A cultura é um campo permanente de batalha do bolsonarismo. O próprio presidente confessa que “pretende conservar os valores cristãos no setor”, eufemismo que significa censura e retrocesso, o que já vem sendo praticado nas ações culturais e patrocínios que envolvem a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Jair Bolsonaro admite ainda uma caça às bruxas na Funarte e na Ancine, para expurgar petistas que, segundo ele, infestam os dois órgãos. Continue lendo “A revolução cultural do bolsonarismo”
Yankees, go home!
Até o início dos anos 70 predominava na esquerda brasileira uma narrativa na qual o atraso do Brasil era atribuído à exploração do imperialismo norte-americano, em conluio com os latifundiários e a burguesia urbana, todos entreguistas. Seriam eles os responsáveis por nossas mazelas e obstáculos ao progresso do país. Continue lendo “Yankees, go home!”
Não há planeta B
No final de sua vida o escritor e poeta Ferreira Gullar dizia ser preciso reinventar a utopia. Sem ela a humanidade perdia sentido e a vida seria um tédio. Continue lendo “Não há planeta B”
Não há lulismo sem Lula
Rui Costa ascendeu na política à sombra do senador Jaques Wagner e como seu fiel escudeiro. Os dois fazem jogo combinado e assim devem ser interpretadas as “heresias” ditas pelo governador da Bahia em sua entrevista à revista Veja. Continue lendo “Não há lulismo sem Lula”
Temer tem números a apresentar
Sim, Michel Temer foi o primeiro presidente denunciado por suspeita de corrupção em pleno exercício do mandato.
Sim, chegou ao fim de seu governo com altíssimo nível de desaprovação. Continue lendo “Temer tem números a apresentar”
Positivismo tosco
A idéia da necessidade de um regime autoritário para servir de alavanca para o progresso está nas raízes da fundação da nossa República. Antes mesmo de sua proclamação, o caudilho gaúcho Julio de Castilhos propugnava que o governante deveria ser escolhido por qualidades morais e não pela representação popular. Entendia que esse governante deveria regenerar o Estado e comandar a modernização da sociedade. Continue lendo “Positivismo tosco”
Os limites do bolsonarismo
A vitória de Jair Bolsonaro foi vista por muitos como o início de um novo ciclo de longa direção, em sintonia com a onda nacional-populista que varre o mundo. Um dos líderes petistas, José Dirceu, com boa dose de realismo, alertou seu partido quanto à longevidade da hegemonia da extrema-direita estabelecida com a assunção do bolsonarismo. Continue lendo “Os limites do bolsonarismo”
Alberto Goldman, um artesão da unidade
A era de Aquário tinha ficado para trás. O Brasil vivia o clima do ame-o ou deixe-o do governo Médici. O “milagre econômico” entorpecia a classe média e parcelas de trabalhadores que passavam a ter acesso a bens duráveis. A ditadura vivia o seu período mais truculento, enquanto a esquerda armada, com suas ações de assalto a banco e sequestros, se isolava da sociedade. A desarticulação política se espraiava, com vários setores aderindo à tese do voto nulo para as eleições de 1970. Continue lendo “Alberto Goldman, um artesão da unidade”
Mais cooperação e diplomacia, menos beligerância
O resultado da reunião do G7 – grupo dos sete países mais desenvolvidos – abriu espaço para o Brasil virar o jogo a seu favor. Em vez de represálias, o grupo ofereceu ajuda ao Brasil e aos países da região, com vistas a colaborar na preservação da maior floresta tropical do mundo. A virada, no entanto, só se dará se o governo Bolsonaro mudar de mentalidade e de atitude na questão ambiental, em especial em relação à Amazônia. Continue lendo “Mais cooperação e diplomacia, menos beligerância”
A Terceira Lei de Newton
Até agora o nacional-populismo avançou livre, leve e solto no continente europeu, sem que houvesse uma reação na mesma direção, com a mesma intensidade e sentido contrário. Sim, a Terceira Lei de Newton vale também para a política e começa a aparecer na Europa, com o movimento de união de partidos de esquerda e de centro para evitar o avanço dos radicais da extrema direita. Continue lendo “A Terceira Lei de Newton”
A anistia faz 40 anos
Faria bem ao país se Jair Bolsonaro deixasse de mirar no retrovisor e zelasse pela pacificação conquistada graças à engenharia política que nos permitiu virar a página dos anos de chumbo e ingressar no maior período democrático de nossa história. Continue lendo “A anistia faz 40 anos”
Faça amor, não faça a guerra
Woodstock completa 50 anos nos próximos dias representando muito mais que sexo, drogas e rock’n’roll. Continue lendo “Faça amor, não faça a guerra”
Impasses da globalização
A Europa inteira é uma zona de turbulência, desde que uma onda nacional-populista vem varrendo o mundo. Continue lendo “Impasses da globalização”
Escalada da intolerância
A liberdade de expressão é um valor fundamental para definir o grau de civilização de uma sociedade e de seu ordenamento democrático. Quanto maior, mais avançado é o estágio civilizatório. E quanto mais cerceada, maior o déficit democrático de um país. Continue lendo “Escalada da intolerância”
Vanguarda iluminada
O aglomerado de esquerda formado pelo Partido dos Trabalhadores e assemelhados (PSOL, PC do B, PDT e PSB) sofreu mais uma grande derrota política, a quarta nos últimos três anos, com a aprovação de forma arrasadora da Reforma da Previdência. Continue lendo “Vanguarda iluminada”

