A 4 de Janeiro do ano da graça de 2019, nasceu na Imprensa portuguesa uma coluna intitulada Vidas de Perigo, Vidas sem Castigo. É fraca prosa da minha autoria e acolhe-a, magnânimo, o Jornal de Negócios, e mais especificamente, a sua separata das sextas-feiras intitulada Weekend. Continue lendo “O rei de França não era um queixinhas”
O governo fez feio no caso Battisti
Fez papel feio, muito feio, o governo brasileiro nesta fase final da longa novela Cesare Battisti. Fez papel feio o ministro das Relações Exteriores, o Pancadão, mas desse só se pode mesmo esperar o pior. Mas fez papel feio o ministro da Justiça, o até agora há pouco inatacável Sérgio Moro. Continue lendo “O governo fez feio no caso Battisti”
Baila comigo
Voltar atrás, corrigir, pedir desculpas são atos louváveis. Merecem elogios, devem ser incentivados. Mas até os principiantes aprendem rapidamente que é estupidez insistir no erro. Lição básica que Jair Bolsonaro parece não querer assimilar. E, com erros em cima de erros, o presidente se arrisca a minar a confiança nele depositada. Continue lendo “Baila comigo”
“Bolsonaro atira e mata”
A manchete do Estadão de domingo, 30 de dezembro, começava no meio da página, exatamente acima da dobra: “Para Temer, Bolsonaro não”. Desdobrando o jornal surgia a segunda linha: “deve desprezar Congresso”. Resolvi fazer uma gaiatice. Introduzi um ponto final na primeira linha. Ficou: “Para Temer, Bolsonaro não.” Continue lendo ““Bolsonaro atira e mata””
Americanismo servil
A custo de desgaste com os militares, Jair Bolsonaro acaba de descobrir que não existe essa de “o céu é o limite nas relações com os EUA” como preconizou o chanceler Ernesto Araújo. Continue lendo “Americanismo servil”
O Itamaraty, o Barão e Dom Sebastião
Perplexidade é a melhor palavra para definir o que senti ao ler o discurso do embaixador Ernesto Araújo por ocasião de sua posse como ministro das Relações Exteriores do Brasil, anteontem, 2 de janeiro. Continue lendo “O Itamaraty, o Barão e Dom Sebastião”
Começou mal
“Bolsonaro assume a Presidência dividindo o país entre ‘nós’ x ‘eles’. Marcando a divisão. Enfatizando a divisão. É o lulo-petismo de sinal trocado. Tempos sombrios virão.”
Adeus
Foi esta a minha última crónica no Expresso.
Escrevo neste jornal, que Francisco Pinto Balsemão fundou, desde 1981. Com duas interrupções, uma para escrever no extinto Semanário, a outra, para ajudar a fazer a SIC. Não há duas sem três, pensei quando voltei, há oito anos, com esta coluna a que chamei A Vida Dá o que o Cinema Tira. Continue lendo “Adeus”
Cortinas de fumaça
Pelo Twitter, Jair Bolsonaro anunciou ontem a intenção de facilitar a posse de armas de fogo. Por decreto. A decisão nesse sentido era esperada, até por atender às promessas de campanha. Continue lendo “Cortinas de fumaça”
“Buracos nos próximos 20 quilômetros”
Você na estrada, com a família, no feriado prolongado. O que tem para apoiá-lo em termos de informação? No rádio: “Segundo a Ecovias há congestionamento nas praças de pedágio”. Obrigado por nada. Continue lendo ““Buracos nos próximos 20 quilômetros””
A espantosa realidade das cousas
Fernando Pessoa, o gênio da língua portuguesa, aqui lembrado por Maria Helena RR de Sousa
Para sair bem deste ano tão mesquinho. Continue lendo “A espantosa realidade das cousas”
O Brasil vai ter saudade do governo Temer
Não é um país maravilhoso o que Michel Temer entrega para Jair Bolsonaro, é claro. Mas é um país muito, mas muito, incomensuravelmente melhor do que o que ele recebeu de Dilma Rousseff, em maio de 2016. Continue lendo “O Brasil vai ter saudade do governo Temer”
O legado de Temer
Sim, Michel Temer foi o primeiro presidente denunciado por suspeita de corrupção em pleno exercício do mandato. Sim, chega ao fim de seu governo com altíssimo nível de desaprovação. Sim, não teve condições sequer de ter um candidato que defendesse seu legado. Continue lendo “O legado de Temer”
“Uma imaterialidade com vida própria”
“Os uruguaios tentamos nos rodear de singularidades para não desaparecer e nos aferramos às mostras de nossa identidade. Vivemos rodeados de colossos, densamente povoados e geograficamente asfixiantes. Somos esse país com forma de coração que se nega a palpitar em outro tom que não seja o que nos inventamos para nos dizer irmãos.” Continue lendo ““Uma imaterialidade com vida própria””
Estrela tracejante no céu de África
O cinema era o Avis. Um ano depois já se chamava Karl Marx. Juro que foi lá, à meia-noite, no Natal de 1974, que vi Tomorrow, adaptação de um conto de Faulkner. O artista, como ainda se dizia, era Robert Duvall, solitário agricultor que dá guarida a uma mulher tão grávida como abandonada. Continue lendo “Estrela tracejante no céu de África”



