- :: Viajar é preciso. Mas é cansativo, incômodo, chato. Por Fernando Brant
Confesso que sou um péssimo turista. E as grandes viagens me cansam cada vez mais. Por mais experiência que tenha adquirido, não sou mais o passageiro desinformado de antes, enfrentar as agruras de aeroportos e alfândegas, de autoridades ferozes a nos esperar depois de horas e horas de vôo e noites mal dormidas é algo que ainda me incomoda. Ler Mais »
- :: A liberdade de imprensa é uma arma do povo. Por Fernando Brant
Um mês e meio depois do golpe militar de 64, Millôr Fernandes lançou a revista Pif Paf, primeira publicação a enfrentar o regime policialesco que nos infelicitou por quase um quarto de século. Em seu primeiro número a revista dizia: “Em todos os números do Pif Paf falaremos de liberdade. É um assunto que nos têm presos.” Ler Mais »
- :: "Queríamos construir nossas belezas. Construímos." Por Fernando Brant
Houve um dia em minha vida em que um anjo negro me apareceu no meu quintal. Que trazia belezas ficou claro desde o primeiro momento, pois luzes envolviam o seu corpo que não era de santo, era de gente. Ler Mais »
- :: Ficou mais fácil escrever. Mas isso tem um lado perigoso. Por Fernando Brant
Daqui a pouco ninguém mais terá a caligrafia de nossas mães. Aquelas letras claras e bem elaboradas contornando nossa admiração de filhos. Como desenhar as palavras como elas?, esse era o desafio. Na escola bem que tentávamos, diante do carinho e da paciência das professoras do primário. Ler Mais »
- :: Manoel de Barros é um poeta deslumbrante. Por Fernando Brant
Fernando Pessoa disse que “o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.” Manoel de Barros diz que o poeta é um vidente, vê coisas que não existem. Poeta é o sujeito que inventa. Ler Mais »
- :: Com serenidade, ele explica como funcionam as coisas. Por Fernando Brant
Na tevê, o jornalista quer saber de Carlos Ayres Britto, ex-ministro e presidente do STF, qual a sua opinião sobre o propagado conflito entre o Congresso e o Supremo. Com sua tranquila serenidade, que os brasileiros atentos já se acostumaram a admirar, ele joga toalha fria nos que apostam em confronto. Ler Mais »
- :: No caminho tinha um congestionamento - e um policial prepotente. Por Fernando Brant
Eu tinha um show com o Geraldo Vianna e o Trio Amaranto, no Sesc Palladium, às 8 da noite do último domingo. Depois de uma tarde calma e alegre com filhos e netos, saí de casa com uma hora e meia de antecedência. Com o trânsito normal não demoraria 15 minutos para chegar ao destino. Ler Mais »
- :: Há os que só querem democracia quando estão na oposição. Por Fernando Brant
Semear, plantar, colher. Muita gente no mundo se esmera em construir, para si ou para outros. Formar uma família é um prazer e quase um dever para os que amam a vida e querem que ela prossiga de um jeito amoroso, pacífico e sempre renovador. Se existem tristezas em nossa existência, que ao menos não sejamos responsáveis por elas. Ler Mais »
- :: Lembranças de uma viagem ao México. Por Fernando Brant
Poetas do mundo latino viajavam, de trem, da Cidade do México para Guadalajara. Eu estava no meio dessa festa. Trem, poesia e cerveja são combinação excelente. Pela primeira vez eu passara meu aniversário longe de casa, a bordo de um avião, no rumo da terra dos astecas. Ler Mais »
- :: O governo hoje leva o dobro do que Portugal nos cobrava. Por Fernando Brant
São as águas de abril prorrogando o verão ou adiando o céu azul de minha cidade? Não sou meteorologista, mas o fato é que a chuva, que andava por outras bandas, resolveu bater em nossas casas. Melhor que fosse no norte de Minas ou no nordeste, onde a seca está brava.
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- :: São boas companhias, longe do mundo real. Por Fernando Brant
Não alcanço as palavras justas para dizer de minha admiração pela Vera Brant, minha prima querida. Sua casa é paraíso da inteligência, sensibilidade e amizade. Recebi pelo correio seu mais recente presente, um livro com sua correspondência com Alice Brant, pseudônimo de Helena Morley, autora da obra-prima Minha vida de menina. Ler Mais »
- :: Um avô de boca aberta de deslumbramento. Por Fernando Brant
Os meninos crescem e o amor segue seus passos. A cada dia uma novidade. Aquele finge que não sabe falar, mas entende tudo e, por conforto, prefere esperar que os adultos lhes mostrem os objetos. Ler Mais »
- :: O que fica, após a morte, é a obra. Por Fernando Brant
O caminho que leva ao cemitério de Diamantina se chama avenida da Saudade. Ali eu assisti ao maior funeral dos meus tempos de menino, o do padre diretor do Seminário. Ler Mais »
- :: Miró, belo labrador preto, faz uma falta imensa. Por Fernando Brant
Eu me lembro da primeira vez que o vi. Pequeno, pretinho, no colo dos meus filhos, que tinham ido nos buscar no aeroporto da Pampulha. Vínhamos de uma viagem para fora do Brasil e trazíamos forte, ainda, a dor da perda do Otto, basset-round que nos dera tanta alegria. Ler Mais »
- :: Destilando palavras e notas na noite de Portugal. Por Fernando Brant
Sonhei que estava indo para Maracangalha, com o chapéu de palha, o linforme branco e a Nália de Dorival Caymmi. Acordei em Lisboa, com as meninas do Amaranto, flores amarelas do nosso sol, cantando coisas belas sobre o rio, o mar e a terra que amamos, regidos pelo talento de Geraldo Vianna. Fazia frio ou calor lá fora? Ler Mais »