Adeus, Lula

Estava tudo combinado. O encontro comemorativo do 36º aniversário do PT marcaria a ofensiva contra o “cerco e aniquilamento” de Lula, uma fábula existente apenas nas mentes petistas. O resgate da imagem do caudilho tinha um objetivo claro: fazer do seu retorno ao trono presidencial a bandeira de coesão de um projeto de poder que pretendia ser eterno, mas que se encontra em acelerado desmanche. Continue lendo “Adeus, Lula”

O espectro do “Mein Kampf”

Setenta anos após a sua morte, o fantasma de Adolf Hitler volta à baila. Seu livro – Minha Luta (Mein Kampf) – caiu em domínio público e é estopim de debates acalorados em vários países. Por aqui, foi pego na rede da censura judicial, no Estado do Rio. Continue lendo “O espectro do “Mein Kampf””

Não é pato, nem é manco

Às vésperas de ser dado o pontapé inicial da disputa presidencial nos Estados Unidos com a realização das prévias democratas no Estado de Iowa, a comparação entre dois momentos serve de ilustração para se tomar consciência do quanto a nação americana mudou, e para melhor, nos últimos oitos anos. Continue lendo “Não é pato, nem é manco”

Não são só os 10,67%

Nas jornadas de 2013, quando milhares foram às ruas nas principais cidades do país, um slogan chamou a atenção: não são só os 20 centavos. Parodiando os jovens daquelas manifestações, diríamos que não são só os 10,67% da inflação de 2015, a maior dos últimos 13 anos, que preocupam os brasileiros. Continue lendo “Não são só os 10,67%”

Sua excelência, a versão

Os fatos são os fatos, ou os “hechos son los hechos”, como costumam afirmar os espanhóis.  Mas no governo Dilma Rousseff não é bem assim. Aliás, é inteiramente ao contrário. Os fatos não importam e sim a versão, galgada à condição de “sua excelência” pela estratégia do lulo-petismo de não largar o osso, de se manter no poder a qualquer custo. Mesmo à custa da verdade. Continue lendo “Sua excelência, a versão”

O ódio na política e a política do ódio

A divisão do Brasil de alto abaixo, as idéias raivosas que poluem as redes sociais e lamentáveis episódios de truculência e intransigência fazem relembrar, nesta virada de ano, um dos grandes filmes de Bernardo Bertolucci: 1900. Não é o caso de analisar sua genial narrativa, um pouco maniqueísta, é verdade, da luta de classes no século passado e da ascensão de duas ideologias totalitárias tão marcantes do século XX; o fascismo e o comunismo. Continue lendo “O ódio na política e a política do ódio”

Babel

É lei de guerra: para ser vitorioso qualquer exército precisa de uma retaguarda unida e coesa. Uma lei que também vale para o mundo da política. Mas, no caso da presidente Dilma Rousseff, a guerra está perdida. Continue lendo “Babel”

Alea jacta est

Em 49 A.C., após um longo tempo de indecisão, Júlio Cesar atravessou o Rubicão, entrando na cidade de Roma depois de pronunciar sua célebre frase “a sorte está lançada”. O vice-presidente Michel Temer não é um Júlio Cesar, está longe disto. Mas, com sua carta à presidente Dilma Rousseff, tomou um caminho sem volta. Atravessou seu rubicão. Continue lendo “Alea jacta est”

Não basta um animador de torcida

Saltam aos olhos o descrédito, o desânimo e a desconfiança dos investidores. Perigosamente o país se aproxima do caos profundo, como alertou o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Diante da deterioração do quadro econômico, Joaquim Levy vai caindo pelas tabelas, agoniza em estado catatônico. Continue lendo “Não basta um animador de torcida”

Cada macaco no seu galho

São mais do que oportunas as palavras do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Segundo ele, competem às instituições civis – Supremo Tribunal Federal, Procuradoria Geral da República, Polícia Federal, Tribunal de Contas, Poder Legislativo e Executivo – a missão de enfrentar e superar a crise ética, econômica e política que o Brasil atravessa. Continue lendo “Cada macaco no seu galho”