Está melhorando (21)

Nos últimos dias – como, aliás, vem acontecendo há várias semanas -, os jornais trouxeram  ótimas notícias sobre a economia brasileira.

* A inflação medida pelo IPCA-15, o índice que é uma prévia da inflação oficial mensal, segundo o IBGE, subiu 2,58% no acumulado de 11 meses em 2017 – o menor valor dos últimos 19 anos. Quando Dilma Rousseff foi afastada da Presidência da República, a inflação anual passava de 10,5%. Continue lendo “Está melhorando (21)”

Bob Marley e Bob Mugabe, o sonho e o pesadelo

Uma das coisas mais tristes do mundo é quando uma pessoa saudada como herói, guerreiro, libertador, se transforma em ditador.

Outra das coisas mais tristes do mundo é ver pessoas inteligentes, sensíveis, poetas, sonhadores, não perceberem quando o sonho acaba e vira pesadelo. Continue lendo “Bob Marley e Bob Mugabe, o sonho e o pesadelo”

O condestável de Temer

Reza o folclore político que, ao passar a faixa presidencial para seu sucessor, Hermes da Fonseca teria dito a Venceslau Brás: “olha, Venceslau, Pinheiro Machado é tão bom amigo que governa pela gente”. O mesmo pode-se dizer de Rodrigo Maia. Ele está tão próximo de Michel Temer que governa pelo presidente. Nomeou o novo ministro das Cidades, definiu como será a repartição do butim da pasta entre o “Centrão ampliado” e vai fazer o presidente do BNDES. Ai do ministro que não cair em sua graça. É tombo certo. Continue lendo “O condestável de Temer”

De mal a pior

A um ano das eleições gerais, os protagonistas conhecidos na disputa para o Planalto impressionam. Não por ideias, plataformas ou coisa que o valha. Mas pela falta delas. Pela repetição de vícios e modos. Continue lendo “De mal a pior”

Quem sabe essa á a nossa chance?

Em 11 de julho de 2008 assinei aqui neste Blog um artigo sobre o Rio que, entre outras coisas, dizia o seguinte:

“Só não vê quem não quer: ruas sujas, esgoto a céu aberto, um cheiro de urina entranhado até nas esquinas do centro financeiro da cidade, que dirá em bairros afastados. Continue lendo “Quem sabe essa á a nossa chance?”

Refundação do Estado

A questão do papel do Estado é um divisor de águas e tende a estar no centro da disputa presidencial. As duas candidaturas populistas estão presas a modelos passados que perderam sentido e não respondem às necessidades do século 21. O Brasil de hoje é inteiramente diferente do que era nos tempos do varguismo ou do estatismo do presidente militar Ernesto Geisel. Mas a direita e a esquerda estatistas pensam ainda ser possível alavancar o desenvolvimento a partir do intervencionismo estatal. Não por coincidência, Lula e Bolsonaro são pródigos em elogios à era Geisel. Continue lendo “Refundação do Estado”

Inspirações golpistas

“Tanto os velhos partidos como os novos, em que os velhos se transformaram sob novos rótulos, nada exprimem ideologicamente, mantendo-se à sombra de ambições pessoais ou de predomínios localistas, a serviço de grupos empenhados na partilha dos despojos e nas combinações oportunistas em torno de objetivos subalternos”. Continue lendo “Inspirações golpistas”

Vivandeiras petistas

“O que nós de esquerda devemos perguntar aos militares é a quem eles querem servir: ao povo e à nação ou à facção financista e rentista que assaltou o poder? Que rasgou a Constituição e o pacto social e que destrói, dia a dia, a soberania nacional, entregando de mão beijada para o capital externo nossas empresas – estatais ou não -, nossas riquezas minerais, nossas terras férteis.” Continue lendo “Vivandeiras petistas”

Todo poder a Stálin

“Paz, Pão e Terra”, prometiam os bolcheviques que fizeram a revolução de 1917 sob o lema “todo poder aos sovietes” e contrariaram os cânones do marxismo, para quem o socialismo pressupunha uma base material desenvolvida, o que não existia na Rússia czarista. A “heresia” de Vladimir Ilyich Lênin consistiu em pular a etapa da revolução burguesa e fazer a revolução socialista em um país agrário, no qual a classe operária era extremamente minoritária. Continue lendo “Todo poder a Stálin”

O que em vez de quem

A tensão predominava no plenário naquele 12 de dezembro de 2007 quando o Senado cravou o fim da CMPF por 45 a 34 votos. Para o então presidente Lula, a derrota significava o fim do sonho do terceiro mandato, enterrado ali junto com o imposto do cheque. Continue lendo “O que em vez de quem”