Corrupção não é invenção nacional. Mas o Brasil, mesmo tendo avançado na condenação de poderosos, mantém a patente da couraça para políticos e endinheirados. A blindagem legal afrouxa ou prorroga processos até a sua prescrição, reduz penas e os tira da cadeia com celeridade. Inclusive aqueles prontos a reincidir no delito. Continue lendo “Livres e soltos”
Rei do Gado!
O Ministério da Saúde, comandado pelo ministro que se perpetuou como interino, anunciou essa semana a nomeação de um médico veterinário para coordenar o Programa Nacional de Imunização. Continue lendo “Rei do Gado!”
Sinal amarelo para Biden
A candidatura de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos entrou em zona de turbulência, depois de voar em céu de brigadeiro desde sua vitória nas primárias. O candidato democrata se beneficiava da condução desastrosa de Donald Trump no combate à pandemia, bem como do seu impacto na economia. Continue lendo “Sinal amarelo para Biden”
Em nome do pai
Por exercer mandato cruzado ou continuado, o filho do presidente Jair Bolsonaro deveria gozar de foro privilegiado ininterrupto. A tese esdrúxula até seria cabível se tivesse origem em um arrazoado do advogado Rodrigo Roca, que assumiu a defesa do senador Flávio Bolsonaro no lugar do enrolado Frederick Wassef. Mas não. Foi formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU) – ensaiadinhos. Continue lendo “Em nome do pai”
Covardia
Quando o ex-capitão diz a um jornalista que está com vontade de lhe dar umas porradas na boca, ele está sendo, sem sombra de dúvida, um grande covarde, pois sabe que o profissional da Imprensa não vai poder reagir contra o presidente da República. Continue lendo “Covardia”
São Tantas Coisinhas…
Aconteceu tanta coisa esta semana que nem sei por onde começar.
Pensei em falar primeiro sobre o anúncio da compra de um satélite de R$ 145 milhões pelo governo federal, que me chamou bem a atenção.
Quando li, fiquei assim ó, de queixo caído. Continue lendo “São Tantas Coisinhas…”
A guerra perdida de Guedes
O ministro Paulo Guedes deve estar curtindo uma ressaca brava, daquelas que deixam a boca com gosto de cabo de guarda-chuva e o estômago embrulhado. O que era para ser seu grande momento de brilho nestes tempos de pandemia – o anúncio de um novo pacote econômico com a instituição do Renda Brasil, a definição do novo marco regulatório das privatizações e a continuidade do auxílio emergencial – tornou-se a comprovação de que o Posto Ipiranga já não conta com o mesmo prestígio perante o presidente. Continue lendo “A guerra perdida de Guedes”
Afronta à cidade e ao cidadão
Faltam menos de três meses para a escolha dos prefeitos e vereadores das 5.570 cidades do país. Nem parece, tamanha a apatia em relação às eleições. Continue lendo “Afronta à cidade e ao cidadão”
Brasil, país infeliz
Chilreando!
Hoje acordei decidida a não me deixar aborrecer!
Olhei pela janela, vi um sol escondendo sua timidez atrás das nuvens e pensei: pelo menos está melhor que ontem e anteontem. A chuva destes dois dias não deixou que ele esboçasse sequer um sorriso amarelo. Continue lendo “Chilreando!”
A guilhotina do cancelamento
Devemos ao iluminismo do século 18 o direito ao dissenso e ao livre pensamento. Antes, as divergências de idéias eram resolvidas pela via da eliminação física. Basta lembrar os tempos da Santa Inquisição em que os hereges iam para a fogueira. Ou que em 1616 Galileu Galilei, cientista, físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano, entrou para o index da Congregação do Santo Ofício e foi ameaçado de pena de morte ao comprovar e defender a teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico, segundo a qual a Terra e os planetas giravam em torno do sol. Teve de se desdizer publicamente, mas não deixou de estar certo. Continue lendo “A guilhotina do cancelamento”
Não é o apocalipse
Com aflição semelhante à dos que há três meses decretaram o enterro antecipado do governo Jair Bolsonaro, muitos passaram a considerar inevitável a reeleição do presidente diante dos resultados da pesquisa Datafolha. Faltando longos 25 meses para o pleito, os de agora, tal como os de lá, exageram na miragem apocalíptica. Continue lendo “Não é o apocalipse”
De novo o sanatório geral
Não esqueço nunca o dia em que ouvi, pela primeira vez, o magistral “Vai Passar” de Chico Buarque. O ano: 1984. O Brasil nas mãos do último general-presidente, João Batista de Figueiredo. A emoção que a música despertou em mim foi imensa. Chorei muito. E sonhei muito. Continue lendo “De novo o sanatório geral”
Fetiche?
Dá pra chamar de fetiche uma fixação que a pessoa tem, mesmo que não seja de cunho sexual?
Porque eu acho que o que Fabrício Queiroz tem é uma espécie de fetiche. Continue lendo “Fetiche?”
Não é só o auxílio emergencial
Até meados de junho havia um sentimento generalizado de que o governo Bolsonaro marchava para uma crise terminal. Seu péssimo desempenho diante da pandemia, as demissões dos ministros Luiz Henrique Mandetta e Sérgio Moro, os conflitos com os outros dois poderes, a participação em atos antidemocráticos e a queda nas pesquisas davam a impressão de que o presidente estava à beira de um nocaute e o impeachment era apenas uma questão de tempo. Continue lendo “Não é só o auxílio emergencial”
