Arquivos da Categoria: Fernando Brant

Devaneios

Eis-me sentado em confortável poltrona me envolvendo com um livro policial islandês. É o terceiro do mesmo autor, Arnaldur Indridason, que leio. Ler Mais »

O golpe

Eu tinha 17 anos e acompanhava com muito interesse a movimentação política. Lia jornais, ouvia rádio e vi, ao vivo, pela televisão, o comício do dia 13 de março, no Rio. Estudava no Colégio Estadual, instituição pública de ensino exemplar. Ler Mais »

É mais que 20 centavos

De que serve esquecer que os problemas existem e jogá-los para frente, como se o tempo ou o vento pudessem eliminá-los, como se, não enfrentados, não retornassem com mais força? Ler Mais »

Vamos chamar o lixeiro

Quando a coisa aperta dá vontade de ir para a Terra do Nunca com os netos. Fechar-me na sala e ouvir música que me leve ao mais profundo da emoção estética, que me embale para encarar, pois esquecer não dá, a barra pesada que nos envolve nesses momentos de violência, radicalismo e ausência de pensamento lúcido e lógico. Ler Mais »

Nervos à flor da pele

O mundo anda nervoso e o Brasil também. Sente-se no ar que algo não vai bem. Ou que há um desmoronamento social e individual que tende a crescer e, quando isso ocorrer, não se imagina quando pode parar ou ser contido. Ler Mais »

Dilma em Lisboa

A Dilma foi a Lisboa e não queria que ninguém soubesse. Se ela não fosse a presidente de nosso País seria natural e mesmo compreensível. Mas ela, quando admitiu exercer esse tipo de função política e burocrática, aceitou se expor à visitação pública. Qualquer coisica que é normal na vida dos cidadãos comuns não o é para os chamados altos mandatários. Ler Mais »

É fogo

O fogo é belo e fascina. Mas ele bem longe de nós. O fogo é medonho, aterrorizante, tudo a ver com o inferno. Houve um tempo, em minha juventude em Belo Horizonte, em que não era incomum grandes prédios da avenida principal se consumirem em chamas. Ler Mais »

O poeta e sua dor

Meu aniversário naquele ano eu passei dentro de um avião, indo de Belo Horizonte para a Cidade do México. Ia para um encontro de poetas, “Poetas do Mundo Latino.” Tenho uma desconfiança boa de que, no convite que recebi de Eduardo Langagne para participar do evento, houve um empurrãozinho de Affonso Romano de Sant’Anna. Ler Mais »

Uma noite em Santiago de Compostela

Eu também posso dizer que conheço o Caminho de Santiago. Não andei e nem fui de bicicleta como o Paulo Sérgio Valle e sua Malena. Sou mais acomodado e apenas estive no início e no fim do místico percurso. Ler Mais »

A grande bolada

A única grande bolada que eu recebi, foi com bola mesmo. Chutada por um profissional amigo, a redonda bateu em cheio em meu rosto e me abalou um dente. A que todos nós gostaríamos de receber nunca vem, mesmo que façamos de vez em quando uma aposta na loteria do governo. Ler Mais »

Árvore, água e bola

O índio subiu na árvore e lá ficou por vinte e sete horas. De lá foi retirado pelos bombeiros. Não sei se ele cantou a marchinha “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, mas não teve jeito e seu protesto esfumou-se sem cachimbo da paz. Ler Mais »

Território de brincar

Desci do táxi para cumprir uma tarefa bem mineira, comprar queijos. Fiz o que tinha de fazer e saí para a rua, satisfeito. Aquele quarteirão de rua me conhece bem e eu o conheço também. Fui parar ali com 9 anos e por três anos e meio aquele foi meu lugar, minha primeira casa em Belo Horizonte. Ler Mais »

Pouco pode ser muito

Penso na fisioterapia. O paciente está com dores, dificuldade de se movimentar, incômodos musculares ou na coluna vertebral. Posturas inadequadas ou aflições afins. O profissional lhe ensina pequenos exercícios, curtos e localizados, gestos que aparentemente nada têm a ver com seu padecer. Ler Mais »

Presença humana

Meus pais me olham através do retrato. Sinto a presença deles. É para isso que pomos as fotografias das pessoas que gostamos na parede. Para que em dado momento do dia, em hora que estamos à procura de algo, nos deparemos com olhares que sempre nos acompanharam e que não estão mais ao nosso alcance. Ler Mais »

O céu na cabeça

Asterix, Obelix e seus amigos gauleses topavam qualquer parada, briga ou guerra. Temiam apenas que o céu caísse sobre suas cabeças. Em nossa realidade, temos motivos para nos preocupar que algo vindo de cima nos alcance. Caso dos meteoritos ou mesmo dos raios. Ler Mais »