Um amigo meu não me deixou fazer um Pix de 10 para o Inominável. Eu expliquei que não eram os R$ 10,00 como o do Queiroz, mas 0,10. Dez centavos, em bom e fluente português. Com a intenção de, com isso, registrar no Pix meu protesto contra o fulano. Mas assim mesmo ele não deixou. Continue lendo “O Pix do Queiroz”
A cruz e a caldeirinha
Nos tempos antigos, e bota antigo nisso, a família do moribundo colocava sobre sua testa um crucifixo e aos seus pés um pote de barro com água benta. O padre era chamado a dar a extrema unção e a família ficava então aguardando e orando pelo desenlace. Continue lendo “A cruz e a caldeirinha”
Impeachments furados
O presidente Lula está fazendo seis meses de mandato e já tramitam na Câmara dos Deputados seis petições de impeachment contra ele por crimes de responsabilidade. Continue lendo “Impeachments furados”
Bons exemplos
Meus pitacos desta semana vão para o presidente Lula. Depois de na semana passada ter-me decepcionado com a indicação de seu advogado pessoal para o STF e com seus afagos infantis a Nicolás Maduro, agora ele ganha meu aplauso com a decisão de não ir à Marcha dos evangélicos por Jesus. Continue lendo “Bons exemplos”
Aberrações múltiplas
Esta foi uma semana rica em aberrações que vale a pena lembrar, execrar e, se possível, pedir ao Senhor que não permita repetecos. Continue lendo “Aberrações múltiplas”
Mágoas e mentiras
Lendas marcianas
Estava pensando sobre os futuros julgamentos dos golpistas de 8/1 quando me lembrei (velho sempre se lembra das coisas muito tempo depois) que meu amigo marciano prometera em dezembro passado levar para Marte os acampados aloprados e, de quebra, os respectivos QGs do Exército em frente aos quais se aglomeravam país afora.
A vez dos gordos
Tem gente que gosta de apanhar. Eu não sei por quê, mas tem. Li uma notícia sobre um marido que gostava de apanhar da mulher. Apanhava tanto que os vizinhos chamaram a polícia. Continue lendo “A vez dos gordos”
Valeu, Xandão (2)
Uma pilha de repórteres se amontoava dentro e fora da delegacia. O delegado tentava dar respostas objetivas, mas abusava das metáforas. O leite azedou, dizia ele, e o amontoado de repórteres queria saber a marca do leite para informar à população, de modo a não comprar coisa que não presta. Continue lendo “Valeu, Xandão (2)”
Valeu, Xandão!
O gado está quieto. Tudo de orelha em pé. Mas quieto. Nem latidos dos cães mais fiéis se ouvem. No curral, um forte cheiro de estrume exala. Fracos mugidos nos cantos escuros ressoam. Continue lendo “Valeu, Xandão!”
Tiros no pé
Tem alguma coisa estranha acontecendo dentro da cabeça de um monte de gente. Nunca vi um pessoal querendo tanto dar tiros no pé e outros na cabeça como esse da ultradireita neonazista uivando por uma CPI do 8/1. É como se não fossem eles, mas outros, os protagonistas do golpe de estado frustrado — apesar de todo o empenho da PM, da Guarda Presidencial, do GSI remanescente do governo anterior, de muitos milicos de pijama e outros tantos da ativa, todos em pé de guerra na Praça dos Três Poderes naquele dia de circo incomum. Continue lendo “Tiros no pé”
Preocupações mundanas
Cem dias depois do Apocalipse
Também gostei dos cem dias. Não teve motociata paga com dinheiro público, não teve arminha, não teve ajuntamento de zumbis na portaria do Alvorada. Não teve bandos de seguranças vestidos de preto em volta de um sujeito com medo de levar facada nas tripas ou tiro de snipers nos miolos depois de ver muito filme de espionagem e violência na Netflix. Continue lendo “Cem dias depois do Apocalipse”
Fake news
Alhos e bugalhos
Comparar alhos com bugalhos é coisa que se aprende no colégio a não fazer. Mas virou moda fazer. O tratamento dado pela Folha à mais nova pesquisa do DataFolha sobre a quantas anda o governo Lula, três meses após a posse, é um exemplo chocante.

