que é ter dois candidatos populistas, mentirosos, incompetentes no segundo turno – e portanto o horror, o grande de saber que o próximo presidente da República será um populista, mentiroso, incompetente –, houve algumas luzes, algumas boas notícias. Continue lendo “No meio do horror, boas notícias”

Ressaca brava

Dois personagens, Jair Bolsonaro e Lula, e um desastre anunciado; os candidatos do chamado centro democrático, incapazes de enxergar acima de seus umbigos e ambições individuais. Objetivamente, essa é a síntese do primeiro turno das eleições 2018, cuja campanha foi dominada por níveis intoleráveis de intolerância. Continue lendo “Ressaca brava”

Antes, e hoje

Nota de esclarecimento.

Não é sempre que o artigo para uma publicação começa com um aviso desses. Mas explico. O que segue abaixo não deve ser levado a sério, é um misto de humor com besteirol e uma pitada de nonsense.  Continue lendo “Antes, e hoje”

A um mês do incêndio no Museu Nacional

Assisti anteontem, com muita atenção, ao debate dos candidatos a governador do Estado do Rio de Janeiro transmitido pela Rede Globo . Programas de governo, além do “vou fazer isso ou aquilo” sem detalhar como o fariam, não eram mais importantes do que os xingamentos face a face. Um verdadeiro espetáculo… Continue lendo “A um mês do incêndio no Museu Nacional”

Foi Lula que fez

Antigamente, nos tempos de ventura dele, ali pelo final dos anos 70, começo dos 80, anos finais da ditadura militar ao qual serviu com diligência, respeito, aplicação, Paulo Maluf era tido como o sujeito que fazia, que construía. Continue lendo “Foi Lula que fez”

Carta aberta a quem vai votar em Bolsonaro

Se você vai votar em Jair Bolsonaro porque está absolutamente convencido de que ele é o melhor candidato, é a pessoa mais bem preparada para enfrentar todos os problemas do país, que apenas dois anos atrás estava enfiado na maior crise econômica de sua história, e ainda nem conseguiu sair dela direito, então este texto não é para você. Continue lendo “Carta aberta a quem vai votar em Bolsonaro”

O Assalto ao Palácio do Planalto

A tomada do poder é um conceito do marxismo clássico associado a um ato por meio do qual uma força política destrói o velho Estado burguês e constrói um novo.  Exemplos disso foram o assalto ao Palácio de Inverno da Revolução Russa, a tomada do poder por Mao Tsé-Tung na China e por Fidel Castro em Cuba. Continue lendo “O Assalto ao Palácio do Planalto”

Ângela

No começo dos anos 90, Ângela Maria estava em um período longe dos holofotes. Lucy Dias quis entrevistá-la para a Marie Claire, que, esta sim, estava no auge do brilho, nova, inovadora, com uma redação de mulheres tão talentosas quanto aguerridas, sob o comando de Regina Lemos. Continue lendo “Ângela”