A decisão dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia de anular a sentença que condenou o ex-presidente da Petrobrás Adelmir Bendine por corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff deverá passar para a História como um dos erros mais crassos, mais absurdos e de potencial mais danoso para o país jamais cometidos pelo Poder Judiciário brasileiro. Continue lendo “Um erro perigoso, danoso, supremo”
Moro, patrimônio em chamas
Com um abraço cenográfico após afagos que culminaram na máxima “Moro é patrimônio nacional”, o presidente Jair Bolsonaro esforçou-se para parecer ter deixado de lado a beligerância que deflagrou há meses contra o seu ministro da Justiça. Isso se deu durante a cerimônia de lançamento do Em Frente Brasil, nome que já serviu a outros fins em outros governos e agora batiza o Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. Continue lendo “Moro, patrimônio em chamas”
Batendo um papinho
Diz o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, mais conhecido como Beato Salu, que a Europa está decadente, culturalmente vazia, dominada pelo marxismo cultural. Infelizmente, há anos que não viajo para aqueles lados, o espaço mais bonito, mais inteligente e mais culto do mundo. Continue lendo “Batendo um papinho”
Gente finíssima
Eduardo Bolsonaro deu ontem, 29, mostras de seu preparo para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Washington, como papai quer. A eloquência de sua fala, em comentário sobre a Amazônia, não é exatamente a que se ouviria de um diplomata saído do Instituto Rio Branco. Também não é um primor do zelo que os embaixadores têm para, em conversa de alto nível, tentar resolver impasses e preservar a imagem de seus países. Continue lendo “Gente finíssima”
Pode Vir Quente Que Estou Fervendo!
“Se você quer brigar e acha que com isso estou sofrendo…”.
Esta semana, Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron resolveram pôr em prática a letra da música do Erasmo Carlos e pedradas foram atiradas sem dó nem piedade por ambos os lados, e, pior, sem a preocupação de que esse comportamento não combina com o de chefes de Estado. Continue lendo “Pode Vir Quente Que Estou Fervendo!”
Antônimos, opostos, antípodas
Gosto de antônimos, de palavras antípodas, de jogos de palavras que são o contrário de sinônimos. Continue lendo “Antônimos, opostos, antípodas”
Mais cooperação e diplomacia, menos beligerância
O resultado da reunião do G7 – grupo dos sete países mais desenvolvidos – abriu espaço para o Brasil virar o jogo a seu favor. Em vez de represálias, o grupo ofereceu ajuda ao Brasil e aos países da região, com vistas a colaborar na preservação da maior floresta tropical do mundo. A virada, no entanto, só se dará se o governo Bolsonaro mudar de mentalidade e de atitude na questão ambiental, em especial em relação à Amazônia. Continue lendo “Mais cooperação e diplomacia, menos beligerância”
A imagem da tragédia
Alfredo Rizzutti faria uma foto comovente, em uma igreja de Tubarão, cidade catarinense devastada por uma enchente colossal. Quando deixamos a sede do Jornal da Tarde, no entanto, não tínhamos a menor certeza de que conseguiríamos chegar ao palco da tragédia. Tubarão estava isolada. Continue lendo “A imagem da tragédia”
Não posso nem ver-te
Cortou-a em pedaços. Com um machado. William Kemmler era atarracado e tão bêbado como pai e mãe, imigrantes alemães, a quem o pesado álcool abreviou a escassa vida. A 29 de Março de 1888, num bairro da lata de Buffalo, no estado de Nova Iorque, Kemmler acordou com aquela ressaca bolsonara e estado de espírito trumpiano de não posso nem ver-te, quanto mais ouvir-te. Continue lendo “Não posso nem ver-te”
Pobre soberania nacional
Cada sociedade deve resolver seus dilemas nacionais de forma autônoma, sem subordinação ou dependência. Mas não são poucos os governantes que vilipendiam a grandeza desse conceito, alegando ameaças à soberania da nação para esconder fatos, justificar erros, abusos e tiranias, reescrever a história e, de quebra, animar as tropas. Continue lendo “Pobre soberania nacional”
“Para que provas? É a minha verdade”
A frase que usei para título de meu artigo mostra de modo bem claro a qualidade do presidente que nós arranjamos. Provas são inúteis, quando temos a verdade dele? Foi isso mesmo que o capitão disse: “A verdade dele!”. Continue lendo ““Para que provas? É a minha verdade””
É fogo!
É fogo 1!
Nesta semana, em meio a muito fogo, o presidente lança um fumacê sobre as ONGs da Amazônia, e uma enorme nuvem preta paira sobre os céus do Brasil, com repercussão internacional. Continue lendo “É fogo!”
De volta!
Embarquei para a Rússia em 27 de junho para o que seria uma viagem de 20 dias – três em Amsterdã, nove em Moscou e o restante em São Petersburgo. Viagem em família, com três gerações – minha mãe, companheirona de várias trips, minha irmã Mílcia e a filha dela, sobrinha única, Rejane. Continue lendo “De volta!”
A Terceira Lei de Newton
Até agora o nacional-populismo avançou livre, leve e solto no continente europeu, sem que houvesse uma reação na mesma direção, com a mesma intensidade e sentido contrário. Sim, a Terceira Lei de Newton vale também para a política e começa a aparecer na Europa, com o movimento de união de partidos de esquerda e de centro para evitar o avanço dos radicais da extrema direita. Continue lendo “A Terceira Lei de Newton”
A mulher casada
Matou-se. Lançou-se de um terraço, em Antibes. Era órfão, exilado e príncipe russo. Pintor sobretudo. Do terraço fatal via-se o mar, essa oscilante antecipação da eternidade. Continue lendo “A mulher casada”





