A OCDE fará bem ao Brasil

Recentemente o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, disse em uma palestra na Fiesp que o Brasil está na agenda do passado. Nem concluiu ainda as reformas da Previdência e tributária, enquanto o mundo está em outra estação, em busca de respostas aos desafios da Quarta Revolução Industrial. Continue lendo “A OCDE fará bem ao Brasil”

O termômetro

Fico um tanto irritado com os dias de hoje, em que nada mais é  natural. Até há pouco, havia um termômetro no alpendre. Quando o filete de mercúrio descia, nos começos de madrugada, nos preparávamos para o frio. Continue lendo “O termômetro”

Disco-voador na Benedito Calixto

Na Praça Benedito Calixto, onde ficava, no subsolo de uma loja, o pequenino teatro Lira Paulistana – o palco do que veio a ser conhecido como a Vanguarda Paulista, onde surgiram para o Brasil o grupo Rumo, o Premeditando o Breque que iria virar Premê, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé, o Paranga, Passoca – deve ter pousado um disco-voador. Continue lendo “Disco-voador na Benedito Calixto”

Acredite quem quiser

Neste domingo manifestações bolsonaristas acontecem em diversas cidades do país. Poderão ser grandes ou não, maiores ou menores do que as do último dia 15. Isso pouco importa. O extraordinário é um presidente da República já precisar de gente nas ruas em sua defesa antes mesmo de completar cinco meses de governo. Nem Fernando Collor de Mello, o caçador de marajás que confiscou a poupança, conseguiu perder tanto apoio em tão pouco tempo. Continue lendo “Acredite quem quiser”

Os tristes efeitos da miséria

Ontem, ao ler o artigo da jornalista Rebeca Scatrut no blog de seu marido, Ricardo Noblat, senti a mesma aflição experimentada ao assistir o filme They shoot horses, don’t they?, baseado no livro de Horace McCoy e dirigido pelo brilhante Sydney Pollack. Continue lendo “Os tristes efeitos da miséria”

A loucura não é normal

A canção “Paciência”, de Lenine, explica bem o momento em que vivemos. O Brasil não tem tempo a perder, mas Bolsonaro finge que é normal um presidente atentar contra a harmonia entre os três poderes ao divulgar em seu twitter mensagem com ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal. Não satisfeito, repetiu a dose três dias depois, culpando a classe política pelos males do Brasil. Continue lendo “A loucura não é normal”

As bombas atómicas de Palomares

É que nem Deus aceitava. Francisco lembra-se. Humilde e cristão, chegou-se a Nosso Senhor com um prato de vermelhíssimos camarões de Palomares: “Aceita Senhor, Bom Deus!” E logo o poliglota patriarca das barbas, com um vozeirão que tomara Pavarotti, declinou: “Pues, Paco, hijo mio, no gracias, que te hagan buen provecho.” Continue lendo “As bombas atómicas de Palomares”

Parque, o Minhocão já é. Quando tiver dinheiro, é derrubar

Aos 69 anos bem vividos, bem fumados e bem bebidos, participei pela primeira vez de uma prova de 5 quilômetros, uma Track & Field Run Series. A saída e a chegada eram no Memorial da América Latina, e praticamente todos os 5 quilômetros eram no Minhocão – desde o Largo Padre Péricles, em Perdizes, até a altura da Marquês de Itu, já em Santa Cecília, junto do Centro. Ida e volta.

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O menos ruim é não fazer nada com o Minhocão

Se eu pudesse fazer um pedido, uma sugestão ao prefeito Bruno Covas, seria assim: – “Pô, Bruno, desista dessa idéia de Parque Minhocão, vai. Pense melhor. Se você anunciar que abandonou a idéia, que vai encaminhar para que  sejam feitos mais estudos, pesquisas, tenho a certeza de que esse será um grande legado para a cidade.” Continue lendo “O menos ruim é não fazer nada com o Minhocão”