A contemporaneidade de FHC

Odiado pelos extremos regressistas – e nem sempre compreendido por seus companheiros de partido – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos poucos políticos brasileiros capaz de enxergar além do nevoeiro que turva nossos olhos. Intelectual e político atento, é figura obrigatória a ser ouvida por quem quiser entender as intensas transformações que varrem o mundo. Continue lendo “A contemporaneidade de FHC”

Avançar para trás

Regras eleitorais perfeitas são raríssimas ou simplesmente utópicas. Isso vale para todas as partes do mundo. No Brasil, elas são perversas: parecem servir apenas para perpetuar oligarquias, inibir a participação popular e a renovação. Continue lendo “Avançar para trás”

A voz mais lúcida

Democracia implica necessariamente em tolerância com o diferente. É preciso sempre ouvir o outro.

Ser progressista é uma visão de mundo, uma visão moderna, de quem entende as profundas mudanças pelas quais o mundo está passando. Continue lendo “A voz mais lúcida”

Caixa de marimbondos

A Lei da Anistia de 1979 foi uma obra de engenharia política e amplo consenso que contribuiu para a pacificação nacional. Os militares recuaram organizadamente para os quartéis, dedicando-se exclusivamente às suas funções constitucionais e profissionais, e o Brasil pode concluir sua transição democrática. Continue lendo “Caixa de marimbondos”

O vampirão acabou com a recessão

O tom é mais ou menos assim: é um governo pavoroso, um horror, um nojo, o pior do mundo, nunca houve nem haverá outro tão horrível – mas, diabo, que droga, infelizmente é preciso admitir que ele melhorou a economia. Tirou o país da recessão em que o lulo-petismo o enfiou!  Continue lendo “O vampirão acabou com a recessão”

Viva a ditadura

Abaixo a ditadura. A causa que uniu as esquerdas latino-americanas na segunda metade do século passado já havia se perdido quando o encantamento por Cuba cegou os que escolheram aplaudir os desmandos de Fidel Castro. Agora, diante da tirania venezuelana, foi enterrada de vez. Pior: substituída por “vivas”. Continue lendo “Viva a ditadura”

Alegria? Será mesmo alegria? Tenho cá minhas dúvidas…

Todos temos pequenas ou grandes alegrias em nosso dia a dia. O nascimento de um filho. Um diploma arduamente perseguido. Uma doença vencida. O regresso de um amigo muito querido. O sucesso profissional que tanto desejávamos… Continue lendo “Alegria? Será mesmo alegria? Tenho cá minhas dúvidas…”

Carnaval, desengano

É absolutamente fantástico, incrível, inacreditável como o lulo-petismo ainda consegue enfeitiçar tanta gente tida como intelectual e artista – nessas categorias incluídos também carnavalescos e chefões de escolas de samba –, conforme demonstraram os desfiles da Marquês de Sapucaí e os histéricos aplausos dos seguidores da seita à Tuiuti e à Beija-Flor. Continue lendo “Carnaval, desengano”

Sem fantasia

Carnaval e política sempre se misturaram. Nos desfiles com enredo social e em sambas-denúncia, nos bonecos e máscaras, nas marchinhas e paródias sobre escândalos e contra os caciques do momento. Tudo com bom humor e alegria. A diferença de uns tempos para cá é que a alegoria, própria dos dias de Momo, tomou conta da política 365 dias por ano. Quase todos metidos nela parecem viver no país da fantasia. Continue lendo “Sem fantasia”

As balas perdidas encontram crianças aqui no Rio

Há quem diga que o carioca está desligado de seu sofrimento. Não está, não. Quem está desligado de nosso sofrimento é o Governo Federal que não assumiu ainda as rédeas desta cidade. O Rio não pode continuar nas mãos deste desgoverno que promete tanto e nada faz. Continue lendo “As balas perdidas encontram crianças aqui no Rio”