Lula e o vaso chinês

O juiz Sergio Moro abriu a sessão do depoimento do Lula afirmando que não é inimigo do depoente, que essa é uma visão distorcida dos fatos. Ler Mais »

Mestre Antonio Candido

Em 1975, o ano em que nasceu minha filha, Antonio Candido escreveu:

“Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular, expressivo como poucos, mas não é Adoniran nem Barbosa, e sim João Rubinato, que adotou o nome de um amigo funcionário do Correio e o sobrenome de um compositor admirado. A idéia foi excelente, porque um artista inventa antes de mais nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu a realidade tão paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes européias. Adoniran Barbosa é um paulista de cerne que exprime a sua terra com a força da imaginação alimentada pelas heranças necessárias de fora.”

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O país sai maior e melhor

Minha primeira consideração sobre o dia do depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro: juntar 5 mil pessoas na Praça Santos Andrade, em Curitiba, é pouco. Muito pouco. É mixaria. Ler Mais »

O dique do Rio Sena

A onda nacional-populista que ameaçava se espraiar pelo velho continente com a força de um tsunami encontrou seu dique de contenção às margens do Rio Sena. A vitória consagradora de Emmanuel Macron afasta, por pelo menos cinco anos, o fantasma de o extremismo xenófobo e racista levar a Europa a ingressar nas trevas de uma nova idade média. Ler Mais »

Tomai e comei

Que coisa exprime hoje as nossas esperanças ou o nosso mal-estar? Que filmes, livros ou canções? Os filmes de Pedro Costa, de Malick ou o Fast and Furious 8? Ler Mais »

Está melhorando (8)

Nesta próxima sexta-feira, 12 de maio, completa-se um ano que Dilma Rousseff saiu do Palácio do Planalto, deixando o país enfiado no fundo do fundo do fundo do poço, na maior recessão de sua História, as contas públicas em frangalho, a inflação altíssima e subindo mais, um índice assustador de desemprego e as maiores empresas estatais – Petrobrás e Eletrobrás – saqueadas, tomadas pela corrupção e com valor de mercado imensamente menor do que já haviam tido. Ler Mais »

O ministro Fachin engrandece a Justiça

Falei asneira, falei besteira. Errei. Errei feio – e me penitencio por isso.

Falei mal aqui de Luiz Edson Fachin, quando ele foi indicado por Dilma Rousseff para uma vaga no Supremo Tribunal Federal – a vaga de Joaquim Barbosa, que havia ficado em aberto por longos oito meses. Ler Mais »

Qualquer idade é boa para aprender

Tiro o título destas linhas de uma frase de José Saramago: “Qualquer idade é boa para aprender. Muito do que sei aprendi-o já na idade madura e hoje, com 86 anos, continuo a aprender com o mesmo apetite”. Ler Mais »

Esqueçam o que defendi

No início dos anos 80 nascia no ABC paulista o chamado sindicalismo combativo, tendo como bandeiras a modernização das relações de trabalho por meio de livres negociações entre patrões e trabalhadores e o fim da unicidade sindical – apenas um sindicato por categoria em uma mesma base territorial – com a consequente adesão do país à Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho, consagradora do princípio do pluralismo sindical. Ler Mais »

Torto feito faca

Dizem que a vida imita a arte. No caso de Belchior, a constatação foi sempre um vaticínio. Basta um conhecimento mínimo de sua obra musical para que o exegeta encontre algum verso que tenha sido transformado em ação durante, logo ou após ter sido concebido e musicado. Ler Mais »

A starlet

Gosto de starlets. Negá-las, seria negar a minha adolescência. E o cinema precisou tanto delas. O que seria de Botticelli sem Vénus, essa starlet do Olimpo? Peço desculpa aos mais fundamentalíssimos cinéfilos, mas de vez em quando faz-me falta um fim-de-semana com Elke Sommer.

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Belchior

Belchior não chegou sozinho ao palco da música brasileira. Bem ao contrário. Veio ao mesmo tempo que um bando de outros compositores e cantores: Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Raimundo Fagner, Ednardo, Walter Franco, Gonzaguinha, Luiz Melodia. Ler Mais »

Mary Zaidan volta no dia 7 de maio

A jornalista Mary Zaidan tirou um período de duas semanas de férias.

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Janela Indiscreta

Peço às centenas de leitores que me acompanham (alô, tem alguém aí?) desculpas por falar mais uma vez da vida em apartamento. Mas vejam só. Ler Mais »

Perturbou o país. Mas greve geral, isso não teve

Perguntei para a moça da caixa do Pão de Açúcar ali perto de casa como ela fez pra chegar ao trabalho. Respondeu que tinha vindo de carro. Comentei que o ônibus do bairro, que tem ponto final a meia quadra da minha casa e passa em frente ao supermercado, não estava trabalhando. A moça então definiu com brilho o que houve no dia de hoje:

– “No fim, pararam só os mesmos de sempre: ônibus, metrô e trem.” Ler Mais »